terça-feira, julho 23, 2013

Crónica Corrida Homenagem Sr. Eng. Joaquim Grave
 
 
ARENA D’ÉVORA 19 DE JULHO 2013

Antes da crónica propriamente dita queria deixar aqui o meu agradecimento ao António Alfacinha pelo prazer que me proporcionou ao permitir receber o GFAE em minha casa para uma fardação em Évora! É com muito gosto que abrimos a casa aos nossos amigos e deixamos que partilhem este nosso espaço. Espero que a recepção para antigos e actuais tenha sido agradável!!!
Em relação à corrida o António “encavou-me” para redigir a crónica o que me causou algum embaraço pois certamente não serei a pessoa “tecnicamente” mais indicada para o fazer, no entanto cá vai:
Corrida de homenagem póstuma provavelmente ao melhor ganadeiro Alentejano, Eng. Joaquim Murteira Grave, o Cartel era composto por uma terna de cavaleiros de “futuro” João Telles Jr, Francisco Palha e o João Salgueiro da Costa tinham como missão lidar os 6 Graves que o Dr. Joaquim Grave escolheu para se deslocarem da Herdade da Galeana até à Arena d’Évora. Os toiros estavam irrepreensivelmente bem apresentados, tendo saído à praça para impor respeito a cavaleiros e forcados não permitindo o mínimo descuido. Na minha humilde opinião apesar de não serem bravos foram encastados e com isso acabaram por cima dos 3 cavaleiros! Fazem falta mais curros como este para impor algum respeito quer a cavaleiros quer a forcados! Estes não permitiram grandes “palhaçadas” com os cavalos e exigiram que entrassem nos seus terrenos para cravar!
Em relação ao Cavaleiros não me vou alongar muito, somente comentar que claramente se viu que o João Telles Jr tem outro poder e outras montadas e quando quer dá a volta a qualquer toiro, Francisco Palha andou muito irregular e sofreu até uma aparatosa colhida quando numa sorte tentou cravar um ferro em terrenos apertados. O jovem João Salgueiro da Costa pareceu-me com uma quadra muito curta e com pouco desembaraço para este tipo de Graves…
De salientar que mesmo assim alguns toureiros insistem em “puxar” pelos aplausos e pelas voltas, quanto a mim tem que haver “verguenza torera”… E devem ser os próprios intervenientes a tentar educar um publico tão mal educado como o nosso!
Quanto aos Forcados os dois grupos tiveram um grande desafio com os graves que saíram pela porta dos sustos…
No primeiro toiro do GFAE o cabo escolheu o Ricardo Sousa “Matxira”, ele que tinha ficado tão desiludido por não ter tido a oportunidade de pegar na corrida dos 50 anos, tinha aqui tudo para se esquecer… Começou bem lá atrás, com o seu cite característico, encheu o toiro, mas depois falhou no momento da reunião, no entanto ainda aguentou um par de derrotes entrando no grupo e saindo já depois dos 2ªs, não vinha fácil de ajudar mas já vi coisas bem piores serem emendadas… Na segunda tudo igual… fechamos à terceira com eficácia!
Com o nosso 2º veio o momento da corrida! GRANDE PEGÃO DO GUGA!!!! No pior toiro da corrida, aquele que se previa que vinha para “comer” o que apanhasse pela frente, começou sereno junto às tábuas… Afinal aquele que estava ali na frente era um dos chamados “toiros da pega” mas para que esta citação faça algum sentido tem que ter por diante forcados como o Guga! Ainda antes dos tércios começas-te a citar! E que bem! Metes-te o toiro contigo e aí calaste-te para somente falar quando querias sacar o toiro! Depois e como se previa arrancou com tudo, mete-te a cara alta mas com alma e ajuda do grupo conseguiste fazer uma viagem (e meia) a lutar e com uma alma que certamente ficará na história da praça de Évora! Ainda bem que hoje em dia existem todos os meios audiovisuais e redes sociais para que aficionados que não estavam presentes no dia 19 na Arena d’Évora possam disfrutar do que tu fizeste a este que era um Grave à “Entiga”! Muitos Parabéns!
No nosso último toiro o António decidiu escolher o Zé Miguel Martins, forcado que este ano tinha estado bem nos toiros que lhe foram dados creio que não entendeu o toiro, o toiro embroncou muito na parte final da lide e não saiu pronto como o Zé gosta! Há dias assim e com estes toiros aprendemos todos! Consumou à 3ª tentativa sem brilho depois de duas tentativas onde o toiro não se arrancava e teve que sair avisado desfeiteando o Zé praticamente no momento da reunião!
O grupo podia ter ajudado melhor toda esta corrida! Como disse atrás há dias assim e este são os toiros que o GFAE gosta de pegar… Já mostraram qualidade, técnica e querer com situações bem piores que esta! Animem-se e da próxima não pode falhar!
Em relação aos Amadores de Santarém tiveram uma noite perfeita! Pegaram os 3 Graves à Primeira pelo António Grave de Jesus, o João de Brito “Pauleta” e o João Torres Vaz Freire, três grandes pegas, por três grandes Forcados onde alguma imperfeição dos caras foi corrigida pelas ajudas, Nelson (Preto) és uma máquina! Mostraram que o porquê de serem o grupo mais velho do Mundo.
Uma palavra para dois grandes amigos que apesar de já retirados quiseram associar-se à homenagem e voltaram a vestir a jaqueta para demonstrar que efetivamente quem sabe nunca esquece! Podem ter sido os dois melhores ajudas que eu vi em Portugal! Obrigado Pedinha e Navalhas realmente deixaram escola no GFAS!
O jantar serviu para também celebrarmos a amizade que existe entre os dois grupos e foi um recordar de muitas e belas noites! Muita malta antiga dos dois lados (e nova também obviamente), discursos muito emotivos de parte a parte, grandes lições como a que foi dada pelo Carlos Grave e com isto tudo, durou até ao almoço (porque os dois grupos são muita brutos) existiram momentos de rara beleza… Obviamente aqui quem quiser saber mais poderá procurar pelas redes sociais de alguns intervenientes!
Para que momentos destes se voltem a repetir, pois apesar de ter sido uma corrida dura, onde todos gostávamos que tivesse corrido melhor, o importante foi que ninguém se aleijou! Pela maneira como se puseram à frente deste curro de Graves os meus parabéns!
Um abraço!
Venha Vinho!
António Rosado


