domingo, agosto 16, 2015

Corrida São Cristóvão
 
No passado dia 18 de Julho de 2015 o Grupo de Forcados de Évora foi até São Cristóvão para pegar a tradicional corrida das Festas. O nosso Grupo repartia cartel com o Grupo de Montemor para pegar toiros da ganadaria do Eng. Jorge de Carvalho que foram toureados pelos cavaleiros Gilberto Filipe, António Brito Paes e Duarte Pinto. A praça tinha cerca de meia casa da lotação total preenchida.
No nosso Grupo fardaram-se a rapaziada mais nova e houve lugar a algumas oportunidades. Para o primeiro toiro foi escolhido o Afonso Mata. Em minha opinião estiveste bem em frente ao toiro, calmo e a mandar. O toiro saiu quando carregaste e depois de uma boa reunião não aguentaste o derrote para baixo e para o lado que o toiro deu. Resolveste bem á 2ª, mas ficamos todos com aquela sensação que podias ter pegado á 1ª tentativa. Nas primeiras o Luís Vilhena e o resto do Grupo fizeram o que lhes competia.
Para a segunda pega foi o Martim Caeiro que esta época é o forcado que mais toiros tem pegados no nosso Grupo. Parabéns por esse facto Martim, é um sinal que o Cabo e o Grupo acreditam em ti. Pegou á 2ª tentativa ajudado nas primeiras pelo Bernardo Atalaya. Na primeira não recebes bem o toiro que saiu á tua voz. Acho que te faltou dobrar um pouco mais e consentir o toiro no momento da reunião. Levaste uma “voltereta” e ainda tentaste ficar na cara do toiro mas não foi possível. O resultado disso foi uma bela “sova” para o Bezainas, a quem aconselho não se levantar mais na cara dos toiros pois podiam ter sido piores os “apontamentos” que ele lhe deixou.
Para fechar a nossa actuação e a última pega da corrida foi escolhido o Carlos Silva (Bezainas) que ainda vinha quente da “sova” que levou no toiro do Martim. Pegou á 2ª tal como o seus antecessores nesta noite. Estiveste bem em frente ao toiro, que após a reunião faz uma viagem com a cara por baixo o que dificultou o João Varela nas primeiras e o restante Grupo de fecharem a pega. Fecharam bem á 2ª tentativa com todo o Grupo a ajudar bem. Tal como a nossa primeira pega, penso que podia ter resultado numa única tentativa. De qualquer maneira os meus parabéns pela primeira (de muitas espero) pega no Grupo de Évora.
O Grupo de Montemor pegou á 1ª, 2ª e 3ª tentativa pelos caras Bernardo Dentinho, Campelo e António Calça e Pina respectivamente, os toiros que lhes calharam em sorte.
Para terminar quero felicitar o João Pedro Oliveira (Guga) pela forma como liderou o Grupo nesse dia, face á ausência do António que por motivos profissionais estava fora do País. Guga como já te disse estás de parabéns! É caso para dizer que “filho de peixe sabe nadar”.
Depois da corrida seguiu-se o jantar, com o tradicional “poeirento” e muita cerveja nas animadas Festas de São Cristóvão e que durou até de manhã.
Desejo-vos um bom resto de temporada, se possível com muitas corridas, grandes actuações e sem lesões de gravidade.

Pelo Grupo de Évora,

Venha Vinho!

Diogo Sousa Cabral

Corrida Vila Nova Milfontes
 
Em primeiro lugar quero agradecer ao Cabo António Alfacinha pelo convite para escrever a crónica da corrida realizada a 11/07/2015 em Vila Nova de Mil Fontes com o seguinte cartel:
Cavaleiros Joaquim Bastinhas, Filipe Gonçalves e António Maria Brito Paes que estiveram bem frente aos novilhos/touros da ganadaria de Joaquim Brito Paes, bem apresentados e a cumprirem no dia da inauguração da ganadaria....
Os meus parabéns ao ganadeiro.
As pegas estiveram a cargo dos grupos de forcados de Évora e Beja.
Pelo grupo de Évora para pegar o primeiro touro da corrida saiu o Dário que consumou à primeira tentativa, o terceiro touro foi pegado pelo Martim Caeiro, que esteve vistoso frente ao touro e consumou à segunda tentativa muito bem ajudado pelo Luís Miguéns com chamada à praça, o terceiro touro foi pegado pelo Gomes à primeira tentativa.
O cabo optou por fardar rapaziada nova que mostrou garra e confiança para a continuidade do grupo.
O segundo, quarto e sexto touros foram pegados pelo Grupo de Beja à segunda, primeira e quinta tentativa.

Pelo Grupo de Évora venha vinho.

Grande abraço.

