terça-feira, agosto 27, 2013


Crónica Corrida em Reguengos de Monsaraz

              Fui incumbindo de fazer esta cronica o que não me deixa indiferente em saudades, alegria e satisfação, pois é uma terra na qual estou muito apegado e onde tenho algumas das minhas raízes. Tive o prazer de ter o nosso grupo mais uma vez na minha casa a fardar-se,  fez-me reviver momentos que já lá vão.

                Começo por dizer que foi uma prova dura que o grupo enfrentou pois pegou no dia 13 de Agosto em Alcochete, dia 14 na Amareleja e 15 em Reguengos. Pegaram-se 9 toiros 6 á primeira tentativa e 3 à terceira, o que não deixa de ser uma nota bem positiva.

Começo por enaltecer o óptimo trabalho que o António Alfacinha tem vindo a fazer nestes dois anos, os frutos são a quantidade de elementos jovens que andam à espera de apanhar a sua oportunidade com que o grupo se encontra neste momento.

                Quanto à corrida o público não aderiu como costume para esta data, motivos que me levam a crer que a temperatura que estava neste dia (42 °C) e o exagerado preço dos bilhetes teve a sua influência.

Nota breve para os cavaleiros pois não me acho a pessoa mais indicada para comentar estes artistas.

Joaquim Bastinhas duas lides desfiguradas e pouco iluminadas, com momentos não adequados para um cavaleiro com esta experiência. Estou-me a lembrar de um para de bandarilhas daquelas em que o cavaleiro já quase no pátio de quadrilhas e volta para trás a pedir mais um ferro, acabou por desfazer o pouco que tinha feito, conseguiu tentar ferrar o par de bandarilhas na crença do toiro entre o toiro e as tábuas, lógico que foi logo tudo pelo ares, sorte que DEUS NOSSO SENHOR estava em Reguengos de Monsaraz.

Miguel Moura sinceramente não me lembro deste artista o que não deixa de ser uma nota negativa.

João Moura Caetano, não sendo o tipo de toureio que mais gosto devido à sua exuberância e pouca modéstia, foi o cavaleiro que melhor deu a volta aos Ortigões, principalmente na primeira lide em que cravou dois ou três ferros de largo com quites bonitos e bem rematados.

                No que toca aos toiros da ganadaria Ortigão Costa, não transpareceram o que os Ortigões nos habituaram a ver, nem se comparavam aos irmãos que saíram aqui no ano passado na mesma data, esses sim faziam secar a boca a qualquer um. Estes estavam gordinhos, rematados, mas pouco sérios.

                Vou ser breve no que diz respeito ao Grupo de Montemor, foi para a cara do primeiro toiro o Caldeirinha que pegou ao segundo intento, no segundo deste grupo foi o Braga que pegou também à segunda. Para o terceiro ficou decidido pelo cabo António Vacas de carvalho (e que decisão acertada) o forcado Peco pois fez uma grande pega mostrando do princípio ao fim como se deve fazer. Saltar…..Brindar….Citar….Carregar…..Tourear…Receber….Fechar e Agradecer tudo bem feito, um grande olé para ti Peco. Não quero perder esta oportunidade para mandar mais um abraço ao Grupo de Montemor pelo momento em que está a passar e desejar o resto de uma boa época. Pois é um Grupo que me toca de uma maneira diferente.          

Quanto às pegas do nosso grupo abriu o nosso Cabo António alfacinha, que como eu costumo dizer em o brinde sendo sentido e sincero nada pode correr mal, pelo menos comigo resultava sempre e com o António também resultou, mostra o tamanho da amizade que unia estes dois grandes HOMENS, fazendo uma boa pega em que o toiro não complicou, quanto a mim pouco toiro para um forcado desta dimensão, gostei de ver o grupo a ajudar.

Para o nosso segundo foi o veterano Arabezinho quanto a mim a pega da tarde usando as palavras que utilizei na pega do Peco este fez igual mostrando que está novamente numa grande forma, forcados como tu fazem falta ao Grupo de Évora para servirem de exemplo. Aqui o grupo não ajudou tão bem quanto a mim se calhar porque toiro fugiu ao grupo, mas temos de recuperar rápido às vezes uma mãozinha que seja é crucial para fechar uma pega.

Para fechar tive o prazer de ser brindado pelo pequeno em tamanho mas grande como forcado: o Matxira. Tive a oportunidade de lhe dizer nesse dia, que foi a vez em que gostei mais de o ver, pois fez tudo com calma e cabeça como pedem a primeira e segunda tentativas. Depois podemos falar com o coração, mas estas duas primeiras tentativas devem ser feitas com mais calma e por isso quando assim é resulta, como resultou uma pega vistosa e tecnicamente perfeita. Um grande Olé para ti Matxira pela época que tens feito.

Depois desta árdua tarefa em que o grupo predispôs, resultou um jantar animado e com o espirito do Grupo de Évora em que até houve lições militaristas de manhã.

Um grande abraço ao Grupo pela temporada que vem vindo a fazer, para vocês todos

Venha vinho

Venha vinho

VENHA VINHO

ABRAÇO

MIGUEL SOTERO

quarta-feira, agosto 21, 2013

Crónica Corrida na Amareleja

 
Em primeiro lugar começo por agradecer ao António pelo convite de escrever uma cronica mais uma vez. Apanhou me mesmo de surpresa, mas depois quando pensei no que escrever fez se me luz, e os acasos da vida tornam se em coisas engraçadas, é uma praça que ate me diz algo pois foi a praça onde me fardei pela primeira vez, logo nunca me vou esquecer e vai me sempre ser querida, ate por algumas peripécias desse dia, mas essas deixemos para recordar nos nossos convívios.

Neste dia 14 Agosto data tradicional da terra, com o calor característico da terra e de verão,  três cavaleiros jovens, para enfrentar um curro sério de Murteira Grave, em que o nosso Grupo compartiu cartel com o Grupo de Santarém.

