quarta-feira, agosto 21, 2013

Crónica Corrida na Amareleja

 
Em primeiro lugar começo por agradecer ao António pelo convite de escrever uma cronica mais uma vez. Apanhou me mesmo de surpresa, mas depois quando pensei no que escrever fez se me luz, e os acasos da vida tornam se em coisas engraçadas, é uma praça que ate me diz algo pois foi a praça onde me fardei pela primeira vez, logo nunca me vou esquecer e vai me sempre ser querida, ate por algumas peripécias desse dia, mas essas deixemos para recordar nos nossos convívios.

Neste dia 14 Agosto data tradicional da terra, com o calor característico da terra e de verão,  três cavaleiros jovens, para enfrentar um curro sério de Murteira Grave, em que o nosso Grupo compartiu cartel com o Grupo de Santarém.

A meio de uma jornada de 3 corridas, com datas e compromissos importantes no dia antes em Alcochete e tendo o 15 de Agosto no dia seguinte, o António decidiu e bem apostar numa terna jovem.

A meu ver com um sorteio comodo, pois calharam os três toiros mais leves da corrida ao grupo, para o nosso primeiro foi o Sérgio Godinho que na primeira se fechou bem levou o toiro para dentro do grupo este facilitou e acaba por cair ca atras por falta de uma mãozinha, na segunda escorregou ao recuar e a terceira resolveu se com eficácia.

Para o segundo o Dinis que vinha de uma dobra, queria apanhar os papeis do Redondo e foi lhe dada uma oportunidade. Esta que a meu ver é um pouco o espelho da pega do Sérgio na primeira fechou se faltou uma mão do grupo, na segunda escorregou também ao recuar e a terceira resolveu-se.

Para o 6 da tarde, 3 do nosso Grupo foi o Francisco Oliveira que esta temporada já tinha dado um ar da sua graça com algumas oportunidades aproveitadas, foi lhe dada mais uma esta menos conseguida. Na primeira reuniu bem mas não se agarrou com decisão, o primeiro ajuda não entrou prontamente e foi desfeito, a segunda não conseguiu reunir bem e a terceira resolveu-se.

Uma tarde com três pegas ao terceiro intento que com facilidade a historia tinha sido outra, pois todas as capacidades que o grupo tem são muito superiores a estes três desafios, e com um pouco mais de eficácia se tinha resolvido.

Em relação ao Grupo com que compartíamos cartel o Grupo de Santarém, pegou o lote mais pesado da corrida, pegaram dois touros ao primeiro intento e um á sétima tentativa, este um toiro serio com poder que deu bastante trabalho ao grupo.

Não posso terminar sem deixar uma palavra de apreço ao Grupo pelos 50 anos de historia, que se conserve por tantos mais, com a amizade, galhardia e maneira de estar que nos tem habituado. Todos os que la passamos, passámos e os que ainda lá irão passar fazem  parte desta historia e só estes que envergam esta jaqueta conseguem sentir a importância desta e os sentimentos que esta nos trás.

Desejo a maior sorte para resto da época.

Pelo grupo de Évora e pelos bonitos 50 anos de história

Venha Vinho, Venha Vinho, Venha Vinho

 

Vasco Costa

 

 
Crónica Corrida em Alcochete
 

No passado dia 13 de Agosto o Grupo de Évora foi pegar a Alcochete numa corrida que dividimos cartel nas pegas com um dos Grupos da terra, o Aposento do Barrete Verde.
Os toiros foram da ganadaria espanhola Partido de Resina e foram lidados pelos cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Filipe Gonçalves.
Fiquei surpreendido pela excelente presença de publico na praça, que apesar de não ter esgotado, encheu bastante bem, talvez fruto do interessante cartel quer de forcados para pegar,  como de cavaleiros para lidar os Partido de Resina.
Percebendo pouco da parte da lide a cavalo, interessa-me acima de tudo nas corridas as pegas e talvez por estes motivos muitas vezes não presto a atenção devida a esta parte do espectáculo pelo que não acho interessante lerem a minha opinião.

Quanto ao Grupo de Évora, voltava neste ano das Bodas de Ouro a uma praça onde não pegava pelo menos desde 2000 e isso gera sempre algum interesse nos actuais pois a maior parte nunca se tinha fardado nem actuado nesta praça pois já lá iam alguns anos...

