quinta-feira, Outubro 16, 2014

Crónica Corrida Évora 11/10/2014
 
Foi com prazer que recebi do Cabo, António Alfacinha o convite para a crónica da referida corrida, não tendo dotes de escrita e muito menos de crítico taurino, faço-o na qualidade de amigo de Grupo de Forcados de Évora e de mero aficionado.
Anunciava o cartel 3 toiros de Manual Coimbra e da ganadaria Passanha, bem como os cavaleiros João Moura, Victor Ribeiro e Jacobo Botero, que no geral tiveram lides agradáveis, superando algumas dificuldades dos hastados, com João Moura em alguns momentos deixando algumas pinceladas da sua arte.
No capítulo das pegas, dividíamos o cartel com o Grupo de Forcados de Santarém, que teve actuação meritória pegando os toiros que lhe couberam em sorte à aª, 2ª e 3ª tentativa, esta última de cernelha a um toiro que não se deixava encabrestar.
Para a primeira pega do GFAÉvora, mandou o Cabo ir para a cara deste touro de Coimbra, que acusou na balança 480kg, e que apesar de se ter deixado lidar, fez algumas coisas feias durante a lide, forcado João Pedro Oliveira que começa a citar bem lá de trás, deixando-se ver, mandando vir o toiro, que saiu um pouco ensarilhado, mas o forcado recuando muito bem com ele (e quando todos nós preparávamos para mais uma grande pega do Guga) escorrega no momento da reunião e é fortemente colhido pelo toiro. Seguem-se mais duas tentativas com o forcado visivelmente diminuído, consuma à 4ª já com ajudas carregadas.
Para a segunda pega do Grupo, apronta-se o Ricardo Sousa, diante de um Passanha com 500kg de peso, cita cá de trás a deixar-se ver, carrega a sorte e o toiro sai com muita pata, com o forcado a fechar-se muito bem numa fracção de segundo, a encher a cara ao toiro, as ajudas a entrarem de pronto e com eficácia e coesão a consumarem uma excelente pega.
Para o terceiro do grupo (sexto da tarde), com 535kg e que tinha criado dificuldades ao cavaleiro, aprontou-se o jovem Francisco Oliveira, que esteve bem no cite, com uma reunião difícil e bastante dura, pois o toiro quando sai já ia para fazer mal, aguenta com alma e poder os fortes derrotes do touro, acabando por ser desfeiteado já no seio do grupo com o toiro a pôr a cara no chão e a despejar o forcado e ajudas, que se preparavam para consumar a pega. Grande tentativa Francisco, estiveste enorme na vontade e determinação de ficar. Consumou à 3ªtentativa com ajudas carregadas.
Com este relato mais ou menos detalhado de cada pega efectuada, acabamos por concluir que o triunfo esteve mesmo ali ao lado e que só não foi conseguido mesmo por uma unha negra, mas não é motivo de tristeza, porque foram triunfadores na vontade, na entrega, determinação e coesão, porque mantendo estes valores apresentados da próxima vez não haverá unha alguma que os afaste do triunfo.
Quero aqui deixar um abraço de parabéns aos elementos de grupo que brilhantemente honraram a jaqueta do grupo que foi dividido em dois) no Festival de Vila Boim, onde por intermédio de Fábio Cabeçana e Afonso Mata, conseguiram duas excelentes pegas ao 1ªintento. Vou aqui enaltecer o espirito de amizade, respeito e solidariedade que se vive no seio do grupo bem como o entusiasmo e dedicação e valor que os mais jovens nutrem pela instituição.
A confraternização prolongou-se noite dentro, confirmando todos os valores humanos atrás descritos, o que é sinónimo de vitalidade e longevidade do Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Recebam um forte abraço deste vosso amigo.
E pelo Grupo de Évora venha vinho…
António Miguel Tirapicos