A meio de uma jornada de 3 corridas, com datas e compromissos importantes no dia antes em Alcochete e tendo o 15 de Agosto no dia seguinte, o António decidiu e bem apostar numa terna jovem.

A meu ver com um sorteio comodo, pois calharam os três toiros mais leves da corrida ao grupo, para o nosso primeiro foi o Sérgio Godinho que na primeira se fechou bem levou o toiro para dentro do grupo este facilitou e acaba por cair ca atras por falta de uma mãozinha, na segunda escorregou ao recuar e a terceira resolveu se com eficácia.

Para o segundo o Dinis que vinha de uma dobra, queria apanhar os papeis do Redondo e foi lhe dada uma oportunidade. Esta que a meu ver é um pouco o espelho da pega do Sérgio na primeira fechou se faltou uma mão do grupo, na segunda escorregou também ao recuar e a terceira resolveu-se.

Para o 6 da tarde, 3 do nosso Grupo foi o Francisco Oliveira que esta temporada já tinha dado um ar da sua graça com algumas oportunidades aproveitadas, foi lhe dada mais uma esta menos conseguida. Na primeira reuniu bem mas não se agarrou com decisão, o primeiro ajuda não entrou prontamente e foi desfeito, a segunda não conseguiu reunir bem e a terceira resolveu-se.

Uma tarde com três pegas ao terceiro intento que com facilidade a historia tinha sido outra, pois todas as capacidades que o grupo tem são muito superiores a estes três desafios, e com um pouco mais de eficácia se tinha resolvido.

Em relação ao Grupo com que compartíamos cartel o Grupo de Santarém, pegou o lote mais pesado da corrida, pegaram dois touros ao primeiro intento e um á sétima tentativa, este um toiro serio com poder que deu bastante trabalho ao grupo.

Não posso terminar sem deixar uma palavra de apreço ao Grupo pelos 50 anos de historia, que se conserve por tantos mais, com a amizade, galhardia e maneira de estar que nos tem habituado. Todos os que la passamos, passámos e os que ainda lá irão passar fazem  parte desta historia e só estes que envergam esta jaqueta conseguem sentir a importância desta e os sentimentos que esta nos trás.

Desejo a maior sorte para resto da época.

Pelo grupo de Évora e pelos bonitos 50 anos de história

Venha Vinho, Venha Vinho, Venha Vinho

 

Vasco Costa

 

 
Crónica Corrida em Alcochete
 

No passado dia 13 de Agosto o Grupo de Évora foi pegar a Alcochete numa corrida que dividimos cartel nas pegas com um dos Grupos da terra, o Aposento do Barrete Verde.
Os toiros foram da ganadaria espanhola Partido de Resina e foram lidados pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Filipe Gonçalves.
Fiquei surpreendido pela excelente presença de publico na praça, que apesar de não ter esgotado, encheu bastante bem, talvez fruto do interessante cartel quer de forcados para pegar,  como de cavaleiros para lidar os Partido de Resina.
Percebendo pouco da parte da lide a cavalo, interessa-me acima de tudo nas corridas as pegas e talvez por estes motivos muitas vezes não presto a atenção devida a esta parte do espectáculo pelo que não acho interessante lerem a minha opinião.

Quanto ao Grupo de Évora, voltava neste ano das Bodas de Ouro a uma praça onde não pegava pelo menos desde 2000 e isso gera sempre algum interesse nos actuais pois a maior parte nunca se tinha fardado nem actuado nesta praça pois já lá iam alguns anos...

Para a tarefa de abrir praça o Cabo António escolheu o forcado João Madeira e em boa hora o fez pois este fez uma belíssima pega á 1a tentativa. Citou de largo, o toiro arrancou soltou e o forcado soube aguentar e sacar-se no momento certo para receber o toiro na perfeição.
 Sendo esta a 1a pega que o Grupo ia fazer em 3 dias seguidos, 3 ganadarias distintas, em 3 praças e a 9 toiros, os ajudas fizeram o que lhes competia a fecharam com acerto. De realçar o excelente rabejar do Gonçalo Pires que ouviu merecidos aplausos.
Quanto ao João Madeira, queria dizer lhe que apesar de novo (disseram me que tem 19 anos) e depois de já ter pegado bem em Coruche, Valverde e no Redondo, e de ser também um rabejador eficaz, tem todas as possibilidades de ser uma mais valia para o Grupo e de receber do Grupo tudo aquilo que o Grupo lhe pode dar para a vida, quer a nível da forcadagem mas também no crescimento como homem e como pessoa. Que tenhas sorte e boas pegas no nosso Grupo!

Para o nosso segundo toiro, manso e reservado mas sem maldade o Cabo escolheu o João Pedro Oliveira "Guga". Forcado de muita confiança para pegar e muito confiante com a boa época que vem a fazer. Tal como o 1o, apesar das vantagens o toiro saiu solto e o Guga e o Grupo fecharam na perfeição á primeira. Nesta tentativa fica também o pormenor da volta agradecimento ao público. Digo isto porque o Guga não a deu derivado do cavaleiro também não ter dado. Merecia porque pegou á 1a bem e "sem espinhas". Estes tipo de atitudes só se vêem nos grandes Homens e nos grandes Forcados, pois com direito próprio podias muito bem teres dado a volta sozinho... Olé toureiro!

Para fechar a actuação foi escolhido o veterano Manuel Rovisco. Um Forcado de distinção que marcou e continua a marcar uma geração na forma de pegar toiros no nosso Grupo. Depois de muitas, complicadas e longas lesões o Manel recupera sempre e volta com mais vontade!
O melhor toiro dos nossos três de sorteio que o Manel desfrutou e nos permitiu ver uma grande pega desde o brindar e estar em praça até ao sair do toiro. Manel que Deus te dê saúde e que a tua família permita que continues por muitos anos no nosso Grupo.

