quarta-feira, junho 19, 2013

1ª Grande entrevista 50 Anos GFAÉvora
 


Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira

João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo
e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.

São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.
Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora 50 Anos
É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.

1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…
Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude.

O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.
2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?

Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes.
O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.
3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?

Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.
4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?

Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração.
Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração!
5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo?
Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais, mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos.
Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.

6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?

São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos.
Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.

7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?

Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.
Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!

8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?

Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une.
Venha vinho, venha vinho
Bota abaixo!

Resposta rápida:

9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.
Paixão

10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar?
Évora

11 -Qual o melhor momento como Forcado?
Quando dei primeira ajuda ao meu filho.

12 - A sua melhor pega/ajuda?
Toiro da despedida

13 -Ganadaria de eleição?
Passanha

14 - Cavaleiro de eleição?
João Moura

15 -Toureiro de eleição?
Vitor Mendes

16 -Praça de eleição?
Évora

17 -Farda-se no São Pedro?
Sim.


Muito Obrigado João Pedro!


Foto: 1ª Grande Entrevista ao Antigo Cabo João Pedro Oliveira   João Pedro Oliveira foi o 2º Cabo da história do Grupo de Forcados Amadores de Évora, fardou-se pela primeira vez com com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo e comandou o Grupo desde 1989 até 2001 ano em que se despediu.  São poucas as palavras para elogiar esta figura emblemática do nosso grupo, agradecemos desde já a sua disponibilidade para esta grande entrevista e tudo o que fez pelo GFAÉ.           Entrevista Grupo de Forcados Amadores de Évora                                       50 Anos  É com enorme prazer que respondo ao questionário por ti enviado, pois é a altura propícia para relembrar e viver o GFAÉ, neste ano que ocorrem as comemorações do cinquentenário. É fundamental que todos os que tiveram o privilégio de vestir a jaqueta reencontrem amizades e reacendam laços que a vida condicionou com o passar dos anos.   1-Como é do conhecimento de todos foi o 2º Cabo na história do nosso grupo (1989-2001) explique-nos um pouco o que é liderar um grupo de forcados e aquilo que é para si o Grupo de forcados Amadores de Évora…  Em relação a como é liderar um grupo de forcados, no meu caso foi exteriorizar a minha enorme paixão pelo Grupo, não deixando de ser muito rigoroso comigo próprio em tudo o que se relacionava com o mesmo e fomentar uma enorme amizade entre todos, pois é sem dúvida, a pedra de toque para uma vivência sã e alcançar o êxito e consolidar tradições existentes no Grupo pois são o fermento do pão que alimenta a alma de todos os que se põem diante de tamanho desafio como é enfrentar um touro ou compartir em grupo tantas jornadas e irreverência própria da juventude. O Grupo de Forcados Amadores de Évora é para mim uma paixão tanto pelos desafios como pelas amizades criadas defronte do perigo e algumas vezes nas adversidades e dor, mas também na glória de perpetuar o nome do grupo com embaixador de tão nobre arte de pegar touros.   2- Que idade tinha quando se vestiu de forcado pela primeira vez e como começou o seu gosto pelo touro bravo?  Fardei-me pela primeira vez com 17 anos, no dia 5 de Agosto de 1977,na Monumental do Montijo, embora já tivesse iniciado a minha fase de treino e assimilação da técnica tanto como hábitos dois anos antes. O meu gosto pela atividade de pegar touros já existia na família pois o meu pai, além de grande aficionado, também teve uma breve passagem pelos forcados na sua juventude, mas o que me levou definitivamente a ir, foi o meu irmão Mário, não só por ser o mais velho, mas porque para mim era sem dúvida um exemplo a seguir, e como não podia deixar de acontecer ainda não pensava vir a ser forcado já vivia o Grupo de perto, pois a minha família acompanhava exaustivamente o grupo, interiorizando com muita facilidade esta paixão pelo Grupo de Forcados Amadores de Évora. Alimentada nos anos seguintes com a entrada do meu irmão Paulo, de seguida vieram os meus sobrinhos Pedro (filho do Mário), António Paula Soares (filho da Tita e do Paleca), Guilherme (filho do Mário), João Pedro Oliveira “Guga”, (meu filho), Francisco (filho do Mário), Afonso (filho da Nela), motivos mais que suficientes para continuar a viver intensamente esta paixão, agora, com mais preocupação mas sempre com uma garra e predisposição para ajudar o Grupo a alcançar os desejos dum futuro risonho e de glória.     