terça-feira, Outubro 14, 2014

Crónica Corrida Alcácer
 
O GFAE soma mais um triunfo
5 de Outubro de 2014  pelas 17h
Cavaleiros: João Moura, Vitor Ribeiro e António Maria Brito Paes.
Grupos de Forcados: Santarém e Évora
Ganadaria: 2 Rio Frio, 2 José Lupi e 2 Vinhas
Meus amigos:
Numa tarde em que a praça de Alcácer do Sal registou cerca de um terço de casa, tive a oportunidade de testemunhar mais um êxito do nosso Grupo. Com efeito, estava em disputa 2 prémios: Para o melhor cavaleiro; Para o melhor Grupo de Forcados.
Começando pelos touros, de uma forma geral cumpriram, tanto para os cavaleiros como para os forcados, sendo talvez o 2º touro um pouco mais manso e a ficar-se nas tábuas, enquanto que o  4º touro terá sido aquele que saiu mais reservado. Foram no entanto, muito desiguais no que diz respeito ao peso (pesos a variar entre os 570 e os 430 kg).
Quanto aos cavaleiros, conseguiram desenvolver lides de forma a que a primeira parte da corrida, tenha decorrido com bom ritmo. O Cavaleiro João Moura no primeiro touro foi lidando em crescendo, tendo no seu segundo touro (o sobrero que foi lidado em 6º lugar) cumprido perante uma diminuição do oponente ao longo da lide. Ao Vitor Ribeiro coube em primeiro lugar um exemplar que se foi refugiando nas tábuas, impedindo o cavaleiro de obter uma boa atuação. Melhor no seu segundo touro, tendo conseguido empolgar o público. O cavaleiro António Maria Brito Paes conseguiu duas atuações muito regulares, a demonstrar bons pormenores, em particular no seu segundo touro.
O prémio para o melhor cavaleiro foi entregue ao cavaleiro Vitor Ribeiro.
Quanto às pegas, pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, foram à cara os forcados João Grave (1ª tentativa), António Góis (1ª tentativa) e Hugo Santana (3ª tentativa).
Pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora, o Cabo António Alfacinha nomeou para o primeiro touro o jovem Gonçalo Rovisco. Esteve calmo a citar, num touro que lhe saiu pronto, tendo conseguido uma excelente reunião perante o maior touro da corrida. Fechado na cara do touro fez a viagem até ao grupo que apesar de aquele ter perdido as mãos, foram eficazes na ajuda. Uma palavra para o primeiro ajuda Luís Vilhena, que acabou por sofrer uma lesão aparatosa, felizmente sem consequências muito graves. É assim Luís. Naquele dia foste tu a dar o corpo por um amigo, noutro dia será outro a dar por ti. É com essa entrega, dedicação e amizade que os verdadeiros grupos de FORCADOS se mantêm ao mais alto nível.
No segundo touro, o forcado Ricardo Sousa (mais conhecido pelo Matxira) teve pela frente o exemplar mais reservado. Com efeito, na primeira tentativa o touro nem humilhou, investindo alto e com violência no forcado. Apesar deste contratempo, o Matxira recuperou e conseguiu mandar e reunir com decisão, sendo bem ajudado pelo resto do grupo.
A última pega, terá sido para mim, a pega mais perfeita. Com efeito o Francisco Oliveira esteve muito bem em praça. Muito calmo a citar desde as tábuas, foi encurtando os terrenos e do meio da praça carregou dando todas as vantagens ao touro. Aguentou na perfeição, recuou e reuniu, fazendo a viagem bem agarrado num touro que foge ligeiramente ao grupo, mas com este a recuperar rapidamente e a concretizar mais uma bela pega.
Termino esta crónica que o António me pediu para escrever, da mesma forma como comecei. Mais um triunfo do GFAE, com a obtenção do prémio para o melhor Grupo de Forcados em praça, o que à partida permite que no próximo ano, estejamos de novo em Alcácer do Sal, para ver o nosso Grupo a defender este troféu.
Agora, há que preparar as próximas corridas. Um final de época repleto de corridas com responsabilidade.
Um forte abraço deste vosso amigo (e padrinho J)
Armando M. M. Raimundo