O grupo do Aposento do BV pegou bem e sem dificuldades de maior á 1a, 2a e 1a tentativas.

Depois da corrida era hora de ir dormir pois a jornada tripla ainda agora tinha começado e por isso não houve jantar para pena dos antigos elementos que foram apoiar o Grupo e se tiveram que ficar pelas pegas e latinhas na corrida.

Desejo ao Grupo e ao António como cabo um resto de época memorável com muitas corridas, sem lesões e que continuem a mostrar dentro de praça a razão de estarmos a comemorar este ano o cinquentenário duma instituição onde já muitas dezenas de homens defenderam de verdade a arte de pegar toiros.

Pelo nosso Grupo de Évora,
Venha Vinho!

Um abraço,
Diogo Cabral

segunda-feira, agosto 12, 2013


Crónica Corrida em Redondo

 

 

Queria começar por dar os parabéns ao Grupo de Forcados Amadores de Évora pelos seus 50 anos e agradecer ao António Alfacinha o convite que me fez para escrever a crónica da corrida do Redondo para o GFA Évora .

Corrida com responsabilidade acrescida, pela data e local. Foi no Redondo à 50 anos no dia 11 de Agosto que o GFAE fez a sua apresentação.

Lotação Esgotada para ver os Cavaleiros Joaquim Bastinhas, Marcos Tenório e João Maria Branco e os Grupos de forcados de Évora e Redondo.

Toiros da ganadaria de Vale Sorraia, bastante encastados e muito bonitos, conseguiram dar um espectáculo com muita emoção desde o 1º toiro ate ao último, onde não facilitaram as actuações quer dos cavaleiros quer dos forcados.

A meu ver os 3 cavaleiros ficaram sempre por baixo dos toiros, não conseguindo impor as suas lides devido as dificuldades que o curro apresentou.

No que toca às pegas, o Grupo do Redondo, teve uma actuação com querer, alma e muito louvor.

Em relação ao nosso Grupo abriu praça o Ricardo Casas Novas, forcado experiente que tinha pela frente um toiro com arrancadas intempestivas, humilhando muito na reunião e batendo forte. Gostei muito de o ver na 1ª tentativa mas faltou coesão dos ajudas para que o Ricardo tivesse “ficado “a 1ª, foi consumada a 4ª tentativa.

 No 3º da corrida 2º do grupo, foi onde se deu o momento da corrida, com o Diniz Caeiro a sofrer uma aparatosa colhida, ao ter uma reunião muito dura e com um violentíssimo derrote a ser projectado para cima ficando inanimado, na 2º tentativa foi dobrado por José Miguel Martins que também saiu lesionado, sendo Ricardo Sousa a pega-lo ao 2º intento,4ª tentativa do grupo.

Para finalizar as actuações do grupo foi escolhido o Forcado João Madeira e fê-lo da melhor maneira fechando com chave de ouro, a demostrar o bom momento que atravessa. Para mim foi a única pega da corrida com princípio meio e fim na ascensão da palavra e merecedora do troféu para a melhor pega da noite.

É com orgulho que vejo que os princípios e maneiras de estar do grupo se mantêm inalteráveis com o passar dos anos, o que se viu na responsabilidade de fazer bem as coisas na pega do Ricardo Casas Novas.

Foi uma corrida dura com um curro de toiros de Casta Portuguesa que já se vê pouco nas praças, mas que fazem falta. Bem aja a todos por me proporcionarem ver uma bela noite de touros.

Queria deixar aqui votos de rápidas melhoras aos forcados que ficaram lesionados e desejar boa sorte para o resto da época e para os próximos compromissos que o grupo vai ter que são de grande responsabilidade.

 

Um abraço!

Pelo G.F.A. Évora  

Venha Vinho!

João Cristóvão

 

sexta-feira, agosto 09, 2013


Crónica Corrida em Vale Verde
 

Começo por pedir desculpas a todos os acompanhantes do no site e aos antigos elementos em especial, porque também eu sei o que é estar ansiosamente à espera que seja publicado o habitual resumo das corridas do nosso Grupo quando não nos é possível estar fisicamente presentes. O atraso deste resumo é apenas da minha exclusiva responsabilidade uma vez que o nosso Cabo me convidou no dia seguinte à corrida, no entanto esta semana, profissionalmente tem sido algo apertada……Muito obrigado António pelo convite!!!

Noite fria e desagradável de 3 de Agosto de 2013 em Valverde, Terra pequena de gentes hospitaleiras por onde tantos antigos e actuais elementos do nosso Grupo passaram durante as suas vidas académicas dada a proximidade que o pólo da Universidade, Mitra.

No que se refere à corrida de Toiros em causa, podemos dizer que se viu bastante bem (tirando o frio e vento) mas que teve emoção do princípio ao fim.

Os cavaleiros, Rui Salvador, Marcos José e o praticante David Oliveira, estiveram em plano aceitável e cumpridor sem se poder dizer que tenha havido alguma lide fantástica. Os Toiros de Santiago, no meu entender saíram sempre de menos a mais, uma vez que para as pegas saíram bem e sem criar grandes complicações, quando as coisas eram bem feitas!

Para mim a corrida teve uma emoção acrescida porque foi a primeira vez que estivemos em praça com os nossos Amigos do Grupo de Montemor-o-Novo depois da recente tragédia e confesso que me emocionei como alguns pormenores de elementos do seu Grupo. O Grupo de Montemor resolveu bem as pegas aos 2 primeiros Toiros complicando um pouco a situação no seu último, pareceu-me que se tratou de um ligeiro excesso de confiança mas que acabou por ser bem resolvido sem deixar mancha.

Quanto ao nosso Grupo, o António optou por dar oportunidades a elementos que tem funcionado menos, poupar os mais rodados e “punir” os que estiveram menos bem nas últimas ocasiões, gestão correctíssima na minha modesta opinião.