3- São muitos anos a acompanhar o Grupo, como antigo Cabo o que mais o orgulha quando vê o seu grupo saltar a praça para pegar um toiro?  Nesta altura, quando vejo o meu Grupo saltar p’ra pega vai muito, se saiu em sorte ao meu filho, pois aumenta o grau de ansiedade, mas o sentimento que prevalece é a nostalgia dos tempos vividos, depois vêm o orgulho de ter pertencido a tão seleta estripe de homens e finalmente o agradecimento a todos os que me deram a oportunidade de ter disfrutado de maneira tão intensa e continuar a viver e sentir-me vivo tarde após tarde dentro desta família.   4- Quais foram os forcados que mais o marcaram (antigos e/ou actuais)?  Em relação aos forcados que mais me marcaram, seria exaustivo de enumerar ou correria o risco de me esquecer de algum o que seria de todo injusto, mas todos eles têm conhecimento que os guardo a todos no meu coração. Sempre disse e continuo a acreditar que dentro de um Grupo todos são importantes e todos fazem falta. O Público se encarrega do reconhecimento da atuação de cada um, esse sim, é o que importa, para cimentar e proclamar o nome do Grupo Geração após Geração! 5- Quantos touros pegou? Quantas épocas esteve no activo? Pergunta indiscreta. Não fui forcado com um número de realce, mas de qualquer maneira não quero que se fique a especular. Foram somente 18 touros. Gostaria que fossem mais,  mas as minhas limitações técnica remeteram-me para as ajudas. Não que tenha vindo para umas funções menos importantes e desde já quero prestar uma justíssima homenagem aos ajudas que muitas vezes mereciam muito mais reconhecimento de todos. Épocas no ativo, foram 24. Para alguns demasiado, para outros escassas. Foram sem sombra de dúvidas cheias de momentos que jamais esquecerei.  6- Qual o momento, ou momentos, que melhores recordações lhe trazem?  São inúmeros, mas não posso deixar de recordar estes pelo enorme sentimento emocional que carregam, a primeira ajuda ao meu irmão Paulo, no dia do seu aniversário, no seu regresso ao ativo após 13 anos de interregno motivado pela colhida no Concurso de Ganadarias, em 1981, com fratura de uma perna que o remeteu para a cama do hospital pelo período de 18 meses e muitos mais, pela recuperação, voltando a enfrentar o nobre inimigo, na digressão à Colômbia, mais propriamente na Praça de Manizales em 1994-01-23 e a minha primeira ajuda ao meu filho na Corrida de Pais e Filhos, mais pelo simbolismo, pela minha idade, não dele! e porque nessa pega reencontrei amigos de outros tempos. Para culminar o toiro da minha despedida pelo que representava e porque levava atrás de mim 5 elementos da minha família.   7-Tem alguma história engraçada dos seus tempos de forcado que gostasse de partilhar connosco?  Tirando a minha apetência para perder os aviões nas digressões, recordo nas Sanjoaninas, estava eu já recolhido no quarto, tocam à porta para confirmar se o Fiat que se encontrava defronte do hotel era meu. Após deambular pelos corredores ocorreu-me que o meu irmão Mário tinha alugado um carro com essas características. De pronto dirigi-me ao seu quarto. Após bater repetidas vezes lá me abriu a porta bastante ensonado. Interpelado pelo agente da autoridade afirmando que tinha o carro mal estacionado, de pronto corrigido pelo Mário de que não era possível pois não tinha visto qualquer sinal de impedimento de estacionar, refutado de imediato pelo Sr. Agente, que o meu irmão não podia ver o sinal pois o mesmo encontrava-se debaixo da viatura.  Após mandar recolher todos aos quartos para preparar o regresso ao continente, e depois de demover o Sr. Agente de instaurar qualquer contra-ordenação, deve ser de família porque o meu irmão também perdeu o avião de regresso por ter despacho os bilhetes junto com a bagagem. Só o Mário!    8-Que mensagem gostava de deixar aos antigos, actuais e futuros forcados do Grupo de Forcados Amadores de Évora no ano em que comemoram 50 Anos de existência?  Só posso pedir que todos os que passaram, atuais e futuros nunca esqueçam que o mais importante, acima dos homens está a instituição, Grupo de Forcados Amadores de Évora, que sempre sobreviveu á erosão dos tempos e à vaidade e teimosia dos homens, fruto da amizade que nos une. Venha vinho, venha vinho Bota abaixo!   Resposta rápida:  9 - Defina o GFAÉ numa só palavra.  Paixão  10 -Qual a praça que lhe dava mais gosto pegar? Évora  11 -Qual o melhor momento como Forcado? Quando dei primeira ajuda ao meu filho.  12 - A sua melhor pega/ajuda? Toiro da despedida  13 -Ganadaria de eleição? Passanha  14 - Cavaleiro de eleição? João Moura  15 -Toureiro de eleição? Vitor Mendes  16 -Praça de eleição? Évora  17 -Farda-se no São Pedro? Sim.   Muito Obrigado João Pedro!


