segunda-feira, agosto 20, 2012

Crónica Corrida em Reguengos de Monsaraz


A convite do Cabo António Alfacinha, coube-me a mim fazer a crónica da corrida de 15 de Agosto em Reguengos, desde já agradeço o convite tentando da melhor maneira relatar as emoções vividas na praça José Mestre Baptista!

Antes de iniciar a "crónica" propriamente dita, gostava aqui de deixar um grande abraço e um beijinho de obrigado ao Guéu e à Andreia pela forma como receberam o grupo em sua casa, não só disponibilizando-a para que a rapaziada se fardasse lá como também preparando um belo jantar para que pudéssemos todos juntos comemorar mais uma bela corrida do Nosso Grupo!!! Foi uma noite bem passada, com muita rapaziada nova, com muitos touros à mistura e que serviu mais uma vez para cultivar um espirito de Grupo, e de amizade tão importante para quem agora está a iniciar a sua vida de forcado!

Quanto à corrida propriamente dita a praça apresentou meia casa forte, numa data com muita tradição no Alentejo e obviamente no nosso Grupo também, pena que a manhã "invernosa" tenha afastado bastantes aficionados que seguramente dariam outro colorido à festa!!! O cartel era composto por Rui Salvador, João Salgueiro e o jovem João Maria Branco para lidar um curro de toiros Ortigão Costa muito bem apresentados com peso e trapio para sair em qualquer praça do país os parabéns à empresa Toiros e Tauromaquia!

Em relação aos cavaleiros como devem imaginar não é propriamente a "minha praia" por isso pouco me vou alongar, creio que o Rui Salvador teve pela frente o pior lote e em nenhum dos toiros conseguiu ultrapassar alguns problemas que os seus opositores lhe puseram pela frente, tentou recusar dar a volta no primeiro mas como o povo quer é festa "obrigou-o" mal a fazê-lo! João Salgueiro andou muito irregular, melhor no primeiro que no segundo sem nunca se conseguir encontrar com o toiro e cavalo... Passa também sem grande história em Reguengos. Com outro sangue na guelra próprio da juventude o triunfador foi claramente o jovem João Maria Branco, que com duas actuações intensas (não isentas de alguns erros) que chegaram com facilidade às bancadas.

Em relação às pegas, para o primeiro touro do GFAE o António escolheu e bem o Ricardo Casas Novas que com a sua experiência conseguiu abrir uma corrida importante da melhor maneira, um touro escasso de força mas que poderia ter um momento de reunião complicado, o Ricardo soube tourear o touro na perfeição, reunir bem, aguentar o primeiro derrote forte e esperar que todo o grupo fechasse cá atrás com eficácia! Boa pega, superiormente ajudada por todo o grupo, para tranquilizar e embalar o grupo numa actuação quase perfeita!

O nosso 2º touro foi pegado à primeira pelo João Pedro Oliveira (Guga), bela pega do Guga, que parece finalmente ter ultrapassado uns pequenos percalços no inicio da época! Brindou ao Guéu esta pega por tudo aquilo que ele representa para o GFAE! Boa primeira ajuda do Duarte Tirapicos (Kádá) e bem rematado cá atrás.

O ultimo touro foi pegado também à primeira fechando assim uma actuação limpa pelo "veterano" Zé Pereira, que depois de não ter estado no seu melhor na nossa terra veio a Reguengos por as coisas no seu lugar! Sei que o Zé antes da Corrida pediu ao António para pegar, pois queria muito mais uma vez brindar uma pega ao seu pai! Parabéns Zé pela pega que fizeste e pelo gesto que tens vindo a fazer, fardando-te mais uma época para fechar alguns livros que estavam abertos! Creio que o GFAE e o António te agradecem por isso! A pega aqui foi o "menos importante" no entanto o Zé teve impecável a frente de um touro que podia sair pronto, ele sempre toureando, chegou aos seus terrenos, carregou e veio com o touro para dentro do grupo, pena que grupo não esteve tão bem desta vez a ajudar e somente nas terceiras o Zé foi ajudado para não sair! Devem ter atenção a todos os pormenores e só relaxar quando realmente acaba a corrida podiam tem que ir lá uma segunda vez e tirar brilho a uma actuação que se queria perfeita!

