quarta-feira, Agosto 20, 2014

Crónica Corrida Alcochete
 

No passado dia 14 de Agosto o Grupo de Forcados de Évora foi, pelo segundo ano consecutivo, um dos Grupos presentes nas Festas do Barrete Verde e das Salinas na aficionada cidade de Alcochete.

Um cartel de sete cavaleiros, encabeçado por João Moura, Rui Salvador, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, Manuel Lupi, Mateus Prieto e Jacobo Botero. O nosso Grupo dividiu as pegas com os Amadores de Alcochete. Para serem toureados e pegados, os toiros pertenciam a ganadaria Fernandes de Castro.

Um curro sério de apresentação e presença, que na minha opinião não permitiu a nenhum cavaleiro o triunfo desejado, podendo-se destacar o cavaleiro Filipe Gonçalves na lide do quarto toiro da noite.

Nas pegas, e como costuma ser hábito nesta ganadaria, a "loiça" foi outra!
Para abrir praça o António escolheu o Gonçalo Rovisco. O Gonçalinho, apesar de novo tem mostrado aproveitar bem as oportunidades que lhe são dadas. Mostrou-se ao toiro de meia praça, com um cite elegante e bonito. Já nos terrenos do toiro carregou e recuou o suficiente, sendo que me parece que a reunião não foi a mais correta (não percebi se houve um salto ou um "joelho"), mas fechou-se de braços e pernas para concretizar á primeira tentativa. Os ajudas não facilitaram e fizeram o que lhes competia.

Para o nosso segundo, o Cabo escolheu o Dinis Caeiro que pegou a quarta tentativa. O toiro foi reservado durante a lide e na pega empregou-se bastante. O Dinis que vinha bastante motivado de duas belíssimas pegas em Moura e Beja, não se conseguiu fechar nas duas primeiras tentativas depois dos duros derrotes do toiro. Na terceira, com o Duarte Tirapicos a entregar-se totalmente para resolver logo aí, faltaram as entradas dos segundas no momento em que o Duarte cai. Pegou-se á quarta sem brilho. Um grande abraço ao Kádá que na terceira partiu o braço e mesmo assim não virou a cara á luta e ao Dinis que vinha a fazer uma grande época e rebentou com os ligamentos do ombro. Ambos já foram operados e correu bem! Desejo-vos as rápidas melhoras, uma óptima recuperação e que voltem rapidamente ao ativo porque o Grupo conta com vocês!

O João Madeira foi o escolhido para pegar o nosso terceiro toiro. Na primeira tentativa não reúne bem e este tipo de toiros não permitem facilidades. Resolveu a segunda, com o Grupo ajudar bem lá atrás.

Para fechar a nossa atuação, no sétimo e último toiro da noite foi escolhido o João Pedro Oliveira. Um toiro muito sério e bastante reservado durante a lide, que dava indícios de uma grande pega. O Guga começou como é hábito dele lá de trás a citar e mostrar-se bem ao toiro.
Recebe o toiro na perfeição e o Grupo ajudou bem para fechar esta noite de toiros.
Os Amadores de Alcochete pegaram os três toiros a primeira, segunda e primeira tentativas respectivamente. Realce para a última pega do Grupo da terra que foi um verdadeiro exemplo de como se deve pegar e ajudar toiros com cada um a "meter a carne no assador" num toiro que se previa complicado e resultou numa belíssima pega.

Terminada a corrida fomos convidados e recebidos pelos Amadores de Alcochete na sua Tertúlia para um porco no espeto e umas imperais que muito bem souberam aquela hora. Um bem haja e muito obrigado aos Amadores de Alcochete.

Quanto ao nosso Grupo desejo-vos um bom resto de temporada, com boas atuações e sem mais lesões que infelizmente já nos afectaram bastante.

Para terminar queria agradecer ao Grupo que na pessoa do Cabo António me convidou para assistir á corrida junto deles e sentir um pouco dos nervos de quem está atrás das tábuas. Muito obrigado.

Pelo nosso Grupo Venha Vinho!!