José Miguel Lopes

 Corrida Homenagem Grupo Santarém

No seguimento do convite que me foi endereçado pelo nosso Cabo António, aqui apresento alguns apontamentos sobre a corrida realizada em Évora no passado dia 10, agradecendo ainda a confiança que o António depositou nos meus parcos dotes de escrita.
Antes de comentar a actuação do GFAE, aproveito a oportunidade para endereçar os meus sinceros parabéns ao Grupo de Santarém pelo marco histórico que atingiram na tauromaquia Mundial, 100 anos sempre pautados pela qualidade e seriedade. Um bem haja a todos que ao longo de um século dignificaram tão prestigiada jaqueta assim como a figura impar do Forcado amador.
Relativamente á corrida, pelos curros saíram 6 toiros da ganadaria Fernandes de Castro, dispares de apresentação e que no conjunto transmitiram a emoção característica do encaste Atanásio, sem facilidade para cavaleiros e forcados quando estes não estiveram ao nível desejado.
A actuação do nosso Grupo, não sendo redonda (porque essas só acontecem em sonhos), teve aspectos muito positivos que deixam indicações que o futuro está assegurado com a qualidade desejada.
Para o primeiro toiro do lote do GFAE foi escolhido o pequeno (grande) Dinis, brindou ao Grupo de Santarém e após um cite sereno e um bom momento de reunião fechou-se como uma lapa para concretizar uma belíssima pega á primeira tentativa, bem ajudado por todo o Grupo e com uma oportuna ajuda do Bernardo quando o touro estava um pouco “destapado”, repetindo a boa ajuda ao mesmo forcado na corrida de São Pedro. Quero deixar uma palavra especial ao Dinis, que voltou muito bem após lesões sucessivas dentro e fora da praça.
No segundo da ordem, saltou tábuas o João Madeira, que após um cite calmo e correcto, com mando nos tempos da investida, executou á primeira tentativa uma bela e segura pega, transparecendo para as bancadas a sensação de uma pega fácil sem que tenha existido facilidade alguma.
Para fechar a actuação do GFAE, perante um toiraço que mais parecia o irmão mais velho dos seis lidados, o Cabo escolheu o Francisco, que vinha dando excelentes indicações desde as primeiras corridas da temporada. Não sei se estava com pressa ou era a enorme vontade que sempre pauta as suas actuações, mas o Francisco Oliveira precipitou-se e penso que não entendeu a investida do toiro. Carregar um toiro destes quando este já se arrancou é meio caminho para o desaire. Gosto da maneira como pegas mas desta vez não resultou como querias e como já fizeste anteriormente. Estou convicto que foi o espinho que por vezes aparece para que um Homem se possa superar. Nesta pega gostaria de deixar uma palavra de admiração e agradecimento ao José Maria (Carraço), pois demonstrou uma vez mais uma entrega total ao Grupo e á concretização da pega.
Por ultimo (mas não em ultimo), nas actuações que presenciei na presente temporada, sempre que o forcado da cara permitiu ao Grupo ajudar, os 7 elementos que seguem o forcado da cara e que na maioria das vezes funcionam na “sombra”, ajudaram superiormente.
As minhas últimas palavras vão para o enorme Rovisco, que pese o passar dos anos (que não perdoam), continua com uma maestria só alcançável por muito poucos, até no socorro a um bandarilheiro tocado foi dos primeiros a chegar…detalhes de um Grande.
Desejo a todos uma continuação de época em crescendo, sem lesões e que todos os que delas recuperam tenham um rápido e auspicioso regresso
Pelo Grupo de Évora, venha vinho
João Cortez Pereira
Novilhada São Pedro 2015
 
 
É com um enorme orgulho e responsabilidade que escrevo a crónica, a pedido do nosso cabo António Alfacinha, da novilhada do dia 29-07-2015, que desta forma deu seguimento à corrida do S.Pedro e que por sua vez trazia a exigência imposta pela mesma.

Mais uma bela tarde de verão, com uma abundância de calor como é pedido para corresponder ao cartel apresentado, este repleto de juventude e ambição. Nesta tarde foram lidados, tanto a pé como a cavalo, e pegados um belo curro de Calejo Pires, que desde já felicito o Tio Manuel Calejo Pires pela sua estreia e pelo seu brio em tais novilhos, OLÉ! No toureio sentimos alguns momentos de emoção, alegria, perigo, arte e vimos também uma rapaziada jovem, com ganas de andar para a frente, ansiosos pela sua oportunidade de mostrar e garantir o seu lugar na exigente tauromaquia portuguesa, felicidades e desejo buena fortuna a todos vós.

Vamos agora ao que importa, pegamos em conjunto com o Real de Moura um grupo com quem já partilhamos algumas tardes de touros e noites de amizade, e que venham muitas mais... Realizaram duas belas pegas, ao 2º novilho ao 1º intento e fecharam o 6º novilho ao 2º intento. Muitos parabéns e boa sorte para o resto da temporada!

 A nós calhou-nos o 1º e o 5º novilho, para abrir praça saltou as tábuas, Martim Caeiro, com calma e graça, foi pena não teres realizado à primeira se calhar pelo facto de o momento de reunião não ter sido a melhor. Mas resolveste bem à segunda e emendaste-te. Para o 5º foi o jovem forcado João Salgado, que pegou à 4ª, a meu ver o que te faltou foi um pouco de garra visto que a presença e o brilho estavam lá, os touros não só se pegam com esse brilho e com essa presença, há que conjugar essas características com uma certa bruteza e com a força bruta. Ai está o truque, há que ser um artista e um guerreiro ao mesmo tempo.

Gostava também de deixar uma mensagem a todos os que se fardaram pela primeira vez, bem-vindos à família e espero que tenham noção da responsabilidade que vos foi imposta...

 

Pelo Grupo de Évora e por todos nós:

 Venha Vinho

 Venha Vinho

 Venha Vinho


Francisco Oliveira

segunda-feira, julho 06, 2015

Corrida São Pedro 2015
 



Mais uma vez, o cabo António Alfacinha, honra-me com o convite, para escrever a crónica do S.Pedro.

Corrida montada pela empresa (Toiros & tauromaquia Ld.ª.) de António Manuel Cardoso. Compunha o cartel 6 cavaleiros, que Graças a Deus não prolongaram como é hábito as lides em demasia, terá sido pelo enorme calor que se fazia sentir neste último domingo de Junho na ARENA de ÉVORA ou pela qualidade que mais uma vez a ganadaria Passanha nos brindou trazendo a Évora um soberbo curro de touros, com apresentação cuidada como é apanágio na herdade da Pina. Em relação ao comportamento quiçá devido à diferença de temperatura entre a primeira parte e a segunda, os hasteados tiveram na minha opinião mais ímpeto após o passar do equador da corrida, pois a temperatura já mais amena, tenha de algum modo contribuído para uma melhor e maior entrega dos touros.

