Neste dia, por excelência de rentreé laboral pegámos em Lisboa. Corrida com menos ambiente que o normal, talvez por isso mesmo, por se tratar do dia de regresso ao trabalho.
Tourearam João Moura Jr., com pouca sorte e inclusivamente uma queda aparatosa, felizmente sem consequências, João Teles Jr., que se destacou e Tiago Carreiras, mais discreto que o normal.
Pegavam connosco os Amadores de Alcochete, com noite fácil e eficazmente concretizada com três pegas à primeira.
O primeiro touro do nosso Grupo foi pegado pelo João Pedro Oliveira, que depois do acto altruísta e difícil de emendar um amigo merecia esta pega em Lisboa. Grande momento de toreria, de mando culminando numa pega vistosa, bonita, de encher o olho, bem ajudada, realço a entrada do Kiko Abreu, num timming perfeito.
O segundo touro, também foi um prémio a um forcado que este ano tinha feito coisas muito bonitas. Possivelmente precipitei-me em ter dado o touro ao Ricardo que pela sua juventude e imaturidade, acusou o efeito “Campo Pequeno” e não esteve nos seus dias, faltou-lhe garra e só à quarta concretizou, uma pena, culpa minha, por ter apressado o que não pode ser apressado.
O quinto da noite, terceiro do Grupo, a fechar a nossa actuação, o único Ortigão Costa que pegámos, pois os outros dois eram Vinhas, colorado, com muita cara, nobre, foi muito bem pegado pelo António Alfacinha à primeira tentativa, cite muito templado, reunião perfeita e ajudas no momento e lugar certos. Pega tecnicamente perfeita.
Mais uma vez agradeço ao Tó Moura Dias ter disponibilizado a sua casa, nosso "quartel general" em Lisboa.
Assim se passou mais uma noite em Lisboa, para o ano esperamos por mais e sempre melhor.
terça-feira, setembro 06, 2011
Alter-do-Chão
Alter-do-Chão, 20 de Agosto
Foi nesta castiça praça do Norte Alentejano que me apresentei como Cabo do Grupo na noite de 5 de Julho de 2008, nessa noite agradável de verão, tivemos uma boa actuação.
Volvidos 3 anos voltámos para pegar em Alter, corrida compartida com os Amadores de Alter-do-Chão, que tal como nós, tiveram que suar para resolver alguns problemas.
Corrida de Francisco Luis Caldeira, irrepreensivelmente apresentada, rematados, mas mansos na generalidade e dois com muito sentido e perigo.
Abrimos a corrida com uma pega à primeira por intermédio de Ricardo Sousa, depois de ter estado fracamente bem em corridas anteriores, de um patamar inferior, com touros com menos corpulência e exigências, tinha que dar um salto de peso e aqui se verificou. Perante um touro sério, numa corrida com mais importância, revelou muita calma e depois de um cite elegante fechou-se bem à primeira, o grupo ajudou bem até ao sector da trincheira, sendo que depois abriu ligeiramente mas o Ricardo estava bem fechado, destaco a boa primeira do Rui Nobre.
O segundo touro, um mentiroso, pouco colaborador, com dificuldades de visão foi, sem dúvida uma desagradável surpresa. Para o pegar um forcado muito jovem mas já com muito sentido de responsabilidade e com maturidade, previa-se uma grande pega. O touro em apenas uma tentativa derrotou como eu não via há já muitos anos, com velocidade, intenção e eficácia, apenas uma tentativa bastou para desfeitear o forcado e lesioná-lo com gravidade, fractura do nariz, traumatismo craniano e fractura do osso facial na zona do olho direito.
Não tenho dúvidas que o Gonçalo Maria Guerreiro vai superar este contratempo sem sequer o ter sentido pois foi tudo tão rápido que nem dá para saber o se passou.
Foi emendado pelo seu amigo João Pedro Oliveira que na primeira tentativa sofreu a mesma colhida impressionante e aparatosa, o caçador nato esperava que o forcado entrasse no seu terreno, deixava reunir para então fazer todo o mal que podia e queria. Foi pegado à terceira, segunda tentativa do Guga, depois de aparatosa voltareta, que em boa hora veio, tal foi a vontade de colher o capote do bandarilheiro.