Diogo Cabral
 
 




Crónica Corrida Albufeira
 

Antes de mais começo por agradecer o convite do cabo António para mais uma vez fazer uma crônica do nosso grupo.

Desloquei-me a Albufeira a pensar que ia ver mais uma Bullfight , que normalmente é o que nos últimos anos se tem visto naquela praça , mas não , vimos uma corrida bastante agradável com um curro de touros digno de qualquer praça de 1a.

Em relação a corrida vou comentar apenas a atuação do nosso grupo pois na altura não sabia que ia ser convidado para fazer esta crônica e não tomei muita atenção ao resto.

Para o nosso 1º foi para a cara o forcado Sérgio Godinho , que na 1º tentativa no momento da reunião se parou e adiantou um pouco e o touro não lhe permitiu tal erro, mas na 2º emendou-se e concretizou com o grupo a ajudar bem.

Para o 2º foi o Francisco Oliveira , perfeito no citar mas com um carregar um pouco atrapalhado ,reunião perfeita e com vontade de lá ficar com uma boa 1º ajuda do João Pedro Rêgo que se acabou por aleijar e com o resto dos ajudas a terem que se empolgar  pois o touro bateu até aos 3º.

Para o 3º e último foi o Gonçalo Rovisco, pega perfeita do princípio ao fim. Gonçalo continua que estas no bom caminho para seres um bom forcado de caras , só te deixo um conselho ( que também serve para todos os outros novos) sê humilde , que é uma característica que a meu ver todos os forcados deviam ter. Em relação ao resto do grupo , nesta pega a destacar o 1º ajuda, João Varela, mas com o resto a ter que correr para ajudar pois o touro quando chegou ao 1° ajuda fugiu ao grupo.

Com um grande abraço deste vosso amigo, venha vinho , venha vinho, venha vinho......
GFAE sempre!!!!!

Luís Malanho

Crónica Corrida Beja
 
Em primeiro lugar queria desde já agradecer este agradável convite do nosso cabo António Alfacinha para escrever esta crónica!

Tradicional corrida de Agosto em Beja este ano a 8 em vez de a 10 como temos sido habituados. O cartel era composto por Joaquim Bastinhas, Tito Semedo, Sónia Matias, Ana Batista, Marco José (a substituir o lesionado Marcos Bastinhas) e a jovem Cláudia Almeida. Forcados de Évora, Cascais e Beja. Estreia da ganadaria António Lampreia (monte cadema).

Nas lides pouco podemos dizer, pouca história, touros grandes e no geral mansos. A realçar apenas o ultimo que tocou a cavaleira Cláudia Almeida que esteve bem e mostrar bem que quer entrar na festa, uma boa surpresa desta tão jovem cavaleira..

Nas pegas, noite de êxito para o nosso grupo!
Para o primeiro do grupo o António escolheu o Dinis Caeiro. O maior da noite 625kg, manso e muito sério! Uma enorme pega à primeira tentativa! Grande forcado, uma pega com garra e um grande querer, um bocadinho proporcionada por ter faltado uma mãozinha lá atrás. Pega da noite, Duas voltas bem merecidas! Parabéns Dinis!

No segundo foi escolhido o Guga Oliveira. Como habitual, calmo, a dar distâncias, toureiro, tudo bem feito! Pega consumada à primeira tentativa, todos funcionaram e quando assim é, até parece fácil! Uma palavrinha ao Kada que mostrou que não são só os grandes e pesados forcados que podem dar grandes primeiras!

Para o grupo de Cascais noite fácil e de êxito, duas pegas à primeira tentativa.
Para o grupo da terra um bocadinho mais complicado mas com êxito igual, pegaram um á terceira e outro á primeira.

Parabéns a todo o grupo!! Assim vale a pena! Grande êxito!

Pelo grupo de Évora, venha vinho!!