                                                          

                                               Cavaleiros:

                                   JOÃO MOURA

                                   JOAQUIM BASTINHAS

                                   ANTÓNIO TELLES

                                   FRANCISCO NUNCIO

                                   JOÃO M. BRANCO

                                   JACOBO BOTERO

 

                                   GANADARIA PASSANHA

 

                                   GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE ÉVORA

                                               (Cabo ANTÓNIO ALFACINHA)


Primeiro touro para o cavaleiro mais velho de alternativa, João Moura é sempre um compêndio do toureio, mesmo com a pouca entrega do oponente deixa sempre algum apontamento da sua maestria.

Para a cara deste touro, saltou Francisco Oliveira, aí aumentou de maneira drástica a temperatura, talvez por o sangue correr de maneira descontrolada nas minhas veias o que faz os laços familiares, concretizou ao segundo intento, talvez devido aos nervos precipitou-se de alguma maneira na reunião saindo não sem mostrar raça na cara do oponente, concretizou com uma pega cheia de raça e sítio difícil de encontrar em tão jovem forcado, foi de todo um começo carregado de um sentimento que estávamos perante tarde de responsabilidade para os moços das ramagens.

 

Vinha aí o Bastinhas nunca pode ser um momento de apatia pois o maestro de Elvas jamais nos deixa ficar quietos no lugar, há sempre algo para nos deixar uma recordação daquela tarde.

 

Como é bonito ver saltar um forcado como o Manuel Rovisco sempre com aquele ímpeto característico e o saber que nos transporta para algo só possível para homens com H grande, grande pega Rovisco, há forcados que o tempo não esconde porque o seu brilho e carisma iluminam a nossa existência, que Deus te mantenha assim anos a fio.

 

António Telles pela sua raça merecia ter passado por Évora com outra sorte, mas nem sempre a coisas correm de feição, queremos vê-lo outra vez na Arena de Évora.

 

João Madeira esteve correcto, soube trazer o touro com acerto, faltou quiçá mais emotividade no cite, de resto basta assim está de parabéns.

 

No quarto da ordem o “Califa” das Alcáçovas, Francisco Núncio, igual a si mesmo recto, pragmático e clássico. É sempre bom ver o Francisco em cima dum cavalo, tal a postura com que nos brinda.

 

Hora de assistirmos ao momento de menos acerto do GFAÉ, Ricardo Sousa, não esteve num dia de acerto, nunca entendeu o touro, sem crescer de tentativa para tentativa, consumou após demasiadas tentativas num touro como toda a camada sério e a não facilitar, é forcado para fazer mais e melhor.

 

Não há quinto mau, como é hábito dizer entre aficionados e João Maria Branco aproveitou o asteado que lhe saiu pela porta dos sustos, empolgante e correcto numa lide cheia de alegria. O futuro vai-lhe sorrir pois têm carisma e arte para triunfar precisa só de refrear os momentos de exultar os triunfos.

 

Porque os forcados são um dos símbolos da nação, por aquilo que Dinis Caeiro nos fez viver na Arena de Évora, numa sorte empolgante cheia de raça, transportou-me num carrossel inebriante de escassos segundos, para ver porque os homens conseguem vencer um animal que nós adoramos mas que no momento da resfega é violento e de todo imprevisível. Foste um hino á tenacidade à arte para ti um enorme olé.

 

Estava convicto que estava encontrado o triunfador desta memorável corrida de touros, não podia estar mais equivocado, Jacobo Botero veio a Évora para lutar pelo triunfo, repartindo o êxito com João Maria Branco. O futuro desta arte equestre está garantido por mais que nos percamos em tertúlias com sentimentos e retóricas que a festa está enferma em Évora a juventude disse que podem contar com eles.

Os ditos detractores da festa vão ter de se esforçar e muito para criar algum tipo de dano na mesma.

 
Depois de termos acreditado que já tínhamos vivido a pega, eis que salta o cabo António Alfacinha para num momento sublime, carregado de pondunor de saber e de arte só ao alcance dum restrito número de homens esteve soberbo num compêndio de como se deve fazer.

Fechou mais uma tarde de triunfo na Arena de Évora na qual saí orgulhoso por pertencer a esta família.

 
Durante estas simples palavras abstive-me propositadamente da análise á actuação do Grupo de Forcados de Évora, para poder enfim esplanar o que vivi nesta quente tarde de domingo na Catedral do forcado amador.

Começa algo nervoso como é natural nos momentos iniciais de tremendo compromisso, não é para todos, a responsabilidade de ter por diante, um enorme curro de Passanhas.

A primeira sorte o grupo algo a frio ajudou de forma algo atabalhoada em que inexperiência dos mais novos na febril vontade de ajudar retira o forcado da cara, em momento se diga de mais apuro para o mesmo. Estava dado o mote, tinham acabado de conquistar o necessário abanão, para o que se agigantassem duma forma hercúlea.

No segundo e terceiro assistimos a um rubricar pelos ajudas, de que os caras não precisam de ter qualquer tipo de apreensão. A coesão é magnífica.