quarta-feira, maio 29, 2013

Crónica Corrida em Coruche
 

Acedendo ao pedido do cabo, ao qual desde já agradeço o convite, hoje tenho a honra de escrever a crónica da corrida do dia 24 de maio que se realizou em  Coruche.
Partilhamos cartel com os cavaleiros João Salgueiro, Rui Fernandes e João Telles jr. e nas pegas com o Grupo de Forcados Amadores de Coruche.

No que diz respeito à actuação do nosso grupo, nesta noite de toiros em Coruche, foi com bastante agrado que vi o cabo a dar a oportunidade a gente mais nova.

Para o primeiro da noite foi pegar o Ricardo Sousa que embora tenha tardado um pouco a carregar o toiro para o alegrar na investida, pegou à primeira tentativa, bem o grupo a ajudar.

No segundo que nos calhou em sorte o cabo escolheu o João Madeira, o João teve pela frente um toiro que teimava em não sair, por isso teve de entrar em terrenos mais perigosos e o toiro só saiu depois de avisado com um capote, mas o forcado recuou o suficiente para se fechar e aguentar os derrotes do toiro que  fugiu ao grupo, mas uma vez mais os ajudas estiveram muito bem e recuperaram a tempo da pega se consumar á primeira tentativa. Não quero deixar de referir a ajuda que o Cabo deu neste toiro, ao ver que o toiro deu meia volta e fugiu ao grupo indo na sua direção, saltou a trincheira foi ajudar, as melhoras ao António que ficou com mais uma mazela.

Para acabarmos a nossa participação nesta corrida e pegar o quinto toiro da noite foi escolhido o Dinis Caeiro, na 1ª tentativa o Dinis não entendeu o toiro e em vez de se sacar ao toiro ficou á sua mercê e com um derrote seco o toiro tirou-o logo da cara, na 2ª e 3ª tentativas acho que o forcado tentou resolver depressa demais, o que complicou um pouco as coisas, mesmos para os ajudas que não estiveram nessas duas tentativas ao nível que nos tem habituado, acabou por consumar a pega á quarta tentativa com uma pega de cesgo.

No geral acho que foi uma actuação bastante positiva do nosso Grupo deu para ver que temos futuro dentro do grupo quer em forcados de caras quer em ajudas.

Não quero acabar esta crónica sem desejar ao Grupo de Forcados Amadores de Évora  os maiores êxitos para esta temporada comemorativa do seu quinquagésimo aniversário.

Pelo Grupo de Évora....

Venha vinho...venha vinho...venha vinho....

Miguel Cutileiro

 

 