No primeiro Toiro que nos calhou em sorte foi o João Madeira o escolhido, que agradável surpresa! Eu ainda não tinha tido oportunidade de ver o João pegar de caras e fiquei deveras entusiasmado, tratava-se de um Toiro que tinha dificuldades em se fixar e que o João entendeu na perfeição, se me permitem, podia apenas ter tirado mais um passinho na cara do Toiro para evitar aquele 1º derrote mais violento. De salientar também o desempenho dos ajudas, sem desprimor para os restantes mas gostava de destacar o Bira nas primeiras, o Beirão nas segundas e o Rego nas terceiras, muito bom! E o resultado foi a pega da noite, acrescento ainda a violência do Toiro já lá a trás, que tudo fez para desfeitear o forcado da cara, que se agarrou com muita vontade e um grande crer. Um bom exemplo de um novo elemento no grupo, apesar da experiência por outros lados, mas que tem sabido esperar e agarrar as oportunidades sem precipitações, tanto a pegar de caras como a rabejar.

Para o nosso segundo Toiro, o António confiou no Francisco Oliveira, um forcado que tem vindo a crescer dentro do Grupo e que se tem mostrado muito regular, nesta noite me Valverde as coisas não lhe correram tão bem, mas não belisca em nada o percurso que vem a percorrer, julgo que a determinada altura houve da parte do nosso “Monkey” mais coração que cabeça, o que é preciso ter cuidado porque a segunda tentativa é de criar arrepios a quem está na bancada… devia ter deixado o toiro descansar um pouco, em vez disso entrou pelo toiro “a dentro” em terrenos do oponente, consumou à 3.ª tentativa, mais a resolver que a brilhar. Era um Toiro pouco franco daí as dificuldades do Monkey e do ajudas que quando chegavam já não podiam fazer nada, ingrata a 1.ª ajuda do Kada, em especial na 2.ª tentativa que quando vem a ajudar, o Toiro tira a cara e deixa-o sem hipóteses de ficar a ajudar.

O sexto da noite para mim é a pêra doce da corrida, sem que se tratasse de um “diabo à solta” dos perigosos. Aos meus olhos o Toiro até vêm sempre franco para a pega, o que me pareceu é que o Gomes não se fechava na cara Toiro, julgo, sem querer estar a bater muito no ceguinho, até porque estivemos à conversa depois da corrida e o Gomes estava bastante em baixo e consciente dos erros que tinha cometido, no entanto a minha visão da pega é que lhe faltou preparação física para aquele Toiro, mais uma vez sou obrigado a elogiar o desempenho de 2 ajudas, mas não querendo que todos os outros achem que estiveram mal, simplesmente estes destacaram-se mais, Bira, novamente a dar 1.ª e também novamente o Rego a fechar a pega. Quero também salientar a importância de um forcado mais experiente dentro de praça e isso viu-se nesta pega, o Árabe com muito acerto e correcção a falar com o Gomes sem que fosse necessário a designada, RGF (Reunião Geral de Forcados, como no meu tempo designávamos….lol)

Deixo aqui uma palavra a todos os que estavam mais em baixo neste dia, esta Arte de pegar Toiros exige um grande esforço e entrega, esforço porque temos que nos preparar física e psicologicamente, entrega porque abdicamos de muitas outras coisas das nossas vidas para viver quase única e exclusivamente para os nossos amigos do Grupo deixando todos os outros amigos, família e namoradas para trás. Não desmoralizem, ainda para mais com as corridas que ai vêem e não queiram fazer as coisas à pressa, o mais importante é fazê-lo com máxima entrega e instinto…….

  Grande Abraço a todos e Sorte para esta dura semana que começa sexta em Redondo.

Abraço,

Venha Vinho!