Vasco Fernandes


quarta-feira, Julho 30, 2014

Crónica Corrida Moura
 
Mais uma vez acompanhei o grupo de Évora numa das suas atuações, desta vez na castiça praça de Moura, e bem de perto, pois fui convidado a acompanhar o grupo entre tábuas. Queria desde já agradecer o convite e dizer que é sempre uma honra estar perto do grupo.
Tradicional corrida de Nossa senhora do Carmo em Moura em que o cartel era composto por um Curro de toiros Murteira Grave, os cavaleiros António Ribeiro Telles, Victor Ribeiro e Miguel Moura. Bem como o Real Grupo de Moura e Amadores de Évora.
Casa praticamente cheia e vamos aos Toiros.
No capítulo das lides os cavaleiros andaram bem ao seu nível destacando-se o Miguel Moura no sexto, os toiros de Murteira Grave tiveram em boa nota esxepto o terceiro que cedo se fechou em tábuas e não correspondeu na lide.
Nas pegas e pelo nosso grupo a noite teve nota positiva.
Para o nosso primeiro o António escolheu o Ricardo Sousa (Matxira), pegou ao segundo intento bem, fez as coisas bem não complicou e assim se pegam os toiros, pena que a primeira não o tenha feito pois precipitou se na reunião e não teve decisão para se fechar. Se tens feito á primeira o que fizeste na segunda poupava se uma tentativa.
Para o nosso segundo foi escolhido o Diniz, e que escolha, muitos Parabéns foi a pega da noite. Grande pega desde que entras até que sais da praça. Tudo com calma, toreria, fazer as coisas bem aguentar um grande primeiro derrote e seguir ate la atrás. Um bem aja assim dá gosto ver pegar. Uma palavrinha ao Bira que deu uma grande terceira ajuda nesta pega.
No nosso terceiro veio a surpresa da noite, e agradável surpresa. O António escolheu o Gonçalo Rovisco, num toiro sério e com uma arrancada forte, ele não quis perder a oportunidade e agarrou-a com a maior das vontades. Fez três tentativas duras, com muita calma mas sempre a crescer para o toiro de tentativa para tentativa. A primeira não conseguiste reunir, a segunda emendaste te e fizeste uma grande tentativa pena os ajudas não terem um pouco mais de decisão. Á terceira fazes outra grande tentativa e pegas o toiro, muitos parabéns. Não podia deixar um grande bem aja uma grande prova de valentia, que assistimos na praça de Moura, exemplo de espirito de sacrifício, amor a jaqueta e entrega ao grupo, JOSÈ MARIA MENÈRES MUITOS PARABÉNS e obrigado por a tua entrega ao nosso grupo. Que sova monumental que levaste na primeira tentativa, vão-te buscar não sais, vais la outra vez sem saberes bem como, metes te como um leão, voltam a ir-te buscar, não viras a cara e dás outra grande ajuda na terceira tentativa, sem saber já com que forças. Uma grande bem aja e que grande exemplo.
O grupo de Moura realizou três pegas a primeira tentativa, estiveram bem sem facilitar e quando assim é as coisas correm bem.
Após a corrida tivemos o prazer de participar num muito agradável e divertido jantar em conjunto com o Grupo de Moura, com muita animação como já vai sendo tradição.
Que o resto da época corra pelo melhor, que ninguém se aleije e que tenham os maiores êxitos possíveis. Um grande abraço deste vosso amigo e admirador Vasco Costa
Pelo grupo de Évora:
Venha Vinho
Venha Vinho
Venha Vinho