No quarto touro no desacerto do cara, os ajudas agigantaram-se para colmatar as dificuldades sentidas pelo mesmo, mas deu para ver de que matéria são feitos estes bravos rapazes. No quinto e sexto foi o culminar de obra de arte que irá ficar na memória de muitos. Para os que não tiveram oportunidade de presenciar exibição tão cheia de pinceladas de génio e coragem, resta deliciarem-se e perceber através destas parcas palavras que são insuficientes para expressarem o que me vai na alma após presenciar tamanho triunfo.

Numa tarde de génios não posso deixar de realçar, José Maria Menéres chamado a receber na arena o devido reconhecimento do público pois em duas primeiras ajudas de muita classe efectuou uma tarde brilhante. Ficou-me na memória a eficaz dupla de segundas ajudas composta por Carlos Rodrigues e André Balsinhas.Com uma primeira ajuda de total entrega, Luís Miguéns, também ele, deu volta com forcado da cara que disponibilidade, o meu OLÉ. E nesta mesma sorte não posso deixar passar a oportuníssima terceira ajuda de Bernardo Manoel.

 Foi tarde quente em todos os aspectos. Assim vale a pena ir aos toiros.

Agradecer a todos que em praça nos proporcionaram este intenso espectáculo e no campo em especial ao ganadero pelo curro apresentado, um grande aplauso ao Diogo Passanha.

    
A empresa está de parabéns belo fim-de-semana taurino.

 
Fecho estas minhas simples palavras com gratidão ao meu Grupo de Forcados Amadores de Évora por continuar a honrar a nossa jaqueta e cidade e a todos os que pertencem a esta família.

 
Venha vinho, venha vinho, bota abaixo!

            João Pedro Oliveira

  
 
 

segunda-feira, junho 15, 2015

Corrida Santa Eulália
 

Apanhando me completamente desprevenido o António pediu me para escrever a crónica da corrida, tarde na castiça praça de Santa Eulália e repleta de emoções.
Foi dia 7 de Junho que nos deslocámos a Santa Eulália para presenciar os 120 anos daquela castiça praça e mais uma atuação do nosso grupo.
Corrida composta por algumas das mais prestigiadas figuras portuguesas do toureio a cavalo, por três grupos de forcados, sendo eles Évora, Académicos de Elvas e Monsaraz e por um quanto a mim pequenino e um furo a baixo do que este aniversario merecia curro de touros de Santa Maria.Corrida agradável por parte dos cavaleiros e limpa por parte dos forcados.

Pelo nosso grupo a tarde foi grande.
Tarde para oportunidade a malta mais nova, que no meu entender aproveitou bem tanto a pegar como a ajudar. No primeiro da tarde foi cara Afonso Mata, num brinde com sentimento a Gonçalo Pires, executou uma bonita pega a primeira tentativa bem ajudado pelo grupo. Parabéns e a manteres essa calma e bem com os touros bastantes oportunidades vais ter com certeza.
Para o quarto da tarde vem para mim o mais bonito da tarde. Uma grande pega de cernelha de Gonçalo Pires e Manuel Rovisco, brindada ao céu, a tia Isabel e a Margarida Caldeira Pires. Grande muito grande pela carrada emocional que levou e notou-se na entrada que o Árabe fez a este toiro. Numa tarde bonita, com aqueles brindes e com as peripécias que a vida te tem dado, nada melhor do que ver a decisão e garra que entraste àquele toiro. Que bonita homenagem que fizeste ao teu Pai de certeza que está lá em cima cheio de orgulho. Muitos parabéns, são nestes momentos que me encho de orgulho de ter amigos como tu e pertencer a esta grande família que é o nosso grupo.
Que o resto da época corra do melhor e que nos encham de boas e grandes atuações.
Pelo grupo de Évora

Venha vinho

Venha vinho

Venha vinho

Forte abraço
Vasco Costa

quarta-feira, maio 27, 2015

Concurso Ganadarias de Évora
 
56º Concurso de Ganadarias de Évora

Mais um ano para assistirmos ao mais prestigiado e carismático Concurso de Ganadarias do panorama taurino nacional, na nossa querida Praça de Évora.
Este ano, uma corrida para os verdadeiros aficionados, pois os restantes optaram por assistir ao futebol, preenchendo os verdadeiros cerca de um pouco mais de metade da lotação da praça.

O cartel era composto pelos Exmos. Srs. António Ribeiro Telles, Vítor Ribeiro e João Moura Jr. e pelos prestigiados Grupos de Forcados de Montemor e Évora.
Os touros a concurso pertenceram às Ganadarias David Ribeiro Telles, Branco Núncio, Murteira Grave, Passanha, São Torcato e Irmãos Carreira.

Devido a uma alteração no regulamento de espetáculos taurinos, nesta edição do concurso, a ordem de saída dos touros foi sorteada, desconsiderando-se a antiguidade de cada ganadaria, conforme habitualmente acontece.

Assim, ao nosso Grupo calharam em sorte os exemplares de David Ribeiro Telles, Murteira Grave e Passanha.

Para a nossa primeira pega, foi escolhido o forcado João Madeira, que pegou à segunda tentativa, depois de na primeira ter escorregado no momento da reunião, impossibilitando-o de se fechar. À segunda tudo pareceu fácil e todo o grupo se empenhou em demonstrar que estávamos ali para triunfar, com excelente prestação de todos os ajudas e forcado da cara.

Para a segunda pega do Grupo, em boa hora foi para a cara do "Grave", o forcado Francisco Oliveira. Um forcado da nova geração, que demonstrou conhecimento do que estava a fazer, desde o saltar a trincheira, passando pelo cite e terminando na forma como se agarrou, para não mais saír. Voluntariosa primeira ajuda do Duarte Tirapicos, seguida pelos restantes elementos que fecharam pronta e eficazmente.