Fernando Luis

terça-feira, julho 23, 2013

Crónica Corrida Homenagem Sr. Eng. Joaquim Grave
 
 
ARENA D’ÉVORA 19 DE JULHO 2013

Antes da crónica propriamente dita queria deixar aqui o meu agradecimento ao António Alfacinha pelo prazer que me proporcionou ao permitir receber o GFAE em minha casa para uma fardação em Évora! É com muito gosto que abrimos a casa aos nossos amigos e deixamos que partilhem este nosso espaço. Espero que a recepção para antigos e actuais tenha sido agradável!!!
Em relação à corrida o António “encavou-me” para redigir a crónica o que me causou algum embaraço pois certamente não serei a pessoa “tecnicamente” mais indicada para o fazer, no entanto cá vai:
Corrida de homenagem póstuma provavelmente ao melhor ganadeiro Alentejano, Eng. Joaquim Murteira Grave, o Cartel era composto por uma terna de cavaleiros de “futuro” João Telles Jr, Francisco Palha e o João Salgueiro da Costa tinham como missão lidar os 6 Graves que o Dr. Joaquim Grave escolheu para se deslocarem da Herdade da Galeana até à Arena d’Évora. Os toiros estavam irrepreensivelmente bem apresentados, tendo saído à praça para impor respeito a cavaleiros e forcados não permitindo o mínimo descuido. Na minha humilde opinião apesar de não serem bravos foram encastados e com isso acabaram por cima dos 3 cavaleiros! Fazem falta mais curros como este para impor algum respeito quer a cavaleiros quer a forcados! Estes não permitiram grandes “palhaçadas” com os cavalos e exigiram que entrassem nos seus terrenos para cravar!
Em relação ao Cavaleiros não me vou alongar muito, somente comentar que claramente se viu que o João Telles Jr tem outro poder e outras montadas e quando quer dá a volta a qualquer toiro, Francisco Palha andou muito irregular e sofreu até uma aparatosa colhida quando numa sorte tentou cravar um ferro em terrenos apertados. O jovem João Salgueiro da Costa pareceu-me com uma quadra muito curta e com pouco desembaraço para este tipo de Graves…
De salientar que mesmo assim alguns toureiros insistem em “puxar” pelos aplausos e pelas voltas, quanto a mim tem que haver “verguenza torera”… E devem ser os próprios intervenientes a tentar educar um publico tão mal educado como o nosso!
Quanto aos Forcados os dois grupos tiveram um grande desafio com os graves que saíram pela porta dos sustos…
No primeiro toiro do GFAE o cabo escolheu o Ricardo Sousa “Matxira”, ele que tinha ficado tão desiludido por não ter tido a oportunidade de pegar na corrida dos 50 anos, tinha aqui tudo para se esquecer… Começou bem lá atrás, com o seu cite característico, encheu o toiro, mas depois falhou no momento da reunião, no entanto ainda aguentou um par de derrotes entrando no grupo e saindo já depois dos 2ªs, não vinha fácil de ajudar mas já vi coisas bem piores serem emendadas… Na segunda tudo igual… fechamos à terceira com eficácia!
Com o nosso 2º veio o momento da corrida! GRANDE PEGÃO DO GUGA!!!! No pior toiro da corrida, aquele que se previa que vinha para “comer” o que apanhasse pela frente, começou sereno junto às tábuas… Afinal aquele que estava ali na frente era um dos chamados “toiros da pega” mas para que esta citação faça algum sentido tem que ter por diante forcados como o Guga! Ainda antes dos tércios começas-te a citar! E que bem! Metes-te o toiro contigo e aí calaste-te para somente falar quando querias sacar o toiro! Depois e como se previa arrancou com tudo, mete-te a cara alta mas com alma e ajuda do grupo conseguiste fazer uma viagem (e meia) a lutar e com uma alma que certamente ficará na história da praça de Évora! Ainda bem que hoje em dia existem todos os meios audiovisuais e redes sociais para que aficionados que não estavam presentes no dia 19 na Arena d’Évora possam disfrutar do que tu fizeste a este que era um Grave à “Entiga”! Muitos Parabéns!
No nosso último toiro o António decidiu escolher o Zé Miguel Martins, forcado que este ano tinha estado bem nos toiros que lhe foram dados creio que não entendeu o toiro, o toiro embroncou muito na parte final da lide e não saiu pronto como o Zé gosta! Há dias assim e com estes toiros aprendemos todos! Consumou à 3ª tentativa sem brilho depois de duas tentativas onde o toiro não se arrancava e teve que sair avisado desfeiteando o Zé praticamente no momento da reunião!
O grupo podia ter ajudado melhor toda esta corrida! Como disse atrás há dias assim e este são os toiros que o GFAE gosta de pegar… Já mostraram qualidade, técnica e querer com situações bem piores que esta! Animem-se e da próxima não pode falhar!
Em relação aos Amadores de Santarém tiveram uma noite perfeita! Pegaram os 3 Graves à Primeira pelo António Grave de Jesus, o João de Brito “Pauleta” e o João Torres Vaz Freire, três grandes pegas, por três grandes Forcados onde alguma imperfeição dos caras foi corrigida pelas ajudas, Nelson (Preto) és uma máquina! Mostraram que o porquê de serem o grupo mais velho do Mundo.
Uma palavra para dois grandes amigos que apesar de já retirados quiseram associar-se à homenagem e voltaram a vestir a jaqueta para demonstrar que efetivamente quem sabe nunca esquece! Podem ter sido os dois melhores ajudas que eu vi em Portugal! Obrigado Pedinha e Navalhas realmente deixaram escola no GFAS!
O jantar serviu para também celebrarmos a amizade que existe entre os dois grupos e foi um recordar de muitas e belas noites! Muita malta antiga dos dois lados (e nova também obviamente), discursos muito emotivos de parte a parte, grandes lições como a que foi dada pelo Carlos Grave e com isto tudo, durou até ao almoço (porque os dois grupos são muita brutos) existiram momentos de rara beleza… Obviamente aqui quem quiser saber mais poderá procurar pelas redes sociais de alguns intervenientes!
Para que momentos destes se voltem a repetir, pois apesar de ter sido uma corrida dura, onde todos gostávamos que tivesse corrido melhor, o importante foi que ninguém se aleijou! Pela maneira como se puseram à frente deste curro de Graves os meus parabéns!
Um abraço!
Venha Vinho!
António Rosado


quarta-feira, julho 10, 2013


CORRIDA DE S, PEDRO
( CINQUENTENÁRIO DO GRUPO de FORCADOS AMADORES de ÉVORA )
 
Em primeiro lugar agradecer ao cabo António Alfacinha, o convite para escrever a crónica de tão importante acontecimento para todos os que de alguma maneira pertenceram ou ajudaram o GFAE nesta caminhada de cinquenta anos. Enriquecemo-nos como homens, glorificámos a figura do forcado amador e projectamos o nome da nossa urbe pelos quatro cantos do mundo taurino.
Um dia frenético pela mistura de emoções logo pela manhã com o celebrar de missa pelos elementos que haviam partido, por todos nós e pelo José Maria Cortes levado do nosso convívio de forma tão brutal, deixou uma enorme saudade.
Mais para fim da tarde, o ritual do fardar, o nervos para os mais novos, o regresso a momentos meio adormecidos para os menos novos com o sentimento de reencontrar amigos de velhas batalhas e glórias doutros tempos.