Para a tarefa de abrir praça o Cabo António escolheu o forcado João Madeira e em boa hora o fez pois este fez uma belíssima pega á 1a tentativa. Citou de largo, o toiro arrancou soltou e o forcado soube aguentar e sacar-se no momento certo para receber o toiro na perfeição.
 Sendo esta a 1a pega que o Grupo ia fazer em 3 dias seguidos, 3 ganadarias distintas, em 3 praças e a 9 toiros, os ajudas fizeram o que lhes competia a fecharam com acerto. De realçar o excelente rabejar do Gonçalo Pires que ouviu merecidos aplausos.
Quanto ao João Madeira, queria dizer lhe que apesar de novo (disseram me que tem 19 anos) e depois de já ter pegado bem em Coruche, Valverde e no Redondo, e de ser também um rabejador eficaz, tem todas as possibilidades de ser uma mais valia para o Grupo e de receber do Grupo tudo aquilo que o Grupo lhe pode dar para a vida, quer a nível da forcadagem mas também no crescimento como homem e como pessoa. Que tenhas sorte e boas pegas no nosso Grupo!

Para o nosso segundo toiro, manso e reservado mas sem maldade o Cabo escolheu o João Pedro Oliveira "Guga". Forcado de muita confiança para pegar e muito confiante com a boa época que vem a fazer. Tal como o 1o, apesar das vantagens o toiro saiu solto e o Guga e o Grupo fecharam na perfeição á primeira. Nesta tentativa fica também o pormenor da volta agradecimento ao público. Digo isto porque o Guga não a deu derivado do cavaleiro também não ter dado. Merecia porque pegou á 1a bem e "sem espinhas". Estes tipo de atitudes só se vêem nos grandes Homens e nos grandes Forcados, pois com direito próprio podias muito bem teres dado a volta sozinho... Olé toureiro!

Para fechar a actuação foi escolhido o veterano Manuel Rovisco. Um Forcado de distinção que marcou e continua a marcar uma geração na forma de pegar toiros no nosso Grupo. Depois de muitas, complicadas e longas lesões o Manel recupera sempre e volta com mais vontade!
O melhor toiro dos nossos três de sorteio que o Manel desfrutou e nos permitiu ver uma grande pega desde o brindar e estar em praça até ao sair do toiro. Manel que Deus te dê saúde e que a tua família permita que continues por muitos anos no nosso Grupo.

O grupo do Aposento do BV pegou bem e sem dificuldades de maior á 1a, 2a e 1a tentativas.

Depois da corrida era hora de ir dormir pois a jornada tripla ainda agora tinha começado e por isso não houve jantar para pena dos antigos elementos que foram apoiar o Grupo e se tiveram que ficar pelas pegas e latinhas na corrida.

Desejo ao Grupo e ao António como cabo um resto de época memorável com muitas corridas, sem lesões e que continuem a mostrar dentro de praça a razão de estarmos a comemorar este ano o cinquentenário duma instituição onde já muitas dezenas de homens defenderam de verdade a arte de pegar toiros.

Pelo nosso Grupo de Évora,
Venha Vinho!

Um abraço,
Diogo Cabral

segunda-feira, agosto 12, 2013


Crónica Corrida em Redondo

 

 

Queria começar por dar os parabéns ao Grupo de Forcados Amadores de Évora pelos seus 50 anos e agradecer ao António Alfacinha o convite que me fez para escrever a crónica da corrida do Redondo para o GFA Évora .

Corrida com responsabilidade acrescida, pela data e local. Foi no Redondo à 50 anos no dia 11 de Agosto que o GFAE fez a sua apresentação.

Lotação Esgotada para ver os Cavaleiros Joaquim Bastinhas, Marcos Tenório e João Maria Branco e os Grupos de forcados de Évora e Redondo.

Toiros da ganadaria de Vale Sorraia, bastante encastados e muito bonitos, conseguiram dar um espectáculo com muita emoção desde o 1º toiro ate ao último, onde não facilitaram as actuações quer dos cavaleiros quer dos forcados.

A meu ver os 3 cavaleiros ficaram sempre por baixo dos toiros, não conseguindo impor as suas lides devido as dificuldades que o curro apresentou.

No que toca às pegas, o Grupo do Redondo, teve uma actuação com querer, alma e muito louvor.

Em relação ao nosso Grupo abriu praça o Ricardo Casas Novas, forcado experiente que tinha pela frente um toiro com arrancadas intempestivas, humilhando muito na reunião e batendo forte. Gostei muito de o ver na 1ª tentativa mas faltou coesão dos ajudas para que o Ricardo tivesse “ficado “a 1ª, foi consumada a 4ª tentativa.