A última pega foi efectuada pelo forcado Ricardo Sousa, que demonstrou uma vez mais porque é um forcado de cara de topo, do nosso Grupo, ao qual agradeço o brinde que me dirigiu. Com o seu cite característico e a sua forma de andar em praça, aguentou a velocidade e poder do Passanha e com a sua garra brigou-se para ficar. Excelente primeira ajuda do José Maria Menéres e boa intervenção de todos os ajudas a um touro que vinha a empurar.

Pelo Grupo de Montemor, pegaram os forcados Francisco Borges, João da Câmara e João Romão Tavares, aos quais felicito pela actuação, nomeadamente ao Chico pelo seu regresso após lesão.

Nas lides a cavalo destacou-se o cavaleiro João Moura Jr., andando em bom plano o António Ribeiro Telles e Vítor Ribeiro.

Despeço-me com Amizade, com uma palavra de agradecimento a todo o Grupo, por me terem dado a honra de receber o Grupo na minha casa e pela redação destas linhas sobre a corrida. Desejo a maior sorte para toda época!

PELO GRUPO DE ÉVORA,

VENHA VINHO!

Ricardo Casas-Novas

terça-feira, abril 14, 2015

6ºTreino época 2015 dia 11/04/2015
Ferra Monte do Zambujal

 
 

terça-feira, março 31, 2015

5ºTreino época 2015 dia 28/03/2015
Ganadaria Calejo Pires
 
 
 
4ºTreino época 2015 dia 21/03/2015
Lusitaurus

 
Festival em Vila Viçosa


Queria começar por agradecer o convite do nosso grupo na pessoa do cabo António Alfacinha para escrever a cronica da Corrida de Vila Viçosa.

Vila Viçosa  ,01/03/2015 Festival taurino da Radio Campanário  com o cartel composto pelos cavaleiros Luís Rouxinol , João Moura Jr. , João teles Jr. , Manuel Manzanares , Jacobo Botero e o praticante João salgueiro da Costa. Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Évora. Novilhos Toiros das ganadarias de António Charrua, Passanha, Romão Tenório e Quinta de Mata o Demo.

Casa quase cheia para a primeira corrida da Época e nada melhor para começar a época do que ter nossa Senhora da Conceição em praça para umas cortesias pouco usuais, onde estavam envolvidos todos os artistas numa mini procissão.

 Esperamos que nos traga proteção para toda a época!

Em Relação aos cavaleiros, serviu para rodar cavalos, numa tarde onde nenhum se destacou.

Pelo Grupo de Montemor pegaram os forcados Luís Valente (1ª) Vasco Carolino (2ª) e Diego Caeiro (3ª)

Pelo Grupo de Évora, pegou o primeiro o cabo António Alfacinha (1ª) (A dobrar o Gonçalo Rovisco, forcado pelo qual eu tenho grande esperança pelas suas qualidades e também pelas excelentes indicação que deixou a época passada. Melhores dias virão Gonçalo.)

António em relação a pega, penso que era toiro a menos para ti e como tinha “menos” força do que tu, não te conseguiu” vencer”. Não estiveste bem mas valeu pelo gesto

O segundo foi pegado pelo João salgado (2ª) ,na primeira esteve calmo no cite, foi pena não teres reunido bem com o toiro porque estiveste bem em frente dele, á segundo correu bem .

Fechou a corrida o Martin Caeiro (1ª) , forcado que penso que este ano pode dar o salto , gostei de te ver , calmo e toureiro.

Em relação aos ajudas, não tiveram material para trabalhar….

Penso que o que fica desta corrida é mais uma lição de entrega e dedicação dada ao Grupo pelo nosso cabo Alfacinha.

Parabéns a todos e espero que tenham uma grande época cheia de êxitos e sem lesões.

 

Pelo Grupo d´Évora

Venha Vinho!

Pedro Barradas (Gralha)

 

quarta-feira, março 18, 2015

3ºTreino época 2015 dia 07/03/2015
Ganadaria Santiago


 
2ºTreino época 2015 dia 28/02/2015
Ferra São Domingos Ordem
 
 
 
1ºTreino época 2015 dia 21/02/2015
São Vicente, Elvas
 
 
 
 