   Alternavam nesta corrida de touros :

  Cavaleiros
 RUI FERNANDES
VITOR RIBEIRO
JOÃO RIBEIRO TELLES Jr.
JACOB BOTERO

  Ganadaria
7 PINTO BARREIROS  7

Forcados
  GRUPO DE FORCADOS AMADORES de ÉVORA
    ( Antigos e actuais )


* Primeiro touro da corrida para Rui Fernandes que rubricou uma lide  de nota alta, não me alongo mais nas considerações em tão meritória lide , pois esta crónica é para ser publicada na página  social do GFAE.
* Saltou tábuas um já retirado forcado com um H enorme, de seu nome PEDRO MOURINHA BARRADAS é um deleite ver como o Gralha ( forma carinhosa como todos o tratamos) emana classe, sabedoria, garra e arte como punha em cada pega.
irrepreensível no andar para o oponente, marcou correctamente as distâncias e com um
momento de reunião prefeito consumou uma pega à Gralha  está capaz de mais e nós  aplaudimos de pé. Olé!!!!
* No segundo da ordem  coube a outro  monstro da forcadagem  o também já retirado ( vá lá saber-se por quê) FRANCISCO GARCIA ( vadio) com o touro numa investida pronta, com o forcado aguentar o suficiente para retirar a mangada algo mais forte que tinha, fechando-se de maneira soberba para aguentar nas alturas derrote forte com uma belíssima primeira
ajuda do sempre CARLOS SEQUEIRA pincelada magistral num quadro para recordar, assim os nosso corações só podem transbordar de alegria, Olé!!!!
* Coube o terceiro ao MANUEL ROVISCO com site alegre próprio dele, aqui não há possibilidade de igualar tamanho carisma que o Rovisco sempre põe  em tudo, numa sorte limpa, perfeita e com uma decisão própria dum ser inesgotável pois não vislumbro fim para forcado com tamanha dedicação, arte e afícíon . recordo que esta personagem única que se não me engano é o ultimo forcado no activo que começou ainda comigo a cabo. És duma mais valia tremenda, obrigado pela tua valentia és uma fonte inesgotável para o grupo. Olé!!!
* GONÇALO PIRES perante um touro com dificuldades em se fixar, tirou proveito disso e numa pega algo atípica a meu ver não houve os habituais tempos duma pega, consumou a sorte com galhardia, tens ainda condimentos mais que suficientes para nos fazer saltar nas bancadas com momentos inolvidáveis de raça nesta nobre arte de pegar touros. Olé!!!
* Não há quinto mau e num momento de inspiração própria dos predestinados a grandes feitos  o ARMANDO RAIMUNDO encheu a Arena de Évora com uma das mais espectaculares pegas da noite, não caía  melhor a designação para fazer o brinde as mães, mulheres e namoradas que o sempre pinga amor. Bravo Armando quem sabe jamais esquece, nesta pega há a destacar a primeira ajuda de José Maria Menéres com chamada a dar volta com forcado da cara e à coesão do grupo. Olé!!!
* No sexto touro talvez o momento menos empolgante da noite pois o forcado chamado a bater as palmas a este oponente e que vinha numa senda de uma regularidade suprema não teve a sorte do seu lado e saiu por duas vezes da cara do touro acabando por consumar a pega apenas ao terceiro  intento, RICARDO CASAS NOVAS de seu nome não merecia tamanho revês pois está por esta altura reconhecidamente atravessar a maioridade como forcado . Eu sei que ficaste tremendamente triste mas todos nós sabemos do teu valor e os aficionados já o puderam testemunhar em imensas tardes de glória por ti proporcionadas. Olé!!!
* No declinar de actuação empolgante por este nosso Grupo de Forcados Amadores de Évora estava preparado o bolo de aniversário só faltava  a cobertura dum bolo produzido com a dedicação de todos e a raça de muitos o açúcar daquelas que nos beijam  nos momentos de glória e nos levantam nos momentos de dor e orgulho ferido por actuações menos conseguidas e  nos encorajam a seguir em frente. Tomou o cabo a responsabilidade de fechar a corrida diante do mais sério exemplar da bem apresentada ganadaria Pinto Barreiros ( uma salva de palmas ao Exmº Sr. Joaquim Alves ) numa cascata de raça, saber, pundonor  e capacidade de comandar homens ANTÓNIO ALFACINHA realizou uma pega de estalo, reafirmou sem margem para dúvidas o porquê de ser um forcado referência  estou plenamente convencido que os destinos do GFAE estão assegurados, não posso terminar sem mais uma  referência a José Maria Menéres voltou a estar em evidência  nas ajudas Olé!!!

Seria tremendamente injusto para todos que se fardaram e ajudaram, não ter para com todos um enorme obrigado por fazer parte desta família e me ter sido dada a oportunidade de mais uma vez partilhar momentos para recordar.
Foi inesquecível ver o MIGUEL SOTERO( GUÉU) o JOÃO PEDRO ROSADO e o JOÃO PEREIRA cada um a fazer um rabo( terminologia própria dos forcados entenda-se) foi muito bonito.
Um enorme aplauso para a maneira carinhosa  que a aficion Eborense e não só brindou o GRUPO de FORCADOS AMADORES de ÉVORA.
Aos actuais deixar uma palavra de alento para continuarem a defender a nossa jaqueta que é o símbolo da instituição GFAE  hoje mais forte que ontem pois a família cada dia é mais numerosa  há que continuar a ter orgulho no que somos e que representamos 
Não tenho a pretensão do meu grupo ser sempre o melhor  mas seguramente faz sempre  a diferença.

   VENHA VINHO, VENHA VINHO BOTA ABAIXO!!!

     JOÃO PEDRO OLIVEIRA     


segunda-feira, julho 08, 2013


Crónica Corrida Alcácer

 

Domingo 23 de Junho, em Alcácer pela Pimel, corrida à tarde com muito sol e moscas como pede a tradição.

Cartel de expectativa para ver os ´Patas Blancas’, de Vitorino Martin.

Cavaleiros: António Teles, Luís Rouxinol e Marcelo Mendes.

Forcados Évora e Vila Franca

O António deu show na lide de um manso agarrado em tábuas, mostrando que todos os toiros têm lide, assim se queira ou consiga fazê-la. Ganhou o prémio com toda a justiça.

O Luís um pouco abaixo do seu normal, no entanto há que notar que o seu normal é muito alto.

Sobre o Marcelo confesso que ia com curiosidade de o ver porque, não se pode abrir um site sem ver que triunfa aqui e ali. Pois eu achei que apesar de ter tido o melhor toiro e até ser desembaraçado, apresenta (para mim) um toureio com demasiada velocidade e recorre muito ao chamado ‘tourear o público’ com o toiro do outro lado da praça claro.