quarta-feira, maio 22, 2013

Crónica Concurso de Ganadarias de Évora 

 
No Concurso de Ganadarias que se realizou na Arena d’Évora na tarde do passado dia 19 lidaram-se toiros das ganadarias Grave, Veiga Teixeira, Rio Frio, São Torcato (sobrero), Passanha e São Torcato, para os cavaleiros António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol e João Salgueiro.
Pegaram os Amadores de Montemor e os Amadores de Évora.
A corrida abriu com um imponente toiro de Palha que se apresentou lesionado e que de imediato foi devolvido.
Não se entende não ter saído de imediato o toiro sobrero, que a Empresa deveria já ter pronto para o efeito, para não se modificar a ordem de saída dos toiros, que assim provocam alteração na ordem da atuação dos Grupos de Forcados. Faz falta o tal novo regulamento, que demora a ser publicado e que discipline estas situações.
A corrida saiu agradável com destaque para o lindo toiro de Veiga Teixeira (580 Kg.) a que foi atribuído o Prémio de Bravura. O Prémio de Apresentação foi para a ganadaria Passanha (555 Kg). Prémios da responsabilidade do júri constituído por 11 elementos da Tertúlia Tauromáquica Eborense e que não teve contestação da parte do público.
Os cavaleiros tiveram detalhes toureiros, com destaque para Luís Rouxinol que lidou em grande plano o toiro mais bravo da corrida e se entendeu bem com o de Passanha.
Os Grupos de Forcados tiveram boas atuações. Por Montemor Francisco Borges fez brilhante pega; João Caldeira aproveitou um toiro que não se fixou e aguentou a investida junto às tábuas a Manuel Ramalho resolveu bem na 2ª. tentativa.
O Grupo de Évora que vinha moralizado pela excelente atuação da quinta-feira anterior no Campo Pequeno, abriu a corrida com João Pedro Oliveira numa superior 2ª. tentativa; bem o José Miguel Martins no cite e na reunião. Poderoso, a fechar a corrida, Ricardo Sousa que citou bem e aguentou os fortes derrotes do duríssimo toiro de São Torcato, depois de ter brindado ao antigo cabo João Pedro Oliveira.
 
Bom início de temporada do Grupo de Évora, neste ano do seu cinquentenário.
 
Manuel Peralta Godinho e Cunha
Crónica Corrida no Campo Pequeno 

Antes de mais, é uma enorme honra e orgulho poder fazer a crónica de uma corrida do nosso Grupo.

Dia 16 de Maio de 2013, noite de toiros na praça do Campo Pequeno, com um cartel de luxo, composto por Joaquim Bastinhas, a comemorar 30 anos de alternativa, Pablo Hermozo de Mendoza, figura máxima da lide equestre actual e João Maria Branco que tomava alternativa nesta noite. Dois grupos de Forcados, O Grupo de Forcados Amadores de Évora, que já é habitual vir a Lisboa pegar nesta data e o Grupo de Forcados Amadores de Alcochete. Toiros da prestigiada ganaderia Passanha.
A lotação da praça não esgotou, mas estava casa cheia para uma grande noite de toiros em Lisboa.

Antes da corrida, foi para mim um orgulho abraçar os meus amigos fardados com a nossa Jaqueta e rever muitos Amigos e Amigas do nosso Grupo.

Ao que diz respeito, das nossas pegas:
Para abrir praça, foi escolhido, o meu afilhado, Ricardo Casasnovas, pegou à 1º tentativa.

O Ricardo, é um forcado experiente e da confiança do Cabo, soube citar, mandar, templar para depois reunir correctamente com o restante grupo a ajudar de uma forma muito eficaz.
Para o 2º toiro, foi escolhido, o Manuel Rovisco que pegou à 1ª tentativa.

O Rovisco, é um forcado com uma larguíssima experiência, carisma, garra e determinação. Esteve como sempre nos habituou, bonito em praça, com alegria e garra para se fechar na cara do toiro como uma lapa no momento da reunião e depois o grupo muito coeso a ajudar.
Para o 3º e último toiro saltou o António Alfacinha, que pegou à 1ª tentativa.

O António, com a sua enorme experiência, garra, determinação e sentido de responsabilidade, assumiu o risco de fechar com chave de ouro e em boa hora o fez. O toiro tardou em investir, o António necessitou de ir a terrenos mais perigosos e de compromisso para lhe provocar investida. O toiro proporcionou um momento de reunião duro com o António a recebê-lo na perfeição, bem fechado na cara, como mandam as regras para o restante grupo ajudar a consumar a pega.

Foi uma noite de êxito para o Grupo de Évora.
Na minha opinião, o Grupo esteve muito por cima dos toiros, estiveram muito bem a pegar e a ajudar nesta corrida.

Para finalizar, votos sinceros de grandes êxitos nesta temporada comemorativa dos 50 anos do nosso Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Venha vinho, Venha vinho, Venha vinho.