segunda-feira, novembro 10, 2014

Crónica Corrida Évora 02/11/2014
 
Cartel extenso composto por toureiros consagrados e os mais novos a procurarem o seu espaço.Rui Salvador, Luís Rouxinol, Francisco Núncio, Vítor Ribeiro, Tomás Pinto, Mateus Prieto e Luís Rouxinol Jr.
Pegas a cargo dos forcados amadores de Évora e aposento da moita.
Para serem toureados e pegados um bom curro de Fernandes d’Castro
Obviamente terei de começar por agradecer ao António não só o convite para esta cronica como também o prazer de receber o grupo em “nossa” casa para fardar e jantar.
Não me alargando muito na parte de toureio, saíram de Évora como triunfadores a família Rouxinol seguidos muito de perto pelo Tomás Pinto.
Para abrir a nossa atuação e praça foi escolhido o João Madeira, pega á primeira tentativa apesar de a reunião não ter sido das melhores pois já vi o João a fazer bem melhor, mas isso foi compensado pela vontade de pegar o toiro e coesão de todo o grupo a ajudar e bem.
No nosso segundo toiro o António escolheu o Rui Gomes, forcado com espirito de grupo e entrega, o toiro saiu um pouco solto mas sem problemas e ainda menos postos pelo Rui, mais uma pega ao primeiro intento com o grupo a fechar bem.
O terceiro, nunca tinha encontrado tanta semelhança entre dois forcados como entre o Matxira que o pegou e bem á primeira tentativa com o enorme Bond, pega rápido bem ajudado por todo o grupo, independente de ter sido mais uma de tantas excelentes primeiras ajudas do Marquês (Zé Maria Menéres) podia ter deixado mais algum espaço ao Matxira.
Não podia existir maneira melhor de acabar a corrida e época como com uma atuação destas, Gonçalo Rovisco aposta do cabo esta época e que boa aposta, grande pega do Gonçalo a aguentar uma longa viagem mas da maneira como vinha fechado o toiro podia continuar que não saia, bem ajudado por todo o grupo e em especial por um forcado muito habilidoso com uma grande intuição apesar da sua juventude João Varela, os meus parabéns João é um enorme prazer verte dentro de praça com a nossa jaqueta, continua para nos dares grandes alegrias.
Nesta minha curta cronica parece ter sido uma corrida simples sem problemas e historia postos pelos toiros mas nada disso foi o que se passou dia 2/11/2014 na Arena d’Évora, o que realmente se passou foi uma enorme atuação do GFAE a mostrar que a UNIÃO, ENTREGA E DEDICAÇÃO fazem muito nesta arte, se me é permitido peço-vos que tentem nunca esquecer isto.
Acabo a minha cronica a dar os parabéns ao meu irmão Zé Maria pelo excelente forcado que se tornou, forcado com uma entrega inigualável e com o espirito de sacrifício enorme pelo GFAE.
Altura de descanso mas este ano mais curto pelo estender da época, qualquer dia estão ai os treinos.
Um enorme abraço a todos
PELO GRUPO DE ÉVORA VENHA VINHO
Duarte Menéres


segunda-feira, outubro 27, 2014

Crónica Festival Vila Boim
 
Festival Taurino de Beneficência a favor da Paróquia local, organizado pelos Romeiros desta simpática vila.
A tarde chuvosa não impediu os aficionados da região e não só, de assistir a este evento, que foi de agrado geral.
Os novilho toiros estavam bem apresentados, os quais deram lides aceitáveis a todos os intervenientes.
Quanto ao nosso Grupo de Forcados Amadores de Évora souberam com galhardia aproveitar os que tocaram em sorte, não tinham problemas e a rapaziada também não os criou, os forcados da cara Fábio Cabeçana e Afonso Mata interpretaram na perfeição o que o Manuel lhes transmitiu. Gostei de os ver, pela postura que tiveram em praça, estes dois jovens, podem na próxima época, ter uma palavra a dizer.
Ao terminar esta pequena crónica, saúdo o Manuel pela forma que conduziu o grupo, não fosse ele um forcado de eleição com méritos confirmados.
Manuel, obrigado pela atenção que tiveste comigo.
 
 
Um abraço a todos, e que a próxima época seja próspera.
Venha Vinho
Venha Vinho
Venha Vinho
Bota Abaixo

Jacinto Valadas
 

quinta-feira, outubro 16, 2014

Crónica Corrida Évora 11/10/2014
 
Foi com prazer que recebi do Cabo, António Alfacinha o convite para a crónica da referida corrida, não tendo dotes de escrita e muito menos de crítico taurino, faço-o na qualidade de amigo de Grupo de Forcados de Évora e de mero aficionado.
Anunciava o cartel 3 toiros de Manual Coimbra e da ganadaria Passanha, bem como os cavaleiros João Moura, Victor Ribeiro e Jacobo Botero, que no geral tiveram lides agradáveis, superando algumas dificuldades dos hastados, com João Moura em alguns momentos deixando algumas pinceladas da sua arte.
No capítulo das pegas, dividíamos o cartel com o Grupo de Forcados de Santarém, que teve actuação meritória pegando os toiros que lhe couberam em sorte à aª, 2ª e 3ª tentativa, esta última de cernelha a um toiro que não se deixava encabrestar.
Para a primeira pega do GFAÉvora, mandou o Cabo ir para a cara deste touro de Coimbra, que acusou na balança 480kg, e que apesar de se ter deixado lidar, fez algumas coisas feias durante a lide, forcado João Pedro Oliveira que começa a citar bem lá de trás, deixando-se ver, mandando vir o toiro, que saiu um pouco ensarilhado, mas o forcado recuando muito bem com ele (e quando todos nós preparávamos para mais uma grande pega do Guga) escorrega no momento da reunião e é fortemente colhido pelo toiro. Seguem-se mais duas tentativas com o forcado visivelmente diminuído, consuma à 4ª já com ajudas carregadas.
Para a segunda pega do Grupo, apronta-se o Ricardo Sousa, diante de um Passanha com 500kg de peso, cita cá de trás a deixar-se ver, carrega a sorte e o toiro sai com muita pata, com o forcado a fechar-se muito bem numa fracção de segundo, a encher a cara ao toiro, as ajudas a entrarem de pronto e com eficácia e coesão a consumarem uma excelente pega.
Para o terceiro do grupo (sexto da tarde), com 535kg e que tinha criado dificuldades ao cavaleiro, aprontou-se o jovem Francisco Oliveira, que esteve bem no cite, com uma reunião difícil e bastante dura, pois o toiro quando sai já ia para fazer mal, aguenta com alma e poder os fortes derrotes do touro, acabando por ser desfeiteado já no seio do grupo com o toiro a pôr a cara no chão e a despejar o forcado e ajudas, que se preparavam para consumar a pega. Grande tentativa Francisco, estiveste enorme na vontade e determinação de ficar. Consumou à 3ªtentativa com ajudas carregadas.
Com este relato mais ou menos detalhado de cada pega efectuada, acabamos por concluir que o triunfo esteve mesmo ali ao lado e que só não foi conseguido mesmo por uma unha negra, mas não é motivo de tristeza, porque foram triunfadores na vontade, na entrega, determinação e coesão, porque mantendo estes valores apresentados da próxima vez não haverá unha alguma que os afaste do triunfo.
Quero aqui deixar um abraço de parabéns aos elementos de grupo que brilhantemente honraram a jaqueta do grupo que foi dividido em dois) no Festival de Vila Boim, onde por intermédio de Fábio Cabeçana e Afonso Mata, conseguiram duas excelentes pegas ao 1ªintento. Vou aqui enaltecer o espirito de amizade, respeito e solidariedade que se vive no seio do grupo bem como o entusiasmo e dedicação e valor que os mais jovens nutrem pela instituição.
A confraternização prolongou-se noite dentro, confirmando todos os valores humanos atrás descritos, o que é sinónimo de vitalidade e longevidade do Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Recebam um forte abraço deste vosso amigo.
E pelo Grupo de Évora venha vinho…
António Miguel Tirapicos