Guga abriu uma boa actuação do Grupo. Pega à primeira no toiro maior do nosso lote mas sem problemas de maior.

Ao José Miguel saiu na minha opinião o mais complicado para a pega. Pequeno mas com génio arranca pouco convicto fez a terrível paradinha na reunião, deixando o Zé em maus lençóis, ainda se agarrou pendurado até lá atrás mas era difícil concretizar. Na segunda melhor reunião e enorme ajuda do Saturnino.

Para o Matxira ficou um que saiu mais reservado no início mas acabou por servir bem no final, bem o cara duas vezes, não tão bem os ajudas na 1ª.

Para Vila Franca saiu um comboio de 670 Kg com boa pega à primeira

Tentativa de cernelha não concretizada, resolveu com eficácia o Márcio com o Grupo em bloco.

Patusco à segunda numa boa pega (vencedor do prémio)

Boa corrida para preparar o São Pedro

Abraços do vosso amigo,

João Pedro Murteira Rosado

sexta-feira, junho 28, 2013


LUTO
Esta é sem dúvida a vez que mais me está a custar a passar o que sinto para o papel. A maneira cobarde como levaram o José Maria Cortes deste nosso mundo, é arrepiante. Mas um homem, um forcado e amigo como ele, é e será sempre recordado não como um dos tais mas sim o tal. Para mim eras o exemplo como Cabo e forcado. O Grupo de Forcados Amadores de Évora envia as maiores condolências a toda a família e ao nosso amigo Grupo de Montemor.

Até sempre Cabo Cortes
 
 

Grupo de Forcados Amadores de Évora

quarta-feira, junho 19, 2013

2ª Grande entrevista 50 Anos GFAÉvora


Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Rosado

João Pedro Rosado foi 3º Cabo na história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, chefiou o Grupo desde 2001 até 2008, para além do grande Cabo que foi é também um forcado da cara bastante reconhecido em todo o panorama taurino, a sua intuição como forcado aliada a sua simpatia e amizade fizeram dele uma figura de cartaz no seio do GFAÉ.

1-Como é do conhecimento de todos foste o 3º Cabo na história do nosso grupo (2001-2008) explica-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para ti o Grupo de forcados Amadores de Évora…

Liderar um Grupo de Forcados, como todos podem imaginar não é tarefa fácil, no meu caso considerei a minha escolha uma grande honra, mas também tive imediata noção da tremenda responsabilidade que teria, principalmente, porque ficava com a missão de continuar o trabalho daquele que foi o homem que fez renascer e repôs o Grupo de Évora no lugar que merecia.
Dentro da praça as coisas eram sempre mais fáceis, pois o grupo que recebi era uma máquina bem oleada. O trabalho de bastidores é que me deixava por vezes a cabeça em água, eu que antes de ser cabo nem tinha telemóvel (graças a Deus), passei a ter o dito a tocar a toda a hora. Treinos, contratos, seguros, jantares, hotéis, viagens, etc… isso é que foi mesmo mais complicado.
O Grupo de Évora para mim, é Tradição, Respeito, Audácia, Valor e acima de tudo Amizade.

2- Que idade tinhas quando te vestis-te de forcado pela primeira vez e como começou o teu gosto pelo touro bravo?

Tinha 16 anos. Como todos sabem, sou um homem do campo e desde sempre tive contacto com gado manso, por outro lado ia sempre às corridas com o meu pai especialmente em Évora e em Coruche. Quando fui para o liceu fiquei na mesma turma do Miguel Sotero e lá na escola havia muita rapaziada de vários Grupos, a partir daí pronto foi natural.

3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais te orgulha quando vês o teu grupo saltar a praça para pegar um toiro?

Gosto de vos ver a fazer as coisas bem-feitas e gosto de sentir que por mais complicado que seja o toiro vocês tratam do assunto. Ao fim ao cabo gosto da confiança que vocês me dão.

4- Quais foram os forcados que mais te marcaram (antigos e/ou actuais)?

Doutros Grupos foram o Pedro Sotero, o Manuel Murteira e o Pedro Brás Pereira (Pedro Pedro). Do nosso o Guéu, o Armando Chouriço o Miguel Cutileiro. Mais recentes o Rui Sequeira, o Francisco Garcia e o António Alfacinha.

5- Quantos touros pegas-te? Quantas épocas estives-te no activo?

Sei que foram à volta de 70 não sei bem o número exacto. Dobrado fui 3 vezes disso tenho a certeza. 17 épocas.

6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?

Como é natural, são as recordações dos dias de triunfo, daqueles em que tudo corre bem. E das digressões.

7-Tens alguma história engraçada dos teus tempos de forcado que gostasses de partilhar connosco?

Tenho literalmente centenas delas, a maior parte já todos as conhecem, as outras ficam para aqueles momentos de tertúlia pós-jantares que acabam cedinho (seis, sete).

8-Que mensagem gostavas de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?

Aos actuais, que tenham uma época que dignifique a data, aos antigos que acompanhem o Grupo não só nas corridas como também nas várias iniciativas que vão decorrer ao longo do ano.

Resposta rápida:

9- Define o GFAÉ numa só palavra.
Amigos

10-Qual a praça que lhe da mais gosto pegar?

Évora (a antiga)

11-Qual o melhor momento como Forcado?
Quando peguei um toiro Lupi em Évora no concurso, toureado
pelo João Teles.
Dei 3 voltas.

12- A tua melhor pega?
Não sei

13-Ganadaria de eleição?
Passanha

14- Cavaleiro de eleição?
Francisco Núncio

15-Toureiro de eleição?
Joselito

16-Praça de eleição?
Évora

17-Fardas-te no São Pedro?
Sim


Obrigado João Pedro, és um exemplo para todos!