De realçar o regresso do Manuel Rovisco ao activo, ainda não a 100% mas já a dar o seu contributo ao grupo, creio que existem alguns forcados que são feitos de outra fibra, predestinados que, além da arte, técnica e valor tem um coração inesgotável o Manel é sem duvida um desses casos, Graças a Deus tive a honra de me fardar com ele vários anos e ver realmente que é um forcado "diferente" como ele gosta de dizer! Força Malaquias!!!

O Grupo de Montemor pegou os seus touros por intermédio do João Tavares (Pêco) à primeira numa pega que o primeira Ajuda JP foi chamado e bem à praça, João Caldeira à terceira e Frederico Caldeira à segunda tentativa.

Após a corrida fomos para casa do Guéu onde ele e a Andreia nos presentearam com um belíssimo e animado jantar. Parabéns aos dois pela forma como sempre recebem o GFAE em vossa casa. Muita gente jovem com ganas de subir dentro do Grupo o que atesta o bom momento que se vive! É preciso aproveitar esta onda, no entanto e como em tempo de crise o número de corridas reduziu drasticamente devem ter a noção que quando o Cabo vos der uma oportunidade têm que a agarrar com tudo o que têm!!! Ainda houve tempo para um rápido pulinho às festas de Reguengos que serviu também para nos encontrarmos com a rapaziada de Montemor e bebermos umas cervejas!

Parabéns sobretudo ao António pois tem sido o elemento aglutinador de todo o Grupo sabendo integrar a rapaziada mais velha com a mais nova, fazendo sentir a nós que já deixamos a parte activa um enorme orgulho em vocês, pela maneira como ultimamente andam em praça sem espantadas, sem rgfs... Dando vantagens aos touros transparecendo para as bancadas uma serenidade própria de quem sabe o que está a fazer! Olé António!

Obrigado pela tarde bem passado em Reguengos!