quarta-feira, julho 10, 2013


CORRIDA DE S, PEDRO
( CINQUENTENÁRIO DO GRUPO de FORCADOS AMADORES de ÉVORA )
 
Em primeiro lugar agradecer ao cabo António Alfacinha, o convite para escrever a crónica de tão importante acontecimento para todos os que de alguma maneira pertenceram ou ajudaram o GFAE nesta caminhada de cinquenta anos. Enriquecemo-nos como homens, glorificámos a figura do forcado amador e projectamos o nome da nossa urbe pelos quatro cantos do mundo taurino.
Um dia frenético pela mistura de emoções logo pela manhã com o celebrar de missa pelos elementos que haviam partido, por todos nós e pelo José Maria Cortes levado do nosso convívio de forma tão brutal, deixou uma enorme saudade.
Mais para fim da tarde, o ritual do fardar, o nervos para os mais novos, o regresso a momentos meio adormecidos para os menos novos com o sentimento de reencontrar amigos de velhas batalhas e glórias doutros tempos.

   Alternavam nesta corrida de touros :

  Cavaleiros
 RUI FERNANDES
VITOR RIBEIRO
JOÃO RIBEIRO TELLES Jr.
JACOB BOTERO

  Ganadaria
7 PINTO BARREIROS  7

Forcados
  GRUPO DE FORCADOS AMADORES de ÉVORA
    ( Antigos e actuais )


* Primeiro touro da corrida para Rui Fernandes que rubricou uma lide  de nota alta, não me alongo mais nas considerações em tão meritória lide , pois esta crónica é para ser publicada na página  social do GFAE.
* Saltou tábuas um já retirado forcado com um H enorme, de seu nome PEDRO MOURINHA BARRADAS é um deleite ver como o Gralha ( forma carinhosa como todos o tratamos) emana classe, sabedoria, garra e arte como punha em cada pega.
irrepreensível no andar para o oponente, marcou correctamente as distâncias e com um
momento de reunião prefeito consumou uma pega à Gralha  está capaz de mais e nós  aplaudimos de pé. Olé!!!!
* No segundo da ordem  coube a outro  monstro da forcadagem  o também já retirado ( vá lá saber-se por quê) FRANCISCO GARCIA ( vadio) com o touro numa investida pronta, com o forcado aguentar o suficiente para retirar a mangada algo mais forte que tinha, fechando-se de maneira soberba para aguentar nas alturas derrote forte com uma belíssima primeira
ajuda do sempre CARLOS SEQUEIRA pincelada magistral num quadro para recordar, assim os nosso corações só podem transbordar de alegria, Olé!!!!
* Coube o terceiro ao MANUEL ROVISCO com site alegre próprio dele, aqui não há possibilidade de igualar tamanho carisma que o Rovisco sempre põe  em tudo, numa sorte limpa, perfeita e com uma decisão própria dum ser inesgotável pois não vislumbro fim para forcado com tamanha dedicação, arte e afícíon . recordo que esta personagem única que se não me engano é o ultimo forcado no activo que começou ainda comigo a cabo. És duma mais valia tremenda, obrigado pela tua valentia és uma fonte inesgotável para o grupo. Olé!!!
* GONÇALO PIRES perante um touro com dificuldades em se fixar, tirou proveito disso e numa pega algo atípica a meu ver não houve os habituais tempos duma pega, consumou a sorte com galhardia, tens ainda condimentos mais que suficientes para nos fazer saltar nas bancadas com momentos inolvidáveis de raça nesta nobre arte de pegar touros. Olé!!!
* Não há quinto mau e num momento de inspiração própria dos predestinados a grandes feitos  o ARMANDO RAIMUNDO encheu a Arena de Évora com uma das mais espectaculares pegas da noite, não caía  melhor a designação para fazer o brinde as mães, mulheres e namoradas que o sempre pinga amor. Bravo Armando quem sabe jamais esquece, nesta pega há a destacar a primeira ajuda de José Maria Menéres com chamada a dar volta com forcado da cara e à coesão do grupo. Olé!!!
* No sexto touro talvez o momento menos empolgante da noite pois o forcado chamado a bater as palmas a este oponente e que vinha numa senda de uma regularidade suprema não teve a sorte do seu lado e saiu por duas vezes da cara do touro acabando por consumar a pega apenas ao terceiro  intento, RICARDO CASAS NOVAS de seu nome não merecia tamanho revês pois está por esta altura reconhecidamente atravessar a maioridade como forcado . Eu sei que ficaste tremendamente triste mas todos nós sabemos do teu valor e os aficionados já o puderam testemunhar em imensas tardes de glória por ti proporcionadas. Olé!!!
* No declinar de actuação empolgante por este nosso Grupo de Forcados Amadores de Évora estava preparado o bolo de aniversário só faltava  a cobertura dum bolo produzido com a dedicação de todos e a raça de muitos o açúcar daquelas que nos beijam  nos momentos de glória e nos levantam nos momentos de dor e orgulho ferido por actuações menos conseguidas e  nos encorajam a seguir em frente. Tomou o cabo a responsabilidade de fechar a corrida diante do mais sério exemplar da bem apresentada ganadaria Pinto Barreiros ( uma salva de palmas ao Exmº Sr. Joaquim Alves ) numa cascata de raça, saber, pundonor  e capacidade de comandar homens ANTÓNIO ALFACINHA realizou uma pega de estalo, reafirmou sem margem para dúvidas o porquê de ser um forcado referência  estou plenamente convencido que os destinos do GFAE estão assegurados, não posso terminar sem mais uma  referência a José Maria Menéres voltou a estar em evidência  nas ajudas Olé!!!