segunda-feira, Setembro 08, 2014

Crónica Corrida Évora
5/9/2014
 
Em primeiro lugar quero agradecer o convite feito pelo António para fazer a crónica da corrida e pela maneira como nos recebeu em sua casa. É sempre um prazer revê-los a todos e sentir a união e coesão do grupo. Ver o João Pedro Rego já ao pé de nos e os restantes que estão magoados no bom caminho para recuperarem.
Relativamente a corrida, teve uma meia casa que até tinha algum ambiente, toiros com apresentação que até transmitiram. No que toca aos cavaleiros não vou comentar. Pegamos com o Gfa S. Mansos toiros da dura ganadaria Fernandes de Castro, que até não complicaram. O Gfa S. Mansos pegou os seus toiros há primeira, quarta e terceira tentativa.
Para o nosso primeiro foi o Francisco Oliveira, adiantando-se um pouco na primeira tentativa e concretizando há segunda com o grupo a ajudar bem.
Para o nosso segundo o Ricardo Sousa (Matxira). Fazes-me lembrar um forcado que conheci, que quanto menos pensava, melhor corriam as coisas. Boa pega.
Para pegar o quinto e nosso ultimo foi o Joao Madeira. Já tinha ouvido falar do João mas nunca o tinha visto pegar, pelo que ouvi falar não deve ter sido o teu dia, porque na primeira tentativa não aguentas, na segunda metes um joelho onde te podias ter magoado. Tens que consentir mais os toiros. Toiro pegado a terceira tentativa com o nosso Carraço a por a carne no assador.

No geral foi uma corrida agradável, é sempre bom estar com vocês mesmo que seja só uma vez ao ano.

Por vocês todos e por um resto de temporada cheia de êxitos e sem lesões,

VENHA VINHO! VENHA VINHO! VENHA VINHO!

José Cortez Pereira
 

quarta-feira, Agosto 20, 2014

Crónica Corrida Alcochete
 

No passado dia 14 de Agosto o Grupo de Forcados de Évora foi, pelo segundo ano consecutivo, um dos Grupos presentes nas Festas do Barrete Verde e das Salinas na aficionada cidade de Alcochete.

Um cartel de sete cavaleiros, encabeçado por João Moura, Rui Salvador, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, Manuel Lupi, Mateus Prieto e Jacobo Botero. O nosso Grupo dividiu as pegas com os Amadores de Alcochete. Para serem toureados e pegados, os toiros pertenciam a ganadaria Fernandes de Castro.

Um curro sério de apresentação e presença, que na minha opinião não permitiu a nenhum cavaleiro o triunfo desejado, podendo-se destacar o cavaleiro Filipe Gonçalves na lide do quarto toiro da noite.

Nas pegas, e como costuma ser hábito nesta ganadaria, a "loiça" foi outra!
Para abrir praça o António escolheu o Gonçalo Rovisco. O Gonçalinho, apesar de novo tem mostrado aproveitar bem as oportunidades que lhe são dadas. Mostrou-se ao toiro de meia praça, com um cite elegante e bonito. Já nos terrenos do toiro carregou e recuou o suficiente, sendo que me parece que a reunião não foi a mais correta (não percebi se houve um salto ou um "joelho"), mas fechou-se de braços e pernas para concretizar á primeira tentativa. Os ajudas não facilitaram e fizeram o que lhes competia.