Por todos vocês e para que tenham um resto de época em Grande,

Venha Vinho
António Rosado

terça-feira, agosto 07, 2012

Crónica Corrida em Redondo


Corrida de Redondo, Sexta-feira, 3 de Agosto de 2012
Foi com enorme satisfação, prazer e orgulho que recebi o convite do nosso Cabo, António Alfacinha, para fazer o já habitual comentário ao desempenho do nosso Grupo na Corrida de Redondo. Praça onde eu já não entrava desde 5 de Outubro de 2000, e infelizmente não saí da melhor maneira porque parti uma perna nesse dia. Mas esta renovada e bonita praça apenas tem de comum com a antiga, o facto de estar situada no mesmo local.
Gostaria de começar por realçar o muito público, cerca de ¾ de casa, que se deslocou a Redondo para ver a corrida. Estavam anunciados os cavaleiros Joaquim Bastinhas, que foi substituído pelo seu filho Marcos por se encontrar lesionado, Luís Rouxinol e Felipe Gonçalves, para lidarem 6 toiros da, sempre peculiar, Ganadaria Dias Coutinho, para as pegas estavam em praça o nosso Grupo e o Grupo de Forcados Amadores de Redondo.
Não me vou prenunciar muito sobre o desempenho dos cavaleiros porque como alguns sabem não me foi possível ver “tudo”…. Realço o bom desempenho de Marcos Tenório, a regularidade de Luis Rouxinol, se bem que este já nos habituou a atuações com muito mais qualidade e a, perdoem-me a expressão, a “pressa” de Felipe Gonçalves, julgo que se precipitou várias vezes por muito querer mostrar serviço, como se costuma dizer na gíria.
Os toiros Dias Coutinho, apresentaram-se homogéneos, mas pequenos e com pouca presença e terapio, alguns deles não será exagerado dizer que estavam mal apresentados. Por este facto o nosso Cabo resolveu fardar rapaziada que tem tido menos oportunidades e fez descansar alguns dos mais velhos e mais pegados desta época. E podemos dizer que foi uma boa aposta porque todos eles deram bem conta de si e o Grupo saiu desta corrida de cabeça erguida e com garantias de futuro.
Para o 1.º toiro foi escolhido o forcado Ricardo Sousa, Matxira, de todas as vezes que já o vi pegar, foi a vez que gostei mais, como todos sabemos é um forcado com muita entrega, que quer muito fazer as coisas bem feitas do principio ao fim, mas que ás vezes se precipita por tanto querer ser perfeccionista. No Redondo, é verdade que o toiro não apresentava quaisquer dificuldades, mas o Matxira esteve muito tranquilo em todos os momentos e executou aquilo a que eu chamo uma pega tecnicamente perfeita desde que saltou as tabuas até que o rabejador saiu. O Grupo também esteve bem a ajudar apesar de o toiro ter fugido um pouco à sua trajetória inicial.
O 2.º foi para o Rui Gomes, forcado que está a dar os primeiros passos dentro do nosso Grupo, mas já com alguma experiência uma vez que já tinha estado noutro grupo.
Pelas informações que tenho tido e pelo que tenho visto, vontade e entrega não lhe faltam e esta oportunidade foi o reconhecimento por esse mérito, e o mostrar que as oportunidades chegam a todos, muitas vezes tem que haver muita vontade e paciência até elas chegarem, ainda para mais quando, Graças a Deus, temos tanta gente a querer fardar-se, para pegar e ajudar.
No que respeita à pega esteve a andar em praça, ligeiramente apressado, mas entende-se, e na minha maneira de ver julgo que podia e devia ter aguentado mais o toiro, para evitar aquele derrote mais alto e ele próprio que vinha a recuar um pouco nos calcanhares, mas corrigiu bem e o Grupo esteve todo novamente bem a ajudar.
Para o nosso último o António escolheu o Jorge Vacas, o Jorge é um forcado já antigo no grupo que chegou a equacionar retirar-se por achar que merecia mais oportunidades e porque com certeza ainda se sente com vontade para pegar. Na digressão que o Grupo teve aos Açores, a qual eu tive o prazer de acompanhar, e aproveito aqui, se me permitem, para agradecer o convite e a maneira como todos me receberam, vim de lá bastante contente com o bom ambiente e espirito positivo que vocês vivem e transmitem……Escusado foi o aperto que me deram, podia ter disfrutado mais dos copos e da viagem….lol, mas faz parte, e no final quem ficou com pena fui eu……. Continuando, o Jorge nos Açores esteve muito bem e com um toiro de “bitola” acima deste. Com o Dias Coutinho, pela minha análise não entendeu o toiro e no meio de tantas hesitações acabou por não conseguir pegar logo à 1.ª tentativa, à 2.ª já esteve melhor, a pensar e com mais calma, logo tudo resultou de forma diferente. Julgo que o Jorge está a caminhar no sentido que ele tanto queria, e quer, com certeza oportunidades não irão faltar.
Um Grande Olé para a Excelente postura do Grupo em Praça, a dar sempre vantagens aos toiros, a andar dentro de Praça e também na maneira de estar na trincheira, é na trincheira que o público começa a observar o Forcado e o Grupo.
Pelo Grupo de Évora,
Venha Vinho, Venha Vinho, Venha Vinho
Fernando Luís Vasconcelos

segunda-feira, julho 16, 2012

Crónica Corrida Évora


Évora, 14 de Julho de 2012
Corrida de Homenagem da cidade de Évora a D. João de Noronha

Foi com bastante satisfação que acedi ao pedido do Cabo António Alfacinha para escrever a crónica de mais uma corrida do nosso grupo e na nossa terra.

Corrida importante e com muita responsabilidade, pela Praça que é, pelo Curro que era e pela grande homenagem feita a um grande aficionado e Avô de 2 grandes elementos do nosso grupo.
Cartel composto por João Telles jr, Francisco Palha e Tiago Carreiras. Grupo de Évora e S. Manços frente a toiros da prestigiada ganadaria Murteira Grave.

Começo por deixar as minhas palavras ao Duarte Meneres, forcado retirado, pela sua disposição e desde logo grande vontade em participar nesta corrida de homenagem a seu Avô, só ele sabe as emoções por que passou a volta deste momento. Logo te deixo um grande Olé pela tua postura e atuação em praça. Zé Maria tu também as vivestes e como forcado ativo fizeste e bem, aquilo que sabes fazer e homenageaste o teu Avô da melhor maneira também.
Corrida séria com um lote desigual de Murteira Grave, bem rematados e sérios como são sempre.

Para abrir praça e merecidamente o nosso cabo escolheu o João Pedro Oliveira ”Guga”, forcado com provas dadas, que tem vindo a crescer de corrida para corrida, escorregaste um pouco antes da reunião o que fez com que o toiro se descompusesse e não recebeste da melhor maneira o toiro, mas emendaste desde logo com a tua enorme vontade e consumaste á primeira tentativa com o grupo a ajudar bem.