Vasco Costa

quarta-feira, Julho 23, 2014

Crónica Homenagem Mestre João Branco Núncio
11/07/2014
 
 
Olá amigos e aficionados do Grupo de Évora
 
Antes de expressar qualquer opinião sobre a corrida, duas notas previas, primeiro, agradecer ao António o convite, que tanto me honra, de escrever umas simples palavras. Segundo, alertar os leitores que não sou cronista nem critico taurino e apenas darei a minha opinião e irei realçar pormenores que entendo de realce.
A corrida era de homenagem ao Mestre João Branco Núncio, logo o cartel era composto maioritariamente por Núncios. A começar nos touros, 6 Núncios que a meu ver cumpriram no dever das suas obrigações. Saíram á Arena de Évora dois novilhos e quatros touros. Novilhos estes que foram lidados pelos bisnetos do homenageado, Francisco e António Núncio e os quatro touros toureados respectivamente pelos cavaleiros João Moura, António Ribeiro Telles, Francisco Núncio e Manuel Lupi. Destes, realço a lide de Francisco Núncio, neto do homenageado, que foi a que trouxe mais emoção até junto do público e foi reconhecido pelo mesmo na sua volta á arena muito aplaudida. Era de facto a noite dos Núncios!
Quantos ás pegas estavam a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Évora e do Real F.A  de Moura, que se a memória não me falha se estreava na capital do forcado amador. Em boa hora o fez, pegando dois touros á primeira e um á segunda, através dos seus forcados Javier Cortejano á primeira, Cláudio Pereira também á primeira e o cabo Valter Rico á segunda tentativa. Parabéns ao grupo de Moura, pela actuação e pela forma como se fazem representar nesta arte de pegar touros.
Falando agora do meu grupo, GFAE, não foi das noites mais conseguidas. Bem sei que tudo fazemos para atingirmos o sucesso, embora nem sempre seja possível, mas tendo em conta que vestimos “aquela jaqueta” a exigência é máxima.
Para o primeiro da noite o António escolheu o Gonçalo Rovisco, e que boa escolha!  O Gonçalo andou bonito, forcado elegante e de pisar fino, no entanto faltaram-lhe um pouco de braços para ficar na primeira tentativa. Acabou por consumar a pega á segunda tentativa com o grupo a fechar bem e a deixar uma imagem que tem futuro, assim ele o entenda. Parabéns Gonçalo!
Para a segunda pega da noite, o António inovou e escolheu para a sorte de cernelha a dupla Cláudio Carujo e João Madeira. O Cláudio, forcado experiente, sempre gostou de dar a sua mãozinha e fazer-nos uma surpresa. Brindaram a pega ao R.F.A. Moura pela amizade que une os dois grupos. O touro tinha sentido e não encabrestava, no entanto, a dupla entrou certeira e resolveram. Uma pequena nota ao João, deves rabejar para o lado do cernelheiro para facilitar a pega e a sua parelha. Certamente uma boa experiência e para repetir (“Estão a arranjar lenha para se queimarem…” ahahah)
Para o último da noite, o Alface escolheu o Ricardo Sousa, vulgo “Matxira”. Este pequeno, grande forcado de uma alma imensa e coração quente. O Ricardo tem nos habituado aos 8 e aos 80, no entanto, anda a insistir nos 8…Todos estamos ansiosos que regresses aos 80 e certamente o farás, não só pela tua vontade em triunfar, mas também por quereres honrar a nossa jaqueta. Mas falando sério, um conselho a ti Ricardo, por vezes nos touros esse coração resulta e muito, mas também temos de esfriar um pouco e ter o descernimento de ver o que temos pela frente. Na minha opinião, faltou-te um pouco de calma para consumares uma grande pega. Tenho a certeza que sucessos não te faltarão e te tornarás num forcado mais maduro. Uma referência ao Miguel Saturnino, que esteve mais uma vez muito bem, com uma ajuda vistosa ao enpranchar-se e rodar por cima do touro, mas ao mesmo tempo eficaz, assegurando que o forcado da cara se mantivesse.
Por fim, realço três aspectos positivos no decorrer da corrida. O fado do Francisco Sobral durante a volta dos forcados, o bom trabalho executado pelos campinos a cavalo no recolher dos touros e por último a bonita e sentida homenagem na cidade de Évora ao cavaleiro e Mestre João Branco Núncio, perpetuada pela empresa através de uma lápide colocada na praça onde tantas vezes triunfou.
Parabéns ao grupo e parabéns ao António pela forma como tem levado o espírito do Grupo de Évora, e já posso dizê-lo além fronteiras, o que faz com que me sinta cada vez mais orgulhoso em fazer parte desta grande e bonita família.
Pelo Grupo de Évora, venha vinho.
Nuno Lobo