 No 3º da corrida 2º do grupo, foi onde se deu o momento da corrida, com o Diniz Caeiro a sofrer uma aparatosa colhida, ao ter uma reunião muito dura e com um violentíssimo derrote a ser projectado para cima ficando inanimado, na 2º tentativa foi dobrado por José Miguel Martins que também saiu lesionado, sendo Ricardo Sousa a pega-lo ao 2º intento,4ª tentativa do grupo.

Para finalizar as actuações do grupo foi escolhido o Forcado João Madeira e fê-lo da melhor maneira fechando com chave de ouro, a demostrar o bom momento que atravessa. Para mim foi a única pega da corrida com princípio meio e fim na ascensão da palavra e merecedora do troféu para a melhor pega da noite.

É com orgulho que vejo que os princípios e maneiras de estar do grupo se mantêm inalteráveis com o passar dos anos, o que se viu na responsabilidade de fazer bem as coisas na pega do Ricardo Casas Novas.

Foi uma corrida dura com um curro de toiros de Casta Portuguesa que já se vê pouco nas praças, mas que fazem falta. Bem aja a todos por me proporcionarem ver uma bela noite de touros.

Queria deixar aqui votos de rápidas melhoras aos forcados que ficaram lesionados e desejar boa sorte para o resto da época e para os próximos compromissos que o grupo vai ter que são de grande responsabilidade.

 

Um abraço!

Pelo G.F.A. Évora  

Venha Vinho!

João Cristóvão

 

sexta-feira, agosto 09, 2013


Crónica Corrida em Vale Verde
 

Começo por pedir desculpas a todos os acompanhantes do no site e aos antigos elementos em especial, porque também eu sei o que é estar ansiosamente à espera que seja publicado o habitual resumo das corridas do nosso Grupo quando não nos é possível estar fisicamente presentes. O atraso deste resumo é apenas da minha exclusiva responsabilidade uma vez que o nosso Cabo me convidou no dia seguinte à corrida, no entanto esta semana, profissionalmente tem sido algo apertada……Muito obrigado António pelo convite!!!

Noite fria e desagradável de 3 de Agosto de 2013 em Valverde, Terra pequena de gentes hospitaleiras por onde tantos antigos e actuais elementos do nosso Grupo passaram durante as suas vidas académicas dada a proximidade que o pólo da Universidade, Mitra.

No que se refere à corrida de Toiros em causa, podemos dizer que se viu bastante bem (tirando o frio e vento) mas que teve emoção do princípio ao fim.

Os cavaleiros, Rui Salvador, Marcos José e o praticante David Oliveira, estiveram em plano aceitável e cumpridor sem se poder dizer que tenha havido alguma lide fantástica. Os Toiros de Santiago, no meu entender saíram sempre de menos a mais, uma vez que para as pegas saíram bem e sem criar grandes complicações, quando as coisas eram bem feitas!

Para mim a corrida teve uma emoção acrescida porque foi a primeira vez que estivemos em praça com os nossos Amigos do Grupo de Montemor-o-Novo depois da recente tragédia e confesso que me emocionei como alguns pormenores de elementos do seu Grupo. O Grupo de Montemor resolveu bem as pegas aos 2 primeiros Toiros complicando um pouco a situação no seu último, pareceu-me que se tratou de um ligeiro excesso de confiança mas que acabou por ser bem resolvido sem deixar mancha.

Quanto ao nosso Grupo, o António optou por dar oportunidades a elementos que tem funcionado menos, poupar os mais rodados e “punir” os que estiveram menos bem nas últimas ocasiões, gestão correctíssima na minha modesta opinião.

No primeiro Toiro que nos calhou em sorte foi o João Madeira o escolhido, que agradável surpresa! Eu ainda não tinha tido oportunidade de ver o João pegar de caras e fiquei deveras entusiasmado, tratava-se de um Toiro que tinha dificuldades em se fixar e que o João entendeu na perfeição, se me permitem, podia apenas ter tirado mais um passinho na cara do Toiro para evitar aquele 1º derrote mais violento. De salientar também o desempenho dos ajudas, sem desprimor para os restantes mas gostava de destacar o Bira nas primeiras, o Beirão nas segundas e o Rego nas terceiras, muito bom! E o resultado foi a pega da noite, acrescento ainda a violência do Toiro já lá a trás, que tudo fez para desfeitear o forcado da cara, que se agarrou com muita vontade e um grande crer. Um bom exemplo de um novo elemento no grupo, apesar da experiência por outros lados, mas que tem sabido esperar e agarrar as oportunidades sem precipitações, tanto a pegar de caras como a rabejar.