terça-feira, outubro 14, 2014

Crónica Corrida Alcácer
 
O GFAE soma mais um triunfo
5 de Outubro de 2014  pelas 17h
Cavaleiros: João Moura, Vitor Ribeiro e António Maria Brito Paes.
Grupos de Forcados: Santarém e Évora
Ganadaria: 2 Rio Frio, 2 José Lupi e 2 Vinhas
Meus amigos:
Numa tarde em que a praça de Alcácer do Sal registou cerca de um terço de casa, tive a oportunidade de testemunhar mais um êxito do nosso Grupo. Com efeito, estava em disputa 2 prémios: Para o melhor cavaleiro; Para o melhor Grupo de Forcados.
Começando pelos touros, de uma forma geral cumpriram, tanto para os cavaleiros como para os forcados, sendo talvez o 2º touro um pouco mais manso e a ficar-se nas tábuas, enquanto que o  4º touro terá sido aquele que saiu mais reservado. Foram no entanto, muito desiguais no que diz respeito ao peso (pesos a variar entre os 570 e os 430 kg).
Quanto aos cavaleiros, conseguiram desenvolver lides de forma a que a primeira parte da corrida, tenha decorrido com bom ritmo. O Cavaleiro João Moura no primeiro touro foi lidando em crescendo, tendo no seu segundo touro (o sobrero que foi lidado em 6º lugar) cumprido perante uma diminuição do oponente ao longo da lide. Ao Vitor Ribeiro coube em primeiro lugar um exemplar que se foi refugiando nas tábuas, impedindo o cavaleiro de obter uma boa atuação. Melhor no seu segundo touro, tendo conseguido empolgar o público. O cavaleiro António Maria Brito Paes conseguiu duas atuações muito regulares, a demonstrar bons pormenores, em particular no seu segundo touro.
O prémio para o melhor cavaleiro foi entregue ao cavaleiro Vitor Ribeiro.
Quanto às pegas, pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, foram à cara os forcados João Grave (1ª tentativa), António Góis (1ª tentativa) e Hugo Santana (3ª tentativa).
Pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora, o Cabo António Alfacinha nomeou para o primeiro touro o jovem Gonçalo Rovisco. Esteve calmo a citar, num touro que lhe saiu pronto, tendo conseguido uma excelente reunião perante o maior touro da corrida. Fechado na cara do touro fez a viagem até ao grupo que apesar de aquele ter perdido as mãos, foram eficazes na ajuda. Uma palavra para o primeiro ajuda Luís Vilhena, que acabou por sofrer uma lesão aparatosa, felizmente sem consequências muito graves. É assim Luís. Naquele dia foste tu a dar o corpo por um amigo, noutro dia será outro a dar por ti. É com essa entrega, dedicação e amizade que os verdadeiros grupos de FORCADOS se mantêm ao mais alto nível.
No segundo touro, o forcado Ricardo Sousa (mais conhecido pelo Matxira) teve pela frente o exemplar mais reservado. Com efeito, na primeira tentativa o touro nem humilhou, investindo alto e com violência no forcado. Apesar deste contratempo, o Matxira recuperou e conseguiu mandar e reunir com decisão, sendo bem ajudado pelo resto do grupo.
A última pega, terá sido para mim, a pega mais perfeita. Com efeito o Francisco Oliveira esteve muito bem em praça. Muito calmo a citar desde as tábuas, foi encurtando os terrenos e do meio da praça carregou dando todas as vantagens ao touro. Aguentou na perfeição, recuou e reuniu, fazendo a viagem bem agarrado num touro que foge ligeiramente ao grupo, mas com este a recuperar rapidamente e a concretizar mais uma bela pega.
Termino esta crónica que o António me pediu para escrever, da mesma forma como comecei. Mais um triunfo do GFAE, com a obtenção do prémio para o melhor Grupo de Forcados em praça, o que à partida permite que no próximo ano, estejamos de novo em Alcácer do Sal, para ver o nosso Grupo a defender este troféu.
Agora, há que preparar as próximas corridas. Um final de época repleto de corridas com responsabilidade.
Um forte abraço deste vosso amigo (e padrinho J)
Armando M. M. Raimundo