Seria tremendamente injusto para todos que se fardaram e ajudaram, não ter para com todos um enorme obrigado por fazer parte desta família e me ter sido dada a oportunidade de mais uma vez partilhar momentos para recordar.
Foi inesquecível ver o MIGUEL SOTERO( GUÉU) o JOÃO PEDRO ROSADO e o JOÃO PEREIRA cada um a fazer um rabo( terminologia própria dos forcados entenda-se) foi muito bonito.
Um enorme aplauso para a maneira carinhosa  que a aficion Eborense e não só brindou o GRUPO de FORCADOS AMADORES de ÉVORA.
Aos actuais deixar uma palavra de alento para continuarem a defender a nossa jaqueta que é o símbolo da instituição GFAE  hoje mais forte que ontem pois a família cada dia é mais numerosa  há que continuar a ter orgulho no que somos e que representamos 
Não tenho a pretensão do meu grupo ser sempre o melhor  mas seguramente faz sempre  a diferença.

   VENHA VINHO, VENHA VINHO BOTA ABAIXO!!!

     JOÃO PEDRO OLIVEIRA     


segunda-feira, julho 08, 2013


Crónica Corrida Alcácer

 

Domingo 23 de Junho, em Alcácer pela Pimel, corrida à tarde com muito sol e moscas como pede a tradição.

Cartel de expectativa para ver os ´Patas Blancas’, de Vitorino Martin.

Cavaleiros: António Teles, Luís Rouxinol e Marcelo Mendes.

Forcados Évora e Vila Franca

O António deu show na lide de um manso agarrado em tábuas, mostrando que todos os toiros têm lide, assim se queira ou consiga fazê-la. Ganhou o prémio com toda a justiça.

O Luís um pouco abaixo do seu normal, no entanto há que notar que o seu normal é muito alto.

Sobre o Marcelo confesso que ia com curiosidade de o ver porque, não se pode abrir um site sem ver que triunfa aqui e ali. Pois eu achei que apesar de ter tido o melhor toiro e até ser desembaraçado, apresenta (para mim) um toureio com demasiada velocidade e recorre muito ao chamado ‘tourear o público’ com o toiro do outro lado da praça claro.

Guga abriu uma boa actuação do Grupo. Pega à primeira no toiro maior do nosso lote mas sem problemas de maior.

Ao José Miguel saiu na minha opinião o mais complicado para a pega. Pequeno mas com génio arranca pouco convicto fez a terrível paradinha na reunião, deixando o Zé em maus lençóis, ainda se agarrou pendurado até lá atrás mas era difícil concretizar. Na segunda melhor reunião e enorme ajuda do Saturnino.

Para o Matxira ficou um que saiu mais reservado no início mas acabou por servir bem no final, bem o cara duas vezes, não tão bem os ajudas na 1ª.

Para Vila Franca saiu um comboio de 670 Kg com boa pega à primeira

Tentativa de cernelha não concretizada, resolveu com eficácia o Márcio com o Grupo em bloco.