O nosso último foi pegado apenas à quarta tentativa pelo José Miguel Martins, não esteve nos seus dias, talvez por culpa minha e não lhe ter dado tempo depois do sucedido em Albufeira, que deve ter deixado as suas marcas. Nada de preocupante, o Zé Miguel é novo, tem querer e vai superar este momento menos bom, assim é a vida de forcado, com altos e baixos.
O touro perdeu toda a investida, tinha que se pisar em baixo do focinho e depois ser rápido a recuar pois entrava muito brusco, só à quarta o vencemos.
Para um grupo que se encontra muito jovem estas corridas, sem lesões, são até educativas pois dão a conhecer as agruras desta actividade, no entanto quando o resultado são lesões e problemas então definitivamente são perturbadoras e podem afectar o grupo. Assim não aconteceu, como mais tarde se viu em Lisboa, afortunadamente superámos os obstáculos.
Realço a entrega de todo o grupo, o voluntarismo dos elementos, destacando nesta pega o Rui Nobre e na lesão deste, o Duarte Tirapicos.
Uma palavra de agradecimento para o amigo e grande aficionado de Alter-do-Chão, Prof. Marco Gomes e sua esposa que, mais uma vez, recebeu gentilmente alguns elementos do Grupo para um lanche antes da corrida.
Foi nesta castiça praça do Norte Alentejano que me apresentei como Cabo do Grupo na noite de 5 de Julho de 2008, nessa noite agradável de verão, tivemos uma boa actuação.
Volvidos 3 anos voltámos para pegar em Alter, corrida compartida com os Amadores de Alter-do-Chão, que tal como nós, tiveram que suar para resolver alguns problemas.
Corrida de Francisco Luis Caldeira, irrepreensivelmente apresentada, rematados, mas mansos na generalidade e dois com muito sentido e perigo.
Abrimos a corrida com uma pega à primeira por intermédio de Ricardo Sousa, depois de ter estado fracamente bem em corridas anteriores, de um patamar inferior, com touros com menos corpulência e exigências, tinha que dar um salto de peso e aqui se verificou. Perante um touro sério, numa corrida com mais importância, revelou muita calma e depois de um cite elegante fechou-se bem à primeira, o grupo ajudou bem até ao sector da trincheira, sendo que depois abriu ligeiramente mas o Ricardo estava bem fechado, destaco a boa primeira do Rui Nobre.
O segundo touro, um mentiroso, pouco colaborador, com dificuldades de visão foi, sem dúvida uma desagradável surpresa. Para o pegar um forcado muito jovem mas já com muito sentido de responsabilidade e com maturidade, previa-se uma grande pega. O touro em apenas uma tentativa derrotou como eu não via há já muitos anos, com velocidade, intenção e eficácia, apenas uma tentativa bastou para desfeitear o forcado e lesioná-lo com gravidade, fractura do nariz, traumatismo craniano e fractura do osso facial na zona do olho direito.
Não tenho dúvidas que o Gonçalo Maria Guerreiro vai superar este contratempo sem sequer o ter sentido pois foi tudo tão rápido que nem dá para saber o se passou.
Foi emendado pelo seu amigo João Pedro Oliveira que na primeira tentativa sofreu a mesma colhida impressionante e aparatosa, o caçador nato esperava que o forcado entrasse no seu terreno, deixava reunir para então fazer todo o mal que podia e queria. Foi pegado à terceira, segunda tentativa do Guga, depois de aparatosa voltareta, que em boa hora veio, tal foi a vontade de colher o capote do bandarilheiro.
O nosso último foi pegado apenas à quarta tentativa pelo José Miguel Martins, não esteve nos seus dias, talvez por culpa minha e não lhe ter dado tempo depois do sucedido em Albufeira, que deve ter deixado as suas marcas. Nada de preocupante, o Zé Miguel é novo, tem querer e vai superar este momento menos bom, assim é a vida de forcado, com altos e baixos.
O touro perdeu toda a investida, tinha que se pisar em baixo do focinho e depois ser rápido a recuar pois entrava muito brusco, só à quarta o vencemos.