segunda-feira, setembro 08, 2014

Crónica Corrida Évora
5/9/2014
 
Em primeiro lugar quero agradecer o convite feito pelo António para fazer a crónica da corrida e pela maneira como nos recebeu em sua casa. É sempre um prazer revê-los a todos e sentir a união e coesão do grupo. Ver o João Pedro Rego já ao pé de nos e os restantes que estão magoados no bom caminho para recuperarem.
Relativamente a corrida, teve uma meia casa que até tinha algum ambiente, toiros com apresentação que até transmitiram. No que toca aos cavaleiros não vou comentar. Pegamos com o Gfa S. Mansos toiros da dura ganadaria Fernandes de Castro, que até não complicaram. O Gfa S. Mansos pegou os seus toiros há primeira, quarta e terceira tentativa.
Para o nosso primeiro foi o Francisco Oliveira, adiantando-se um pouco na primeira tentativa e concretizando há segunda com o grupo a ajudar bem.
Para o nosso segundo o Ricardo Sousa (Matxira). Fazes-me lembrar um forcado que conheci, que quanto menos pensava, melhor corriam as coisas. Boa pega.
Para pegar o quinto e nosso ultimo foi o Joao Madeira. Já tinha ouvido falar do João mas nunca o tinha visto pegar, pelo que ouvi falar não deve ter sido o teu dia, porque na primeira tentativa não aguentas, na segunda metes um joelho onde te podias ter magoado. Tens que consentir mais os toiros. Toiro pegado a terceira tentativa com o nosso Carraço a por a carne no assador.

No geral foi uma corrida agradável, é sempre bom estar com vocês mesmo que seja só uma vez ao ano.

Por vocês todos e por um resto de temporada cheia de êxitos e sem lesões,

VENHA VINHO! VENHA VINHO! VENHA VINHO!

José Cortez Pereira
 

quarta-feira, agosto 20, 2014

Crónica Corrida Alcochete
 

No passado dia 14 de Agosto o Grupo de Forcados de Évora foi, pelo segundo ano consecutivo, um dos Grupos presentes nas Festas do Barrete Verde e das Salinas na aficionada cidade de Alcochete.

Um cartel de sete cavaleiros, encabeçado por João Moura, Rui Salvador, Sónia Matias, Filipe Gonçalves, Manuel Lupi, Mateus Prieto e Jacobo Botero. O nosso Grupo dividiu as pegas com os Amadores de Alcochete. Para serem toureados e pegados, os toiros pertenciam a ganadaria Fernandes de Castro.

Um curro sério de apresentação e presença, que na minha opinião não permitiu a nenhum cavaleiro o triunfo desejado, podendo-se destacar o cavaleiro Filipe Gonçalves na lide do quarto toiro da noite.

Nas pegas, e como costuma ser hábito nesta ganadaria, a "loiça" foi outra!
Para abrir praça o António escolheu o Gonçalo Rovisco. O Gonçalinho, apesar de novo tem mostrado aproveitar bem as oportunidades que lhe são dadas. Mostrou-se ao toiro de meia praça, com um cite elegante e bonito. Já nos terrenos do toiro carregou e recuou o suficiente, sendo que me parece que a reunião não foi a mais correta (não percebi se houve um salto ou um "joelho"), mas fechou-se de braços e pernas para concretizar á primeira tentativa. Os ajudas não facilitaram e fizeram o que lhes competia.

Para o nosso segundo, o Cabo escolheu o Dinis Caeiro que pegou a quarta tentativa. O toiro foi reservado durante a lide e na pega empregou-se bastante. O Dinis que vinha bastante motivado de duas belíssimas pegas em Moura e Beja, não se conseguiu fechar nas duas primeiras tentativas depois dos duros derrotes do toiro. Na terceira, com o Duarte Tirapicos a entregar-se totalmente para resolver logo aí, faltaram as entradas dos segundas no momento em que o Duarte cai. Pegou-se á quarta sem brilho. Um grande abraço ao Kádá que na terceira partiu o braço e mesmo assim não virou a cara á luta e ao Dinis que vinha a fazer uma grande época e rebentou com os ligamentos do ombro. Ambos já foram operados e correu bem! Desejo-vos as rápidas melhoras, uma óptima recuperação e que voltem rapidamente ao ativo porque o Grupo conta com vocês!

O João Madeira foi o escolhido para pegar o nosso terceiro toiro. Na primeira tentativa não reúne bem e este tipo de toiros não permitem facilidades. Resolveu a segunda, com o Grupo ajudar bem lá atrás.

Para fechar a nossa atuação, no sétimo e último toiro da noite foi escolhido o João Pedro Oliveira. Um toiro muito sério e bastante reservado durante a lide, que dava indícios de uma grande pega. O Guga começou como é hábito dele lá de trás a citar e mostrar-se bem ao toiro.
Recebe o toiro na perfeição e o Grupo ajudou bem para fechar esta noite de toiros.
Os Amadores de Alcochete pegaram os três toiros a primeira, segunda e primeira tentativas respectivamente. Realce para a última pega do Grupo da terra que foi um verdadeiro exemplo de como se deve pegar e ajudar toiros com cada um a "meter a carne no assador" num toiro que se previa complicado e resultou numa belíssima pega.

Terminada a corrida fomos convidados e recebidos pelos Amadores de Alcochete na sua Tertúlia para um porco no espeto e umas imperais que muito bem souberam aquela hora. Um bem haja e muito obrigado aos Amadores de Alcochete.

Quanto ao nosso Grupo desejo-vos um bom resto de temporada, com boas atuações e sem mais lesões que infelizmente já nos afectaram bastante.

Para terminar queria agradecer ao Grupo que na pessoa do Cabo António me convidou para assistir á corrida junto deles e sentir um pouco dos nervos de quem está atrás das tábuas. Muito obrigado.

Pelo nosso Grupo Venha Vinho!!

Diogo Cabral