terça-feira, julho 10, 2012
terça-feira, julho 03, 2012
Crónica Corrida de São Pedro, Évora
Corrida de S. Pedro
É
com muita alegria que teço os comentários à actuação do Grupo de Forcados
Amadores de Évora a pedido do cabo António Alfacinha.
Corrida
de S. Pedro que por si só têm uma mística muito cimentada no seio do grupo,
pois sendo o dia da cidade de alguma forma ao longo dos tempos têm havido o
propósito de criar nesta data o dia de todos os antigos e actuais conviverem e
relembrarem momentos que o tempo encheu de recordações de actos de valentia,
sustos, momentos de glória e o orgulho de ter pertencido a este grupo de
forcados.
À
empresa há motivos para felicitações, pois com o cuidado com que se empenhou a
montar este cartel proporcionou ao público exigente de Évora, um espectáculo
alegre e empolgante, vivo que a todos deixou satisfeitos, com vontade de voltar
à Arena de Évora.
Dirigiu
com o habitual acerto o director de corrida, Pedro Reinhardt.
Casa
com entrada de cerca ¾ de público, que com grande insatisfação minha, já não se
mostra tão respeitador das regras enquanto se desenrola a lide, talvez por hoje
com a qualidade e mobilidade que o recinto proporciona, o recato durante as
lides seja menor, é pena.
Toureiros
por ordem de antiguidade Joaquim Bastinhas - António Telles – Luís Rouxinol – Gilberto
Filipe – João Moura Caetano – J. Maria Branco, que estiveram todos a contento.
Toiros
de Pinto Barreiros com trapio, parabéns ao ganadeiro que está a desejo na Arena
de Évora, pois após o êxito no concurso volta com muita dignidade a esta cidade.
Nas
pegas esteve o GRUPO de FORCADOS AMADORES de ÉVORA, na minha qualidade de
antigo elemento e antigo cabo vou tentar ser objectivo e esquecer os
sentimentos que nutro pelo nosso grupo.
No
primeiro toiro esteve RICARDO CASAS NOVAS com um oponente algo distraído e a
sair solto dificultou os tempos da pega, não humilhando, obrigou o cara a uma
reunião alta e por isso um trajecto algo pendurado com a natural saída por
baixo do forcado que nos têm habituado a mais e melhor, na segunda tentativa,
naturalmente já tivemos o Ricardo em grande, a proporcionar uma boa pega com os ajudas a mostrarem grande
coesão.
Brinde
ao publico.
FRANCISCO
GARCIA forcado já retirado foi à cara deste segundo toiro para numa pincelada
de arte, sublinhar como se pode ser toureiro a pegar, muito bem “Vadio”, embora
tenhas apertado com os teus amigos (alguns repartiram tardes de glória em
tempos contigo) que te estavam a ajudar e tiveram de criar espaço, onde não
havia, depois de tanto templares. Não posso acabar esta resenha sem realçar o
desempenho de GONÇALO MIRA que nesta pega disse bem alto como é importante o
desempenho do rabejador, Olé.
Brinde
de Luís Rouxinol ao grupo com respectiva retribuição de JOSÉ PEREIRA ao
cavaleiro. Na saída do Zé para a pega algo nervoso com o condão de me avivar a
memória para momentos já vividos com este forcado, capaz do melhor e do menos
conseguido, ao primeiro intento fechou-se sem convicção escorregando pela cara
dum toiro que vinha por baixo dificultando as ajudas. Ao segundo intento mais
do mesmo e por fim na terceira já tivemos o Zé a dar um ar da sua garra
habitual e a mostrar que podemos contar
sempre com ele, os ajudas nesta derradeira sorte pareceram-me algo menos
concentrados a permitir que o forcado da
cara tivesse raça para ficar no toiro.