 
 
Foto: 2ª Grande Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Rosado  João Pedro Rosado foi 3º Cabo na história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, chefiou o Grupo desde 2001 até 2008, para além do grande Cabo que foi é também um forcado da cara bastante reconhecido em todo o panorama taurino, a sua intuição como forcado aliada a sua simpatia e amizade fizeram dele uma figura de cartaz no seio do GFAÉ.  1-Como é do conhecimento de todos foste o 3º Cabo na história do nosso grupo (2001-2008) explica-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para ti o Grupo de forcados Amadores de Évora…  Liderar um Grupo de Forcados, como todos podem imaginar não é tarefa fácil, no meu caso considerei a minha escolha uma grande honra, mas também tive imediata noção da tremenda responsabilidade que teria, principalmente, porque ficava com a missão de continuar o trabalho daquele que foi o homem que fez renascer e repôs o Grupo de Évora no lugar que merecia.  Dentro da praça as coisas eram sempre mais fáceis, pois o grupo que recebi era uma máquina bem oleada. O trabalho de bastidores é que me deixava por vezes a cabeça em água, eu que antes de ser cabo nem tinha telemóvel (graças a Deus), passei a ter o dito a tocar a toda a hora. Treinos, contratos, seguros, jantares, hotéis, viagens, etc… isso é que foi mesmo mais complicado. O Grupo de Évora para mim, é Tradição, Respeito, Audácia, Valor e acima de tudo Amizade.  2- Que idade tinhas quando te vestis-te de forcado pela primeira vez e como começou o teu gosto pelo touro bravo?  Tinha 16 anos. Como todos sabem, sou um homem do campo e desde sempre tive contacto com gado manso, por outro lado ia sempre às corridas com o meu pai especialmente em Évora e em Coruche. Quando fui para o liceu fiquei na mesma turma do Miguel Sotero e lá na escola havia muita rapaziada de vários Grupos, a partir daí pronto foi natural.  3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais te orgulha quando vês o teu grupo saltar a praça para pegar um toiro?  Gosto de vos ver a fazer as coisas bem-feitas e gosto de sentir que por mais complicado que seja o toiro vocês tratam do assunto. Ao fim ao cabo gosto da confiança que vocês me dão.  4- Quais foram os forcados que mais te marcaram (antigos e/ou actuais)?  Doutros Grupos foram o Pedro Sotero, o Manuel Murteira e o Pedro Brás Pereira (Pedro Pedro). Do nosso o Guéu, o Armando Chouriço o Miguel Cutileiro. Mais recentes o Rui Sequeira, o Francisco Garcia e o António Alfacinha.  5- Quantos touros pegas-te? Quantas épocas estives-te no activo?  Sei que foram à volta de 70 não sei bem o número exacto. Dobrado fui 3 vezes disso tenho a certeza. 17 épocas.  6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?  Como é natural, são as recordações dos dias de triunfo, daqueles em que tudo corre bem. E das digressões.  7-Tens alguma história engraçada dos teus tempos de forcado que gostasses de partilhar connosco?  Tenho literalmente centenas delas, a maior parte já todos as conhecem, as outras ficam para aqueles momentos de tertúlia pós-jantares que acabam cedinho (seis, sete).   8-Que mensagem gostavas de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?  Aos actuais, que tenham uma época que dignifique a data, aos antigos que acompanhem o Grupo não só nas corridas como também nas várias iniciativas que vão decorrer ao longo do ano.   Resposta rápida:  9- Define o GFAÉ numa só palavra. Amigos  10-Qual a praça que lhe da mais gosto pegar?  Évora (a antiga)  11-Qual o melhor momento como Forcado? Quando peguei um toiro Lupi em Évora no concurso, toureado  pelo João Teles. Dei 3 voltas.  12- A tua melhor pega? Não sei  13-Ganadaria de eleição? Passanha  14- Cavaleiro de eleição? Francisco Núncio  15-Toureiro de eleição? Joselito  16-Praça de eleição? Évora  17-Fardas-te no São Pedro? Sim   Obrigado João Pedro, és um exemplo para todos!
 
 
 
1ª Grande entrevista 50 Anos GFAÉvora
 


Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira

João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo
e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.

São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.
Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora 50 Anos
É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.

1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…
Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude.

O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.
2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?

Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes.
O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.
3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?

Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.
4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?

Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração.
Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração!
5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo?
Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais, mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos.
Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.

6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?

São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos.
Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.

7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?

Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.
Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!

8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?

Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une.
Venha vinho, venha vinho
Bota abaixo!

Resposta rápida:

9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.
Paixão

10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar?
Évora

11 -Qual o melhor momento como Forcado?
Quando dei primeira ajuda ao meu filho.

12 - A sua melhor pega/ajuda?
Toiro da despedida

13 -Ganadaria de eleição?
Passanha

14 - Cavaleiro de eleição?
João Moura

15 -Toureiro de eleição?
Vitor Mendes

16 -Praça de eleição?
Évora

17 -Farda-se no São Pedro?
Sim.


Muito Obrigado João Pedro!


Foto: 1ª Grande Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira   João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.  São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.           Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora                                       50 Anos  É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.   1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…  Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude. O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.   2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?  Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes. O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.     3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?  Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.   4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?  Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração. Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração! 5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo? Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais,  mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos. Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.  6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?  São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos. Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.   7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?  Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.  Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!    8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?  Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une. Venha vinho, venha vinho Bota abaixo!   Resposta rápida:  9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.  Paixão  10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar? Évora  11 -Qual o melhor momento como Forcado? Quando dei primeira ajuda ao meu filho.  12 - A sua melhor pega/ajuda? Toiro da despedida  13 -Ganadaria de eleição? Passanha  14 - Cavaleiro de eleição? João Moura  15 -Toureiro de eleição? Vitor Mendes  16 -Praça de eleição? Évora  17 -Farda-se no São Pedro? Sim.   Muito Obrigado João Pedro!