Francisco Duarte.


quinta-feira, abril 18, 2013

Crónica Festival em Alcáçovas


 
Em resposta ao convite que me foi feito pelo Cabo António, passo a descrever o que vi e senti no festival realizado no passado dia 14-4 na vila das Alcáçovas.
Tarde agradável, num dia de sol primaveril, com cartel composto por 6 cavaleiros e um jovem aspirante a figura do toureio apeado, compartiu cartel com o nosso GFAE os amadores de Lisboa, com tarde fácil e todas as pegas ao primeiro intento.

Quanto á actuação do GFAE, com presença na trincheira de muita juventude misturada com alguns forcados mais experientes, foi de oportunidade aos mais novos pontualmente auxiliados com os mais velhos.
 No que ao mais importante diz respeito, os toiros, coube em sorte ao Grupo as divisas de Jorge Carvalho, Santiago (este como sobrero e para não variar foi o maior e mais pesado lidado na tarde Alcaçovense) e a fechar saiu um astado proveniente de Pégoras. Foi um lote propício á rodagem de novos elementos que o Cabo pôs, e bem, á prova com bons resultados, excepção feita ao toiro de Santiago que pedia mais forcado e mais grupo a ajudar. Todos os toiros apresentavam idade avançada, apesar de dois com pouco peso.

 Para abrir a actuação do nosso Grupo, foi escolhido o João Miguel Direitinho, correcto no cite, recuou e fechou-se bem á barbela e concretizando uma boa pega e correspondendo ás expectativas do Cabo ao conceder-lhe mais uma oportunidade. Nesta pega, ocorreu a estreia de outro jovem (peço desculpa mas não fixei o nome) a dar primeiras ajudas, estreia que ficou marcada por um salto para cima do forcado da cara em clara demonstração da vontade dos mais novos em afirmar-se, mas que num toiro mais sério pode provocar algo mais que uma queda. Ainda no primeiro toiro, gostei de ver rabejar o José Maria Caeiro, que demonstra aptidão para a função sendo o seu único problema a sua própria leveza (terá de entrar num programa de aumento de peso).

 Para pegar o maior e mais sério da corrida, escolheu o cabo o jovem Francisco Oliveira, forcado de dinastia (com Pai, Tios, Irmãos e Primos sempre na defesa incondicional da jaqueta do GFAE) que me proporcionou uma agradável surpresa. Brindou ao antigo Cabo João Pedro Rosado, anfitrião da fardação e repasto, e começou a citar, com calma e visivelmente concentrado. Os bandarilheiros presentes, colocaram, a meu ver e com o pouco que sei, o toiro muito “fechado” em tábuas, o que obrigou o Francisco a pisar terrenos apertados para provocar a investida do toiro, investida essa que foi impetuosa com um derrote alto que impossibilitou a concretização da pega á primeira tentativa. Na segunda tentativa, o toiro foi colocado (pouco) menos fechado e foi a repetição da tentativa anterior, só que desta vez o Monkey mostrou braços de ferro com superior segunda ajuda do Luís Enjeitado e concretizou uma pega de muito valor.

 Para fechar a actuação do GFAE, o António deu oportunidade a mais uma estreia a pegar, desta vez coube ao Afonso Mata, mais um elemento da família Oliveira a engrossar as fileiras do Grupo. Sereno (a fazer lembrar o Tozinho), com cite agradável, pegou á primeira depois de uma reunião um pouco “esquisita” mas que resultou. O primeiro ajuda Luís Vilhena poderia ter feito algo mais nesta pega, mas estamos em início de época e com toda a certeza irá melhorar com o avançar de uma época que todos desejam festiva e repleta de triunfos.

Deixo em jeito de despedida, um apelo a todos os antigos elementos sem excepção. Estamos no ano comemorativo do cinquentenário da fundação do Grupo e como é compreensível todos os antigos não podem estar presentes em todas as corridas devidos ás suas responsabilidades e também devido á conjuntura actual, mas o GFAE, a nossa segunda família, precisa do nosso apoio e se todos contribuirmos com um pouco da nossa presença, eles (os actuais) sentir-se-ão apoiados e ainda mais moralizados para a época que agora começou. Da minha parte pode o Grupo contar com o meu total apoio e com a minha presença sempre que me for possível.

UM POR TODOS E TODOS COM O GFAE

Um grande abraço e uma grande época do cinquentenário a todos

João Cortez Pereira

Évora,17/4/2013