Para o nosso segundo, o Cabo escolheu o Dinis Caeiro que pegou a quarta tentativa. O toiro foi reservado durante a lide e na pega empregou-se bastante. O Dinis que vinha bastante motivado de duas belíssimas pegas em Moura e Beja, não se conseguiu fechar nas duas primeiras tentativas depois dos duros derrotes do toiro. Na terceira, com o Duarte Tirapicos a entregar-se totalmente para resolver logo aí, faltaram as entradas dos segundas no momento em que o Duarte cai. Pegou-se á quarta sem brilho. Um grande abraço ao Kádá que na terceira partiu o braço e mesmo assim não virou a cara á luta e ao Dinis que vinha a fazer uma grande época e rebentou com os ligamentos do ombro. Ambos já foram operados e correu bem! Desejo-vos as rápidas melhoras, uma óptima recuperação e que voltem rapidamente ao ativo porque o Grupo conta com vocês!

O João Madeira foi o escolhido para pegar o nosso terceiro toiro. Na primeira tentativa não reúne bem e este tipo de toiros não permitem facilidades. Resolveu a segunda, com o Grupo ajudar bem lá atrás.

Para fechar a nossa atuação, no sétimo e último toiro da noite foi escolhido o João Pedro Oliveira. Um toiro muito sério e bastante reservado durante a lide, que dava indícios de uma grande pega. O Guga começou como é hábito dele lá de trás a citar e mostrar-se bem ao toiro.
Recebe o toiro na perfeição e o Grupo ajudou bem para fechar esta noite de toiros.
Os Amadores de Alcochete pegaram os três toiros a primeira, segunda e primeira tentativas respectivamente. Realce para a última pega do Grupo da terra que foi um verdadeiro exemplo de como se deve pegar e ajudar toiros com cada um a "meter a carne no assador" num toiro que se previa complicado e resultou numa belíssima pega.

Terminada a corrida fomos convidados e recebidos pelos Amadores de Alcochete na sua Tertúlia para um porco no espeto e umas imperais que muito bem souberam aquela hora. Um bem haja e muito obrigado aos Amadores de Alcochete.

Quanto ao nosso Grupo desejo-vos um bom resto de temporada, com boas atuações e sem mais lesões que infelizmente já nos afectaram bastante.

Para terminar queria agradecer ao Grupo que na pessoa do Cabo António me convidou para assistir á corrida junto deles e sentir um pouco dos nervos de quem está atrás das tábuas. Muito obrigado.

Pelo nosso Grupo Venha Vinho!!

Diogo Cabral
 
 




Crónica Corrida Albufeira
 

Antes de mais começo por agradecer o convite do cabo António para mais uma vez fazer uma crônica do nosso grupo.

Desloquei-me a Albufeira a pensar que ia ver mais uma Bullfight , que normalmente é o que nos últimos anos se tem visto naquela praça , mas não , vimos uma corrida bastante agradável com um curro de touros digno de qualquer praça de 1a.

Em relação a corrida vou comentar apenas a atuação do nosso grupo pois na altura não sabia que ia ser convidado para fazer esta crônica e não tomei muita atenção ao resto.

Para o nosso 1º foi para a cara o forcado Sérgio Godinho , que na 1º tentativa no momento da reunião se parou e adiantou um pouco e o touro não lhe permitiu tal erro, mas na 2º emendou-se e concretizou com o grupo a ajudar bem.

Para o 2º foi o Francisco Oliveira , perfeito no citar mas com um carregar um pouco atrapalhado ,reunião perfeita e com vontade de lá ficar com uma boa 1º ajuda do João Pedro Rêgo que se acabou por aleijar e com o resto dos ajudas a terem que se empolgar  pois o touro bateu até aos 3º.

Para o 3º e último foi o Gonçalo Rovisco, pega perfeita do princípio ao fim. Gonçalo continua que estas no bom caminho para seres um bom forcado de caras , só te deixo um conselho ( que também serve para todos os outros novos) sê humilde , que é uma característica que a meu ver todos os forcados deviam ter. Em relação ao resto do grupo , nesta pega a destacar o 1º ajuda, João Varela, mas com o resto a ter que correr para ajudar pois o touro quando chegou ao 1° ajuda fugiu ao grupo.

Com um grande abraço deste vosso amigo, venha vinho , venha vinho, venha vinho......
GFAE sempre!!!!!

Luís Malanho