No
quarto toiro da tarde ao rematar nas tábuas desembolou-se, como manda o
regulamento taurino o asteado recolhe aos curros ou recorre-se à sorte de
cernelha, JOSÉ MIGUEL MARTINS que havia sido chamado para pegar este quarto da
ordem de caras teve que dar a sorte ao CLÁUDIO CARUJO e FRANCISCO ALVES que
primaram por uma cernelha cheia de saber, oportunidade e classe só destinada
aos bafejados para grandes desafios pena que o toiro não fosse mais
participativo, aguardamos outra altura para nos deliciarmos com outra cernelha,
sem ser sorte de recurso.
A
JOÃO PEDRO OLIVEIRA coube o quinto da ordem, para que não haja qualquer tipo de
dúvidas o forcado mencionado é J.P. O. Filho, embora eu ainda vislumbrei alguma
participação nas ajudas neste toiro, mas em virtude das facilidades
evidenciadas pelo oponente achei por bem manter-me entre tábuas, não
acreditem!!!.
O
JOÃO PEDRO OLIVEIRA brindou à banda de Alcochete, como a banda estava situada
por cima dos curros de imediato iniciou a sorte de largo, esteve sem complicar
numa pega toda ela com nota elevada, pois no momento da reunião houve um
desacerto do toiro, onde o forcado soube compensar com muita classe, as ajudas
estiveram com acerto nota para DUARTE TIRAPICOS
“kádá” e JOÃO PEREIRA forcado já retirado.
ANTÓNIO
ALFACINHA com brinde aos fundadores, continuadores e actuais numa pega com uma
raça contagiante e de muito saber, bonito António assim se manda , o toiro
acabou de joelhos junto à porta dos curros tirando brilho à pega ou subjugado a
forcado que sempre põem uma entrega tremenda em cada pega.
A
fechar não posso ficar indiferente a corrida tão cheia de sentimentos,
recordações e saudades.
Só
falta começarmos a caminhar na direcção duma temporada cheia de êxitos para que
na próxima temporada o grupo esteja num momento tão alto como exigem as
celebrações dos cinquenta anos de existência do sempre GRUPO de FORCADOS
AMADORES de ÉVORA.
Para
todos um abraço sentido do vosso amigo
JOÃO
PEDRO OLIVEIRA
Crónica Novilhada São Pedro, Évora
Começar por destacar a excelente iniciativa da empresa, com a realização deste espetáculo para o futuro da festa brava, que pela atuação dos mais novos e pela grande entrada de público, a nossa festa por muitos anos vai continuar e bem viva.
Foi uma novilhada mista, onde atuaram na primeira parte os bezerritas, Diogo Peseiro, Pedro Cunha e João Rodrigues, todos vinham com vontade de triunfar e assim o fizeram, na segunda parte a lide a cavalo com Verónica Cabaço, Manuel Vacas de Carvalho e Alexandre Gomes, que tiveram ferros e arte de tourear de grande nível.
Os novilhos saíram exemplares e a medida para esta grande novilhada.
Agora falar da atuação do nosso grupo, apenas a descrevo com uma palavra orgulho, orgulho de ter visto rapazes extraordinários, com uma vontade, crer e raça de pegar os novilhos, honrarem a jaqueta que vestiam que agora todos sabem o peso que tem as costas.
Abrir praça João Direitinho com o
site calmo, bonito e correto consumou a primeira tentativa, com o grupo a
corresponder e a fechar com coesão, bem ajudado rapaziada.
Para o segundo saltou o Gonçalo
Rovisco, com o crer e garra que já nos habitou, consumou também a primeira
tentativa, superiormente ajudado pelo grupo.
A fechar a nossa atuação Francisco
Oliveira que nesta noite iniciou as suas funções de cabo dos juvenis, Francisco
assumiste este cargo de grande responsabilidade, lembra-te que és um exemplo a
seguir para aqueles que contigo pegam, atenção ao exemplo que tens que dar
dentro e fora de praça, deixo-te um abraço, que corra tudo bem e muita sorte.
Fechou a corrida também a primeira com uma grande pega ao maior da corrida, bem
a mostrar que esta para o que calhar.