Patusco à segunda numa boa pega (vencedor do prémio)

Boa corrida para preparar o São Pedro

Abraços do vosso amigo,

João Pedro Murteira Rosado

sexta-feira, junho 28, 2013


LUTO
Esta é sem dúvida a vez que mais me está a custar a passar o que sinto para o papel. A maneira cobarde como levaram o José Maria Cortes deste nosso mundo, é arrepiante. Mas um homem, um forcado e amigo como ele, é e será sempre recordado não como um dos tais mas sim o tal. Para mim eras o exemplo como Cabo e forcado. O Grupo de Forcados Amadores de Évora envia as maiores condolências a toda a família e ao nosso amigo Grupo de Montemor.

Até sempre Cabo Cortes
 
 

Grupo de Forcados Amadores de Évora

quarta-feira, junho 19, 2013

2ª Grande entrevista 50 Anos GFAÉvora


Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Rosado

João Pedro Rosado foi 3º Cabo na história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, chefiou o Grupo desde 2001 até 2008, para além do grande Cabo que foi é também um forcado da cara bastante reconhecido em todo o panorama taurino, a sua intuição como forcado aliada a sua simpatia e amizade fizeram dele uma figura de cartaz no seio do GFAÉ.

1-Como é do conhecimento de todos foste o 3º Cabo na história do nosso grupo (2001-2008) explica-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para ti o Grupo de forcados Amadores de Évora…

Liderar um Grupo de Forcados, como todos podem imaginar não é tarefa fácil, no meu caso considerei a minha escolha uma grande honra, mas também tive imediata noção da tremenda responsabilidade que teria, principalmente, porque ficava com a missão de continuar o trabalho daquele que foi o homem que fez renascer e repôs o Grupo de Évora no lugar que merecia.
Dentro da praça as coisas eram sempre mais fáceis, pois o grupo que recebi era uma máquina bem oleada. O trabalho de bastidores é que me deixava por vezes a cabeça em água, eu que antes de ser cabo nem tinha telemóvel (graças a Deus), passei a ter o dito a tocar a toda a hora. Treinos, contratos, seguros, jantares, hotéis, viagens, etc… isso é que foi mesmo mais complicado.
O Grupo de Évora para mim, é Tradição, Respeito, Audácia, Valor e acima de tudo Amizade.

2- Que idade tinhas quando te vestis-te de forcado pela primeira vez e como começou o teu gosto pelo touro bravo?

Tinha 16 anos. Como todos sabem, sou um homem do campo e desde sempre tive contacto com gado manso, por outro lado ia sempre às corridas com o meu pai especialmente em Évora e em Coruche. Quando fui para o liceu fiquei na mesma turma do Miguel Sotero e lá na escola havia muita rapaziada de vários Grupos, a partir daí pronto foi natural.

3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais te orgulha quando vês o teu grupo saltar a praça para pegar um toiro?

Gosto de vos ver a fazer as coisas bem-feitas e gosto de sentir que por mais complicado que seja o toiro vocês tratam do assunto. Ao fim ao cabo gosto da confiança que vocês me dão.

4- Quais foram os forcados que mais te marcaram (antigos e/ou actuais)?

Doutros Grupos foram o Pedro Sotero, o Manuel Murteira e o Pedro Brás Pereira (Pedro Pedro). Do nosso o Guéu, o Armando Chouriço o Miguel Cutileiro. Mais recentes o Rui Sequeira, o Francisco Garcia e o António Alfacinha.

5- Quantos touros pegas-te? Quantas épocas estives-te no activo?

Sei que foram à volta de 70 não sei bem o número exacto. Dobrado fui 3 vezes disso tenho a certeza. 17 épocas.

6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?

Como é natural, são as recordações dos dias de triunfo, daqueles em que tudo corre bem. E das digressões.

7-Tens alguma história engraçada dos teus tempos de forcado que gostasses de partilhar connosco?

Tenho literalmente centenas delas, a maior parte já todos as conhecem, as outras ficam para aqueles momentos de tertúlia pós-jantares que acabam cedinho (seis, sete).

8-Que mensagem gostavas de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?

Aos actuais, que tenham uma época que dignifique a data, aos antigos que acompanhem o Grupo não só nas corridas como também nas várias iniciativas que vão decorrer ao longo do ano.

Resposta rápida:

9- Define o GFAÉ numa só palavra.
Amigos

10-Qual a praça que lhe da mais gosto pegar?

Évora (a antiga)

11-Qual o melhor momento como Forcado?
Quando peguei um toiro Lupi em Évora no concurso, toureado
pelo João Teles.
Dei 3 voltas.

12- A tua melhor pega?
Não sei

13-Ganadaria de eleição?
Passanha

14- Cavaleiro de eleição?
Francisco Núncio

15-Toureiro de eleição?
Joselito

16-Praça de eleição?
Évora

17-Fardas-te no São Pedro?
Sim


Obrigado João Pedro, és um exemplo para todos!