Para o segundo toiro foi escolhido e bem o Zé Miguel, que bom momento nos deste, a fazer as coisas com calma e bem, andaste até aos terrenos que te sentias bem mandaste vir o toiro e fizeste uma bela pega, pena não teres ficado à primeira tentativa que tiveste igualmente bem, ali com uma mãozinha tinhas ficado, foi pena, mas na segunda cresceste e pegaste bem.
Fechou a corrida o Gonçalo Guerreiro “Sali”, já te vimos melhor, não sei se acusaste a responsabilidade da praça, da corrida que era ou da pouca rodagem que tens tido este ano, ao principio apareceste pouco e talvez isso se tenha refletido. Fizeste as coisas todas muito a correr, muito nervoso e nunca recebeste bem o toiro, resolveste á segunda, as coisas bem feitas como tu já mostraste que sabes fazer tinhas resolvido á primeira sem duvida nenhuma. Um dia não são dias e não te vão faltar oportunidades com certeza para te emendares e fazeres grandes pegas. Boas segundas ajudas dos irmãos Menéres num gesto bonito a irem os dois das segundas ajudas.

Partilhou esta corrida com o Nosso grupo, o grupo de forcados amadores de S. Manços que pegaram respetivamente Pedro Santos, à terceira, Nuno Leão, à primeira e Pedro Fonseca, à terceira. Vencendo o prémio D. João de Noronha em disputa para a melhor pega.
Não posso deixar de salientar o facto, da empresa ter disponibilizado a receita da gala do forcado e a ter entregue ao forcado José Conceição, elemento do grupo de forcados amadores de S. Manços que foi vitima de uma grave colhida que lhe provocaram damos graves para o resto da vida.

Deixo então o meu grande Olé ao nosso grupo, que tenham grandes triunfos e nos honrem com muitas e grandes pegas.
Um grande e forte Abraço e pelo Nosso grupo VENHA VINHO, VENHA VINHO, VENHA VINHO.


Vasco Costa

 

sexta-feira, julho 13, 2012

Crónica Albufeira

Albufeira, 11 de Julho de 2012

Acedendo ao pedido do meu cabo, tenho hoje a honra de escrever a crónica da corrida de Albufeira, ao qual agradeço.

Uma corrida destinada aos jovens valores da Tauromaquia Nacional, onde o característico público de Albufeira preenchia mais de ¼ de casa, da “Trintona”praça Algarvia.

Lidavam-se erales de Valedeterrazo, de escasso trapio, que cumpriram na generalidade destacando-se o primeiro.

Compartilhámos cartel com a cavaleira praticante Sofia Almeida e os amadores Cláudia Almeida e Ruben Inácio, que demonstraram um toureio de boa nota, com características principiantes, mas com ambição de triunfo.

No capítulo das pegas, foi para a cara do primeiro da ordem, o forcado Dinis Caeiro. Algo apressado no cite, cedo entrou nos terrenos do touro. Carregou com decisão e reuniu de forma correcta, fechando-se para não saír. De salientar a boa primeira ajuda do Luis Vilhena e a forma eficaz como os restantes fecharam a pega.

Para pegar o segundo perfilou-se o forcado Sérgio Godinho. Um forcado recente, que tem dado mostras de dedicação e vontade, para fazer parte da nossa“família”. Na minha perspectiva, calhou-lhe em sorte o touro mais complicado, que exigia mais técnica na reunião.
Nas primeiras duas tentativas, citou com calma mostrando-se ao oponente, que arrancava solto humilhando pelo chão, dificultando a reunião e tirando a cabeça quando agarrado. O Sérgio empranchou-se, não conseguindo reunir eficazmente. Na terceira tentativa, reuniu bem e foi bem ajudado por todo o Grupo, consumando assim a pega.

O terceiro da ordem foi pegado pelo forcado Gonçalo Guerreiro, também ao terceiro intento. O Gonçalo já não pegava há algum tempo e demonstrou alguma insegurança nesta pega. Na primeira tentativa não aguentou o touro, começando a recuar cedo demais, pelo que este o perdeu e lhe investiu ao lado. Na segunda tentativa, pelo contrário, não recuou e o touro colocou-lhe a cara por cima dificultando a reunião e pisando-o durante a viagem desfeitando-o.
Ao terceiro intento reuniu muito bem e aguentou uma viagem longa fechado na cara do touro que fugiu ao grupo. É de ressalvar a excelente ajuda do João Pedro Rêgo que recuperou eficazmente aguentando até o restante grupo chegar e consumar a pega.