Todas as 3 pegas tiveram brindes
bonitos e sentidos durante esta noite.Sobre esta noite não podia deixar de destacar dois forcados em tirar o mérito a todos os outros, porque se estes tiveram bem foi graças ao grupo todo, queria dar um grande abraço de parabéns ao Bernardo Manoel pelas três excelentes primeiras que deu e ao José Maria Caeiro pelos três rabos que fez de grande nível.
Um abraço a todos e muita sorte para a época
Pelo GFAE Venha Vinho….. Venha
Vinho…. Venha Vinho….
José Maria Menéres domingo, maio 27, 2012
Foi com profundo pesar e consternação que recebemos a notícia do falecimento da Sra. D. Manuela da Neves Coronel Pessoa Nunes de Oliveira, Mãe do nosso antigo cabo Sr. João Pedro Oliveira e Mãe e Avó de ilustres elementos do Grupo de Forcados de Évora. A toda a família, as nossas sentidas condolências nesta hora tão dolorosa.
O Grupo de Forcados Amadores de Évora
quarta-feira, maio 23, 2012
Crónica Concurso de Ganadarias, Évora
Évora, 22 de Maio de 2012Caros amigos,
A pedido do António, aqui vai a
minha opinião sobre o Concurso de Ganadarias de Sábado passado.
O Cartel era de luxo, e portanto
fui para a praça com enormes expectativas. Devo dizer em abono da verdade, que
ao contrário do habitual, estas não saíram frustradas.
Vamos por partes, os toiros
saíram bem apresentados, com excepção do último de Luis Rocha, quanto a mim um
furo abaixo do exigido para a data. Quanto a bravura deixaram-se tourear e
serviram. O de Passanha mais parado e o de São Torcato, um dos melhores toiros
que vi ultimamente, porque para além de sair de todo o lado com alegria tinha
aquilo que vai faltando quase sempre, EMOÇÃO E TRANSMISSÃO, não foi nenhum
daqueles borregos amestrados que por aí abundam. Oxalá tenha longa vida e dê
filhos do seu calibre.
Quanto aos cavaleiros, o Maestro
Moura andou por baixo dos toiros e nenhuma das suas actuações teve interesse, o
João Teles esteve bem e o Luis Rouxinol esteve fantástico, principalmente no
São Torcato onde deu uma lição de cátedra de toureio. Até a sair sem abusar de
mais um ferrinho esteve bem.
A nossa forcadagem começou com o
Guga, que é para mim um forcado com enormes potencialidades mas neste dia não
esteve bem. Duas tentativas para “cansar” o toiro para depois mais em curto resolver.
Também tive sempre dificuldade em pegar os toiros de largo, apesar de haver
ideia de que são os mais fáceis (opiniões). Devemos saber sempre que lá dentro
quem manda é o preto e se decide vir pronto temos de estar preparados para dar
a volta ao texto.
O Gonçalo é para mim um forcado
especial de tal maneira que foi a ele que deixei a minha jaqueta. Penso que
ficou bem entregue, apesar de também não ter gostado de o ver Sábado. Hesitou
na primeira, não reuniu noutra, foi pisado noutra e depois pegou de cesgo.
Penso que não era toiro para tanto, e sei que havia forcado para mais.
Por último foi o António limpar a
honra do convento, e em boa hora o fez. Um toiro daqueles com uma lide daquelas
merecia a pega que teve. Foi emocionante ver a praça de pé quando fecharam o
toiro. Fica para a história aquele 5º Toiro do Concurso de 2012.
Bem os ajudas sempre que os caras
lhes deram hipótese de fazer alguma coisa.
O Aposento da Moita esteve melhor
que a nossa malta com duas grandes pegas ao 4º e 6º, e outra menos conseguida
no 2º.
Tenho pena de não ter ido ao
jantar mas fica para uma próxima.
Um Abraço do vosso amigo,
João Pedro Murteira Rosado
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