 
 
Foto: 2ª Grande Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Rosado  João Pedro Rosado foi 3º Cabo na história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, chefiou o Grupo desde 2001 até 2008, para além do grande Cabo que foi é também um forcado da cara bastante reconhecido em todo o panorama taurino, a sua intuição como forcado aliada a sua simpatia e amizade fizeram dele uma figura de cartaz no seio do GFAÉ.  1-Como é do conhecimento de todos foste o 3º Cabo na história do nosso grupo (2001-2008) explica-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para ti o Grupo de forcados Amadores de Évora…  Liderar um Grupo de Forcados, como todos podem imaginar não é tarefa fácil, no meu caso considerei a minha escolha uma grande honra, mas também tive imediata noção da tremenda responsabilidade que teria, principalmente, porque ficava com a missão de continuar o trabalho daquele que foi o homem que fez renascer e repôs o Grupo de Évora no lugar que merecia.  Dentro da praça as coisas eram sempre mais fáceis, pois o grupo que recebi era uma máquina bem oleada. O trabalho de bastidores é que me deixava por vezes a cabeça em água, eu que antes de ser cabo nem tinha telemóvel (graças a Deus), passei a ter o dito a tocar a toda a hora. Treinos, contratos, seguros, jantares, hotéis, viagens, etc… isso é que foi mesmo mais complicado. O Grupo de Évora para mim, é Tradição, Respeito, Audácia, Valor e acima de tudo Amizade.  2- Que idade tinhas quando te vestis-te de forcado pela primeira vez e como começou o teu gosto pelo touro bravo?  Tinha 16 anos. Como todos sabem, sou um homem do campo e desde sempre tive contacto com gado manso, por outro lado ia sempre às corridas com o meu pai especialmente em Évora e em Coruche. Quando fui para o liceu fiquei na mesma turma do Miguel Sotero e lá na escola havia muita rapaziada de vários Grupos, a partir daí pronto foi natural.  3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais te orgulha quando vês o teu grupo saltar a praça para pegar um toiro?  Gosto de vos ver a fazer as coisas bem-feitas e gosto de sentir que por mais complicado que seja o toiro vocês tratam do assunto. Ao fim ao cabo gosto da confiança que vocês me dão.  4- Quais foram os forcados que mais te marcaram (antigos e/ou actuais)?  Doutros Grupos foram o Pedro Sotero, o Manuel Murteira e o Pedro Brás Pereira (Pedro Pedro). Do nosso o Guéu, o Armando Chouriço o Miguel Cutileiro. Mais recentes o Rui Sequeira, o Francisco Garcia e o António Alfacinha.  5- Quantos touros pegas-te? Quantas épocas estives-te no activo?  Sei que foram à volta de 70 não sei bem o número exacto. Dobrado fui 3 vezes disso tenho a certeza. 17 épocas.  6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?  Como é natural, são as recordações dos dias de triunfo, daqueles em que tudo corre bem. E das digressões.  7-Tens alguma história engraçada dos teus tempos de forcado que gostasses de partilhar connosco?  Tenho literalmente centenas delas, a maior parte já todos as conhecem, as outras ficam para aqueles momentos de tertúlia pós-jantares que acabam cedinho (seis, sete).   8-Que mensagem gostavas de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?  Aos actuais, que tenham uma época que dignifique a data, aos antigos que acompanhem o Grupo não só nas corridas como também nas várias iniciativas que vão decorrer ao longo do ano.   Resposta rápida:  9- Define o GFAÉ numa só palavra. Amigos  10-Qual a praça que lhe da mais gosto pegar?  Évora (a antiga)  11-Qual o melhor momento como Forcado? Quando peguei um toiro Lupi em Évora no concurso, toureado  pelo João Teles. Dei 3 voltas.  12- A tua melhor pega? Não sei  13-Ganadaria de eleição? Passanha  14- Cavaleiro de eleição? Francisco Núncio  15-Toureiro de eleição? Joselito  16-Praça de eleição? Évora  17-Fardas-te no São Pedro? Sim   Obrigado João Pedro, és um exemplo para todos!
 
 
 
1ª Grande entrevista 50 Anos GFAÉvora
 


Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira

João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo
e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.

São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.
Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora 50 Anos
É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.

1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…
Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude.

O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.
2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?

Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes.
O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.
3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?

Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.
4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?

Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração.
Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração!
5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo?
Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais, mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos.
Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.

6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?

São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos.
Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.

7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?

Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.
Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!

8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?

Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une.
Venha vinho, venha vinho
Bota abaixo!

Resposta rápida:

9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.
Paixão

10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar?
Évora

11 -Qual o melhor momento como Forcado?
Quando dei primeira ajuda ao meu filho.

12 - A sua melhor pega/ajuda?
Toiro da despedida

13 -Ganadaria de eleição?
Passanha

14 - Cavaleiro de eleição?
João Moura

15 -Toureiro de eleição?
Vitor Mendes

16 -Praça de eleição?
Évora

17 -Farda-se no São Pedro?
Sim.


Muito Obrigado João Pedro!