A primeira e única parte desta corrida estava concluída.

Após o fim do espetáculo, fomos convidados a permanecer na praça, para pegar um touro com que o cavaleiro Tito Semedo iria treinar.
Foram efectuadas duas pegas, uma pelo forcado Rui Gomes que prontamente se ofereceu para pegar esse touro e pelo forcado Gonçalo Guerreiro, que teve oportunidade de corrigir os erros durante a pega que efectuou na corrida.

Dirijo uma palavras de boas vindas aos forcados José Maria Ceiro e Cristin Cernatu, que se fardaram nesta noite pela primeira vez no Grupo. Desejo-vos sorte e que saibam sempre honrar a o nome do Grupo de Évora, dentro e fora da praça.

Uma palavra de amizade também para todos os que estiveram presentes na corrida. Uma corrida durante a semana, longe da nossa terra, que exige sacrificio, a todos os que trabalham e têm compromissos no dia seguinte. Enquanto elemento do grupo agradeço-vos a dedicação.

Pelo nosso Grupo,

Venha vinho... e touros... e amizade!

Um abraço a todos,

Ricardo Casas-Novas

quarta-feira, julho 11, 2012

Crónica Corrida das Velas, São Jorge, Açores

Açores 7 de Julho de 2012.

Cartel: Tiago Pamplona
            Sário Cabral
            João Pamplona
Grupo de Forcados de Évora e Grupo de Forcados do Ramo Grande
6 Toiros de Álvaro Amarante.

3/4 de casa forte numa tarde muito agrádavel, onde os 3 cavaleiros tiveram um pouco irregulares fruto da pouca rodagem das suas montadas. Bem apresentados cumpriram bem a sua papeleta os 6 exemplares da Ganadaria de Álvaro Amarante. Tarde de algumas estreias feitas pela cabo do Ramo Grande, onde não sentiram dificuldades de maior em resolver as suas 3 pegas.
Para a cara do primeiro toiro da tarde foi escolhido pelo Cabo António Alfacinha o José Miguel Martins, forcado que já não pegava à um ano e sem se notar esta situação, citou com muita calma o seu oponente, aguentado a investida e realizando uma pega perfeita do inicio ao fim à primeira tentativa, muito bem ajudado pelo grupo todo, a destacar a 1ª ajuda do Luis Nobre a dar bem o peito e vindo sempre agarrado até ao grupo fechar junto à trincheira.
Segunda toiro da tarde, pegou o forcado Ricardo Matxira Sousa, na primeira tentativa talvez um pouco nervoso e a não perceber o que tinha pela frente. Ao carregar o toiro sai com pata, adiantado um piton e a não deixar que o forcado se fechasse. À segunda tentativa tudo diferente, o forcado cita e recua muito bem, tendo uma excelente reunião, depois o toiro foge ao grupo, mas bem ajudado pelo 1ª ajuda José Vacas e também pelo rabejador Gonçalo Mira que deu e bem uma importante 2ª ajuda. Na minha opinião a pega da corrida.
Terceiro e último toiro, Jorge Vacas que estava um pouco apreensivo, fruto talvez da sua pega de S.Cristóvão do ano passado e por "aquela coisa" que assistimos chamada sorteio. Escolha acertada do nosso Cabo em mandar o Jorge à cara do toiro, realizou uma boa pega à primeira tentativa com o  toiro a dar luta com dois fortes derrotes e depois a vir com a cara pelo chão dificultando a entrada dos ajudas.
Boa actuação do Grupo de Forcados Amadores de Évora em terras Açoreanas o que já não acontecia há 18 anos.
Seguisse o jantar muito agradável na casa do Ganadero Álvaro Amarante em conjunto com o resto dos intervenientes da corrida, onde se realizaram os nossos tradicionais discursos de digressão. Para terminar a noite fomos conhecer as Festas da Ilha de S.Jorge.
Para finalizar dois agradecimentos muitos especiais ao Sr. Ávaro Amarante pelas refeições oferecidas ao nosso Grupo e aos Amadores do Ramo Grande que foram incansáveis desde que aterramos na Ilha Terceira até ao nosso regresso ao Continente.

E PELO GRUPO DE ÉVORA, VENHA VINHO, VENHO VINHO, VENHA VINHO.

Fernando Manuel Diogo Alves Henriques