Para um grupo que se encontra muito jovem estas corridas, sem lesões, são até educativas pois dão a conhecer as agruras desta actividade, no entanto quando o resultado são lesões e problemas então definitivamente são perturbadoras e podem afectar o grupo. Assim não aconteceu, como mais tarde se viu em Lisboa, afortunadamente superámos os obstáculos.
Realço a entrega de todo o grupo, o voluntarismo dos elementos, destacando nesta pega o Rui Nobre e na lesão deste, o Duarte Tirapicos.
Uma palavra de agradecimento para o amigo e grande aficionado de Alter-do-Chão, Prof. Marco Gomes e sua esposa que, mais uma vez, recebeu gentilmente alguns elementos do Grupo para um lanche antes da corrida.
sexta-feira, setembro 02, 2011
Oportunidade para os mais novos! Sábado dia 3 de Setembro - Arena de Évora
Rapaziada nova,
No Sábado, dia 3 de Setembro, TODOS, às 18h na Arena de Évora, com farda COMPLETA (arranjem jaquetas sff).
Não faltem e não se atrasem!
Força!
GFAE
No Sábado, dia 3 de Setembro, TODOS, às 18h na Arena de Évora, com farda COMPLETA (arranjem jaquetas sff).
Não faltem e não se atrasem!
Força!
GFAE
segunda-feira, agosto 29, 2011
Fardamenta dia 1 de Setembro, Campo Pequeno
Grupo,
Dia 1 de Setembro, próxima quinta-feira, voltamos ao Campo Pequeno.
O encontro está marcado às 20h, no local do costume, em Lisboa.
Atenção aos atrasos!
PS: brevemente a crónica da corridade Alter do Chão.
FORÇA!
Dia 1 de Setembro, próxima quinta-feira, voltamos ao Campo Pequeno.
O encontro está marcado às 20h, no local do costume, em Lisboa.
Atenção aos atrasos!
PS: brevemente a crónica da corridade Alter do Chão.
FORÇA!
quarta-feira, agosto 17, 2011
" Al 15 de Agosto quien no se viste no es torero..."
Na mais tradicional data taurina anual , o 15 de Agosto, o GFAE não poderia deixar de actuar. À semelhança do ano anterior, fomos convidados para participar na tradicional Corrida de Toiros de Messejana, simpática localidade do Baixo Alentejo, e uma das mais tradicionais e antigas corridas do panorama taurino nacional.
Tal como no passado ano, o Curro era muito sério, desta Feita de Veiga Teixeira, com muito peso, trapio e a pedir contas aos artistas.
Tourearam Rui Salvador, António Brito Paes e João Telles Jr., e connosco compartiu cartel o Grupo de Beja com 2 pegas ao 1º intento e uma ao 2º.
Da nossa parte abriu Praça o António Alfacinha, forcado de eleição, tendo por diante um manso de solenidade, com muito peso, "reservón", que nunca se deixou lidar nem ser lidado. Para a pega saíu como esperado, bruto, com uma primeira mangada forte, parando-se depois para "despejar" o seu oponente. Pegámo-lo à 4ª tentativa, poderia ter sido antes, e ter-se evitado algumas "mossas" se tivéssemos adequado a nossa forma de ajudar ao (mau) perfil do hastado.
Para o nosso segundo saíu o confiado(íssimo) Ricardo Sardinha. este era o toiro da pega, um toiro bem ao melhor estilo da Ganaderia Veiga Teixeira que investia com velocidade e humilhando. O Ricardo esteve bem nas 2 tentativas que fez, mau grado na primeira ter havido uma falha geral dos 7 que o sucediam...
O nosso último toiro, era um toiro pesado também (570kg), que apesar de não ser basto de força, tinha uma investida imprevísivel e com muita "pata". João Pedro Oliveira, com arte e toreria fez uma enorme pega, com o grupo a fechar a noite com distinção, provando que podia tê-lo feito nas 2 pegas anteriores. Há que manter a regularidade a ajudar bem!
Para fechar uma palavra a todos os actuantes nesta corrida, pois só quem já pisou esta arena, com toiros como os deste ano e como saíram no passado ano, sabe as dificuldades por que passamos!!!
Melhoras a todos os lesionados, e dia 20 há mais...
foto: www.touroeouro.com
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