Foto: 1ª Grande Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira   João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.  São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.           Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora                                       50 Anos  É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.   1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…  Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude. O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.   2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?  Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes. O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.     3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?  Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.   4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?  Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração. Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração! 5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo? Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais,  mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos. Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.  6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?  São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos. Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.   7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?  Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.  Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!    8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?  Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une. Venha vinho, venha vinho Bota abaixo!   Resposta rápida:  9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.  Paixão  10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar? Évora  11 -Qual o melhor momento como Forcado? Quando dei primeira ajuda ao meu filho.  12 - A sua melhor pega/ajuda? Toiro da despedida  13 -Ganadaria de eleição? Passanha  14 - Cavaleiro de eleição? João Moura  15 -Toureiro de eleição? Vitor Mendes  16 -Praça de eleição? Évora  17 -Farda-se no São Pedro? Sim.   Muito Obrigado João Pedro!


quarta-feira, maio 29, 2013

Crónica Corrida em Coruche
 

Acedendo ao pedido do cabo, ao qual desde já agradeço o convite, hoje tenho a honra de escrever a crónica da corrida do dia 24 de maio que se realizou em  Coruche.
Partilhamos cartel com os cavaleiros João Salgueiro, Rui Fernandes e João Telles jr. e nas pegas com o Grupo de Forcados Amadores de Coruche.

No que diz respeito à actuação do nosso grupo, nesta noite de toiros em Coruche, foi com bastante agrado que vi o cabo a dar a oportunidade a gente mais nova.

Para o primeiro da noite foi pegar o Ricardo Sousa que embora tenha tardado um pouco a carregar o toiro para o alegrar na investida, pegou à primeira tentativa, bem o grupo a ajudar.

No segundo que nos calhou em sorte o cabo escolheu o João Madeira, o João teve pela frente um toiro que teimava em não sair, por isso teve de entrar em terrenos mais perigosos e o toiro só saiu depois de avisado com um capote, mas o forcado recuou o suficiente para se fechar e aguentar os derrotes do toiro que  fugiu ao grupo, mas uma vez mais os ajudas estiveram muito bem e recuperaram a tempo da pega se consumar á primeira tentativa. Não quero deixar de referir a ajuda que o Cabo deu neste toiro, ao ver que o toiro deu meia volta e fugiu ao grupo indo na sua direção, saltou a trincheira foi ajudar, as melhoras ao António que ficou com mais uma mazela.

Para acabarmos a nossa participação nesta corrida e pegar o quinto toiro da noite foi escolhido o Dinis Caeiro, na 1ª tentativa o Dinis não entendeu o toiro e em vez de se sacar ao toiro ficou á sua mercê e com um derrote seco o toiro tirou-o logo da cara, na 2ª e 3ª tentativas acho que o forcado tentou resolver depressa demais, o que complicou um pouco as coisas, mesmos para os ajudas que não estiveram nessas duas tentativas ao nível que nos tem habituado, acabou por consumar a pega á quarta tentativa com uma pega de cesgo.

No geral acho que foi uma actuação bastante positiva do nosso Grupo deu para ver que temos futuro dentro do grupo quer em forcados de caras quer em ajudas.

Não quero acabar esta crónica sem desejar ao Grupo de Forcados Amadores de Évora  os maiores êxitos para esta temporada comemorativa do seu quinquagésimo aniversário.

Pelo Grupo de Évora....

Venha vinho...venha vinho...venha vinho....

Miguel Cutileiro

 

 


quarta-feira, maio 22, 2013

Crónica Concurso de Ganadarias de Évora 

 
No Concurso de Ganadarias que se realizou na Arena d’Évora na tarde do passado dia 19 lidaram-se toiros das ganadarias Grave, Veiga Teixeira, Rio Frio, São Torcato (sobrero), Passanha e São Torcato, para os cavaleiros António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol e João Salgueiro.
Pegaram os Amadores de Montemor e os Amadores de Évora.
A corrida abriu com um imponente toiro de Palha que se apresentou lesionado e que de imediato foi devolvido.
Não se entende não ter saído de imediato o toiro sobrero, que a Empresa deveria já ter pronto para o efeito, para não se modificar a ordem de saída dos toiros, que assim provocam alteração na ordem da atuação dos Grupos de Forcados. Faz falta o tal novo regulamento, que demora a ser publicado e que discipline estas situações.
A corrida saiu agradável com destaque para o lindo toiro de Veiga Teixeira (580 Kg.) a que foi atribuído o Prémio de Bravura. O Prémio de Apresentação foi para a ganadaria Passanha (555 Kg). Prémios da responsabilidade do júri constituído por 11 elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense e que não teve contestação da parte do público.
Os cavaleiros tiveram detalhes toureiros, com destaque para Luís Rouxinol que lidou em grande plano o toiro mais bravo da corrida e se entendeu bem com o de Passanha.
Os Grupos de Forcados tiveram boas atuações. Por Montemor Francisco Borges fez brilhante pega; João Caldeira aproveitou um toiro que não se fixou e aguentou a investida junto às tábuas a Manuel Ramalho resolveu bem na 2ª. tentativa.
O Grupo de Évora que vinha moralizado pela excelente atuação da quinta-feira anterior no Campo Pequeno, abriu a corrida com João Pedro Oliveira numa superior 2ª. tentativa; bem o José Miguel Martins no cite e na reunião. Poderoso, a fechar a corrida, Ricardo Sousa que citou bem e aguentou os fortes derrotes do duríssimo toiro de São Torcato, depois de ter brindado ao antigo cabo João Pedro Oliveira.
 