Para o nosso segundo Toiro, o António confiou no Francisco Oliveira, um forcado que tem vindo a crescer dentro do Grupo e que se tem mostrado muito regular, nesta noite me Valverde as coisas não lhe correram tão bem, mas não belisca em nada o percurso que vem a percorrer, julgo que a determinada altura houve da parte do nosso “Monkey” mais coração que cabeça, o que é preciso ter cuidado porque a segunda tentativa é de criar arrepios a quem está na bancada… devia ter deixado o toiro descansar um pouco, em vez disso entrou pelo toiro “a dentro” em terrenos do oponente, consumou à 3.ª tentativa, mais a resolver que a brilhar. Era um Toiro pouco franco daí as dificuldades do Monkey e do ajudas que quando chegavam já não podiam fazer nada, ingrata a 1.ª ajuda do Kada, em especial na 2.ª tentativa que quando vem a ajudar, o Toiro tira a cara e deixa-o sem hipóteses de ficar a ajudar.

O sexto da noite para mim é a pêra doce da corrida, sem que se tratasse de um “diabo à solta” dos perigosos. Aos meus olhos o Toiro até vêm sempre franco para a pega, o que me pareceu é que o Gomes não se fechava na cara Toiro, julgo, sem querer estar a bater muito no ceguinho, até porque estivemos à conversa depois da corrida e o Gomes estava bastante em baixo e consciente dos erros que tinha cometido, no entanto a minha visão da pega é que lhe faltou preparação física para aquele Toiro, mais uma vez sou obrigado a elogiar o desempenho de 2 ajudas, mas não querendo que todos os outros achem que estiveram mal, simplesmente estes destacaram-se mais, Bira, novamente a dar 1.ª e também novamente o Rego a fechar a pega. Quero também salientar a importância de um forcado mais experiente dentro de praça e isso viu-se nesta pega, o Árabe com muito acerto e correcção a falar com o Gomes sem que fosse necessário a designada, RGF (Reunião Geral de Forcados, como no meu tempo designávamos….lol)

Deixo aqui uma palavra a todos os que estavam mais em baixo neste dia, esta Arte de pegar Toiros exige um grande esforço e entrega, esforço porque temos que nos preparar física e psicologicamente, entrega porque abdicamos de muitas outras coisas das nossas vidas para viver quase única e exclusivamente para os nossos amigos do Grupo deixando todos os outros amigos, família e namoradas para trás. Não desmoralizem, ainda para mais com as corridas que ai vêem e não queiram fazer as coisas à pressa, o mais importante é fazê-lo com máxima entrega e instinto…….

  Grande Abraço a todos e Sorte para esta dura semana que começa sexta em Redondo.

Abraço,

Venha Vinho!