Bom início de temporada do Grupo de Évora, neste ano do seu cinquentenário.
 
Manuel Peralta Godinho e Cunha
Crónica Corrida no Campo Pequeno 

Antes de mais, é uma enorme honra e orgulho poder fazer a crónica de uma corrida do nosso Grupo.

Dia 16 de Maio de 2013, noite de toiros na praça do Campo Pequeno, com um cartel de luxo, composto por Joaquim Bastinhas, a comemorar 30 anos de alternativa, Pablo Hermozo de Mendoza, figura máxima da lide equestre actual e João Maria Branco que tomava alternativa nesta noite. Dois grupos de Forcados, O Grupo de Forcados Amadores de Évora, que já é habitual vir a Lisboa pegar nesta data e o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete. Toiros da prestigiada ganaderia Passanha.
A lotação da praça não esgotou, mas estava casa cheia para uma grande noite de toiros em Lisboa.

Antes da corrida, foi para mim um orgulho abraçar os meus amigos fardados com a nossa Jaqueta e rever muitos Amigos e Amigas do nosso Grupo.

Ao que diz respeito, das nossas pegas:
Para abrir praça, foi escolhido, o meu afilhado, Ricardo Casasnovas, pegou à 1º tentativa.

O Ricardo, é um forcado experiente e da confiança do Cabo, soube citar, mandar, templar para depois reunir correctamente com o restante grupo a ajudar de uma forma muito eficaz.
Para o 2º toiro, foi escolhido, o Manuel Rovisco que pegou à 1ª tentativa.

O Rovisco, é um forcado com uma larguíssima experiência, carisma, garra e determinação. Esteve como sempre nos habituou, bonito em praça, com alegria e garra para se fechar na cara do toiro como uma lapa no momento da reunião e depois o grupo muito coeso a ajudar.
Para o 3º e último toiro saltou o António Alfacinha, que pegou à 1ª tentativa.

O António, com a sua enorme experiência, garra, determinação e sentido de responsabilidade, assumiu o risco de fechar com chave de ouro e em boa hora o fez. O toiro tardou em investir, o António necessitou de ir a terrenos mais perigosos e de compromisso para lhe provocar investida. O toiro proporcionou um momento de reunião duro com o António a recebê-lo na perfeição, bem fechado na cara, como mandam as regras para o restante grupo ajudar a consumar a pega.

Foi uma noite de êxito para o Grupo de Évora.
Na minha opinião, o Grupo esteve muito por cima dos toiros, estiveram muito bem a pegar e a ajudar nesta corrida.

Para finalizar, votos sinceros de grandes êxitos nesta temporada comemorativa dos 50 anos do nosso Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Venha vinho, Venha vinho, Venha vinho.

Francisco Duarte.


quinta-feira, abril 18, 2013

Crónica Festival em Alcáçovas


 
Em resposta ao convite que me foi feito pelo Cabo António, passo a descrever o que vi e senti no festival realizado no passado dia 14-4 na vila das Alcáçovas.
Tarde agradável, num dia de sol primaveril, com cartel composto por 6 cavaleiros e um jovem aspirante a figura do toureio apeado, compartiu cartel com o nosso GFAE os amadores de Lisboa, com tarde fácil e todas as pegas ao primeiro intento.

Quanto á actuação do GFAE, com presença na trincheira de muita juventude misturada com alguns forcados mais experientes, foi de oportunidade aos mais novos pontualmente auxiliados com os mais velhos.
 No que ao mais importante diz respeito, os toiros, coube em sorte ao Grupo as divisas de Jorge Carvalho, Santiago (este como sobrero e para não variar foi o maior e mais pesado lidado na tarde Alcaçovense) e a fechar saiu um astado proveniente de Pégoras. Foi um lote propício á rodagem de novos elementos que o Cabo pôs, e bem, á prova com bons resultados, excepção feita ao toiro de Santiago que pedia mais forcado e mais grupo a ajudar. Todos os toiros apresentavam idade avançada, apesar de dois com pouco peso.

 Para abrir a actuação do nosso Grupo, foi escolhido o João Miguel Direitinho, correcto no cite, recuou e fechou-se bem á barbela e concretizando uma boa pega e correspondendo ás expectativas do Cabo ao conceder-lhe mais uma oportunidade. Nesta pega, ocorreu a estreia de outro jovem (peço desculpa mas não fixei o nome) a dar primeiras ajudas, estreia que ficou marcada por um salto para cima do forcado da cara em clara demonstração da vontade dos mais novos em afirmar-se, mas que num toiro mais sério pode provocar algo mais que uma queda. Ainda no primeiro toiro, gostei de ver rabejar o José Maria Caeiro, que demonstra aptidão para a função sendo o seu único problema a sua própria leveza (terá de entrar num programa de aumento de peso).

 Para pegar o maior e mais sério da corrida, escolheu o cabo o jovem Francisco Oliveira, forcado de dinastia (com Pai, Tios, Irmãos e Primos sempre na defesa incondicional da jaqueta do GFAE) que me proporcionou uma agradável surpresa. Brindou ao antigo Cabo João Pedro Rosado, anfitrião da fardação e repasto, e começou a citar, com calma e visivelmente concentrado. Os bandarilheiros presentes, colocaram, a meu ver e com o pouco que sei, o toiro muito “fechado” em tábuas, o que obrigou o Francisco a pisar terrenos apertados para provocar a investida do toiro, investida essa que foi impetuosa com um derrote alto que impossibilitou a concretização da pega á primeira tentativa. Na segunda tentativa, o toiro foi colocado (pouco) menos fechado e foi a repetição da tentativa anterior, só que desta vez o Monkey mostrou braços de ferro com superior segunda ajuda do Luís Enjeitado e concretizou uma pega de muito valor.

 Para fechar a actuação do GFAE, o António deu oportunidade a mais uma estreia a pegar, desta vez coube ao Afonso Mata, mais um elemento da família Oliveira a engrossar as fileiras do Grupo. Sereno (a fazer lembrar o Tozinho), com cite agradável, pegou á primeira depois de uma reunião um pouco “esquisita” mas que resultou. O primeiro ajuda Luís Vilhena poderia ter feito algo mais nesta pega, mas estamos em início de época e com toda a certeza irá melhorar com o avançar de uma época que todos desejam festiva e repleta de triunfos.

Deixo em jeito de despedida, um apelo a todos os antigos elementos sem excepção. Estamos no ano comemorativo do cinquentenário da fundação do Grupo e como é compreensível todos os antigos não podem estar presentes em todas as corridas devidos ás suas responsabilidades e também devido á conjuntura actual, mas o GFAE, a nossa segunda família, precisa do nosso apoio e se todos contribuirmos com um pouco da nossa presença, eles (os actuais) sentir-se-ão apoiados e ainda mais moralizados para a época que agora começou. Da minha parte pode o Grupo contar com o meu total apoio e com a minha presença sempre que me for possível.

UM POR TODOS E TODOS COM O GFAE

Um grande abraço e uma grande época do cinquentenário a todos

João Cortez Pereira

Évora,17/4/2013

quarta-feira, abril 17, 2013

Crónica Festival em Vila Viçosa


A convite do Cabo foi-me solicitado fazer a crónica do festival realizado em Vila Viçosa no passado dia 13 de Abril. A anteceder o Festival fez-se uma homenagem em honra de Nª Senhora da Conceição Padroeira de Portugal, depois de proferidas palavras alusivas ao momento pelo Padre Francisco Couto, o mesmo deu a bênção, a todos os intervenientes que se encontravam na arena. O cartel composto por seis cavaleiros e dois Grupos de forcados Évora e Redondo, seis novilhos toiros com idades entre os 3 e 5 anos, bem apresentados e a cumprirem no geral. A cavalo penso que no geral todos estiverem em bom nível, só a lamentar a colhida sofrida, mas sem consequências, de Ana Batista ao terceiro da tarde. No que toca aos Forcados, os de Redondo realizaram as suas pegas á 1ª, 2ª e 3º tentativas, quero mencionar o gesto bonito do Ricardo ao brindar aos seus antigos colegas a sua pega, na qual para sua infelicidade (poderia ter feito uma grande pega), teve que ser dobrado. Em relação ao nosso Grupo, em primeiro lugar referir, estavam muito bem fardados, coisa que eu prezo muito num forcado, alias ouvi um comentário dum espectador que à muito não via um grupo tão bem fardado. Quanto á actuação foram os triunfadores da tarde, com três excelentes pegas à 1ª tentativa, onde os solistas foram Sérgio Godinho, Gonçalo Rovisco e Dinis Caeiro, os três estiveram muito bem, quanto aos três 1ª ajudas estiveram também em plano superior, só dar uma palavra ao Bernardo porque o toiro no momento da reunião foge ligeiramente ao grupo, e só a vontade dele o fez recuperar e vir com o forcado da cara, os 2ª e 3ª ajudas também estiveram muito bem, nota final para o rabejador José Maria, o desplante da tarde, muito bem nos dois toiros que lhe tocaram (com mais uns quilinhos vai ser um caso sério). Para finalizar uma palavra ao Cabo, pela maneira como conduziu o grupo e pedir-lhe que não tenha receio em apostar mais nos jovens. Por hoje é tudo que a temporada dos cinquenta anos lhe corra do melhor e sem lesões. VENHA VINHO, VENHA VINHO, VENHA VINHO. BETO

quarta-feira, abril 03, 2013

terça-feira, março 05, 2013

Treino Ganadaria Sommer D Andrade