Fernando Luis

terça-feira, julho 23, 2013

Crónica Corrida Homenagem Sr. Eng. Joaquim Grave
 
 
ARENA D’ÉVORA 19 DE JULHO 2013

Antes da crónica propriamente dita queria deixar aqui o meu agradecimento ao António Alfacinha pelo prazer que me proporcionou ao permitir receber o GFAE em minha casa para uma fardação em Évora! É com muito gosto que abrimos a casa aos nossos amigos e deixamos que partilhem este nosso espaço. Espero que a recepção para antigos e actuais tenha sido agradável!!!
Em relação à corrida o António “encavou-me” para redigir a crónica o que me causou algum embaraço pois certamente não serei a pessoa “tecnicamente” mais indicada para o fazer, no entanto cá vai:
Corrida de homenagem póstuma provavelmente ao melhor ganadeiro Alentejano, Eng. Joaquim Murteira Grave, o Cartel era composto por uma terna de cavaleiros de “futuro” João Telles Jr, Francisco Palha e o João Salgueiro da Costa tinham como missão lidar os 6 Graves que o Dr. Joaquim Grave escolheu para se deslocarem da Herdade da Galeana até à Arena d’Évora. Os toiros estavam irrepreensivelmente bem apresentados, tendo saído à praça para impor respeito a cavaleiros e forcados não permitindo o mínimo descuido. Na minha humilde opinião apesar de não serem bravos foram encastados e com isso acabaram por cima dos 3 cavaleiros! Fazem falta mais curros como este para impor algum respeito quer a cavaleiros quer a forcados! Estes não permitiram grandes “palhaçadas” com os cavalos e exigiram que entrassem nos seus terrenos para cravar!
Em relação ao Cavaleiros não me vou alongar muito, somente comentar que claramente se viu que o João Telles Jr tem outro poder e outras montadas e quando quer dá a volta a qualquer toiro, Francisco Palha andou muito irregular e sofreu até uma aparatosa colhida quando numa sorte tentou cravar um ferro em terrenos apertados. O jovem João Salgueiro da Costa pareceu-me com uma quadra muito curta e com pouco desembaraço para este tipo de Graves…
De salientar que mesmo assim alguns toureiros insistem em “puxar” pelos aplausos e pelas voltas, quanto a mim tem que haver “verguenza torera”… E devem ser os próprios intervenientes a tentar educar um publico tão mal educado como o nosso!
Quanto aos Forcados os dois grupos tiveram um grande desafio com os graves que saíram pela porta dos sustos…
No primeiro toiro do GFAE o cabo escolheu o Ricardo Sousa “Matxira”, ele que tinha ficado tão desiludido por não ter tido a oportunidade de pegar na corrida dos 50 anos, tinha aqui tudo para se esquecer… Começou bem lá atrás, com o seu cite característico, encheu o toiro, mas depois falhou no momento da reunião, no entanto ainda aguentou um par de derrotes entrando no grupo e saindo já depois dos 2ªs, não vinha fácil de ajudar mas já vi coisas bem piores serem emendadas… Na segunda tudo igual… fechamos à terceira com eficácia!
Com o nosso 2º veio o momento da corrida! GRANDE PEGÃO DO GUGA!!!! No pior toiro da corrida, aquele que se previa que vinha para “comer” o que apanhasse pela frente, começou sereno junto às tábuas… Afinal aquele que estava ali na frente era um dos chamados “toiros da pega” mas para que esta citação faça algum sentido tem que ter por diante forcados como o Guga! Ainda antes dos tércios começas-te a citar! E que bem! Metes-te o toiro contigo e aí calaste-te para somente falar quando querias sacar o toiro! Depois e como se previa arrancou com tudo, mete-te a cara alta mas com alma e ajuda do grupo conseguiste fazer uma viagem (e meia) a lutar e com uma alma que certamente ficará na história da praça de Évora! Ainda bem que hoje em dia existem todos os meios audiovisuais e redes sociais para que aficionados que não estavam presentes no dia 19 na Arena d’Évora possam disfrutar do que tu fizeste a este que era um Grave à “Entiga”! Muitos Parabéns!
No nosso último toiro o António decidiu escolher o Zé Miguel Martins, forcado que este ano tinha estado bem nos toiros que lhe foram dados creio que não entendeu o toiro, o toiro embroncou muito na parte final da lide e não saiu pronto como o Zé gosta! Há dias assim e com estes toiros aprendemos todos! Consumou à 3ª tentativa sem brilho depois de duas tentativas onde o toiro não se arrancava e teve que sair avisado desfeiteando o Zé praticamente no momento da reunião!
O grupo podia ter ajudado melhor toda esta corrida! Como disse atrás há dias assim e este são os toiros que o GFAE gosta de pegar… Já mostraram qualidade, técnica e querer com situações bem piores que esta! Animem-se e da próxima não pode falhar!
Em relação aos Amadores de Santarém tiveram uma noite perfeita! Pegaram os 3 Graves à Primeira pelo António Grave de Jesus, o João de Brito “Pauleta” e o João Torres Vaz Freire, três grandes pegas, por três grandes Forcados onde alguma imperfeição dos caras foi corrigida pelas ajudas, Nelson (Preto) és uma máquina! Mostraram que o porquê de serem o grupo mais velho do Mundo.
Uma palavra para dois grandes amigos que apesar de já retirados quiseram associar-se à homenagem e voltaram a vestir a jaqueta para demonstrar que efetivamente quem sabe nunca esquece! Podem ter sido os dois melhores ajudas que eu vi em Portugal! Obrigado Pedinha e Navalhas realmente deixaram escola no GFAS!
O jantar serviu para também celebrarmos a amizade que existe entre os dois grupos e foi um recordar de muitas e belas noites! Muita malta antiga dos dois lados (e nova também obviamente), discursos muito emotivos de parte a parte, grandes lições como a que foi dada pelo Carlos Grave e com isto tudo, durou até ao almoço (porque os dois grupos são muita brutos) existiram momentos de rara beleza… Obviamente aqui quem quiser saber mais poderá procurar pelas redes sociais de alguns intervenientes!
Para que momentos destes se voltem a repetir, pois apesar de ter sido uma corrida dura, onde todos gostávamos que tivesse corrido melhor, o importante foi que ninguém se aleijou! Pela maneira como se puseram à frente deste curro de Graves os meus parabéns!
Um abraço!
Venha Vinho!
António Rosado