quarta-feira, julho 09, 2008

Alter do Chão - 5 de Agosto

Noite fria em Alter do chão para uma corrida de Cartel extenso e onde a juventude imperava. Foi a 1ª corrida completa do nosso novo cabo, por isso a expectativa era grande. Entre lesões e outros compromissos o plantel estava reduzido, no entanto todos os que se fardaram conhecem bem a importância da jaqueta qu tinham envergada e honraram-na como sempre no nosso Grupo.
Para o 1º toiro saltou o João Pedro Oliveira. O "nosso" Guga está a crescer cada vez mais e está já um "senhor" dentro da arena. Apesar da sua tenra idade ele desde que entrou na arena até que dela saiu soube sempre pisar os devidos terrenos e soube mandar na sorte. Pega perfeita, sem espinhas, com uma boa 1ª do Luis Nobre e o Grupo coeso a fechar.

Para o 2º da noite foi o Ricardo Casas Novas, forcado experimentado e que pegou também à primeira, não tendo uma reunião perfeita mas com a vontade que o caracteriza ficou no toiro.

No último da noite Manuel Dias saltou para a arena e com uma reunião deficiente e com o Grupo a facilitar um pouco lá atrás, mas com muita garra o Manel ficou à 1ª mostrando que o querer eo crer contam muito também.

Jantar conjunto com o simpático Grupo de Alter seguido de Festa no Álamo.

MS

terça-feira, julho 08, 2008

Comunicado do Cabo do GFA de Évora, Bernardo Salgueiro Patinhas, relativamente à corrida de 15 de Agosto em Messejana:

GRUPO DE FORCADOS AMADORES DE ÉVORA, membro da Associação Nacional de Grupos de Forcados, vem por este meio, expor os motivos DE FACTO E DE DIREITO pelos quais não irá participar na corrida de toiros para a qual estava inicialmente contratado, a realizar no dia 15 de Agosto de 2008, em Messejana, o que faz nos termos e com os seguintes fundamentos:


O Grupo de Forcados Amadores de Évora foi contactado pela Dra. Ângela Guerreiro, representante do Lar da Misericórdia de Messejana, em nome e representação do responsável da organização de espectáculos taurinos na praça de toiros de Messejana, SENHOR RUAS, no dia 3 de Julho de 2008, para actuar na Corrida de Toiros a realizar no dia 15 de Agosto de 2008, pelas 22 horas, na praça de toiros de Messejana.


Ficou inicialmente estipulado que o GFA de Évora actuaria juntamente com mais dois grupos de forcados, membros da ANGF, conforme legalmente estatuído, sendo que, nos termos da lei, seria remunerado de acordo com o estipulado nos Estatutos da ANGF, respeitando a categoria da praça de toiros e o número de grupos de forcados participantes na corrida de toiros. Receberia também, conforme as cláusulas contratuais do modelo de contrato emitido pela ANGF, a 25 bilhetes e duas senhas de trincheira.


Posteriormente, o GFA de Évora voltou a ser contactado pela Dra. Ângela Guerreiro, sendo informado que o empresário Sr. Ruas estaria apenas disposto a fornecer 10 bilhetes ao GFA de Évora, uma vez que se tratavam de três grupos de forcados e a lotação da praça era reduzida.


Perante esta comunicação, o GFA de Évora alertou para o facto de enquanto membro da ANGF estar vinculado a regras e procedimentos estatutários e que só actuaria respeitando os mesmos e, por conseguinte, recebendo 25 bilhetes + 2 senhas de trincheiras, juntamente aos honorários estipulados para a categoria da praça de toiros em questão.


A representante do Lar da Misericórdia de Messejana, Dra. Ângela Guerreiro, diligentemente e respeitando a vontade do GFA de Évora, voltou a contactar o Sr. Ruas expondo as nossas exigências legais, as quais não foram atendidas.


O Sr. Ruas atestou à representante do Lar que tinha conhecimento de que os grupos de forcados amadores membros da ANGF tem direito a 25 bilhetes e duas senhas de trincheira, no entanto só disponibilizaria 10 bilhetes pelos motivos apresentados no ponto 3.


Nestes termos o GFA de Évora, intransigente no cumprimento das normas às quais está vinculado, foi dispensado da corrida, no dia 8 de Julho de 2008 por não satisfazer as pretensões do empresário Sr. Ruas.


Cumpre-nos comunicar que, mesmo que o GFA de Évora venha a ser anunciado publicamente através de cartazes de mão, montra e parede para a referida corrida, não irá participar por incumprimento contratual da empresa representada pelo Sr. Ruas , que tendo larga experiência na organização de espectáculos tauromáquicos e tendo conhecimento prévio das regras e procedimentos definidos pela ANGF, visava incumprir, pondo em causa a credibilidade do GFA de Évora e fazendo o mesmo incorrer em processo disciplinar na ANGF por incumprimento dos seus Estatutos, nomeadamente o artigo 15º dos mesmos.


O GFA de Évora exonera toda a responsabilidade do Lar da Misericórdia de Messejana neste litígio, realçando o comportamento diligente, legal e cumpridor da Dra. Ângela Guerreiro, tendo a mesma sido apenas veículo comunicador da vontade do Sr. Empresário.

10º
Com o intuito de repor a verdade e zelar pelo cumprimento das regras consensualmente estabelecidas para o bom funcionamento dos espectáculos tauromáquicos, o GFA de Évora sentiu a necessidade de emitir o presente comunicado, justificativo da sua ausência da corrida de toiros a realizar na Messsejana, no dia 15 de Agosto de 2008, independentemente de vir anunciado.


Évora, 8 de Julho de 2008

O cabo do Grupo de Forcados Amadores de Évora,

Bernardo Salgueiro Patinhas

Mensagem de Tomada de Posse do Novo Cabo


Corrida de Toiros de S. Pedro
28 de Junho de 2008

Passei uma noite tranquila, nem sonhei com toiros, fiquei até surpreendido uma vez que a semana anterior foi passada numa agitação constante, os toiros não me saíam da cabeça!
O dia começou também com tranquilidade até começarem os telefonemas e mensagens, aqui comecei a sentir na pele o que será minha vida de dia 28 em diante. A ansiedade começou a aumentar e o desejo era um, que tudo corresse bem e que estivesse à altura do compromisso, não me desiludir nem desiludir o grupo.
Seguiu-se o sorteio e confesso que não gosto muito de ver os toiros antes de saírem ao ruedo, ainda mais sabendo que iria pegar. Mais uma situação a adaptar-me.
Quando saí de casa em direcção ao hotel ia nervoso, chegado ao local vi tanta gente, tantos forcados, acalmei-me, com tanta gente nada poderia correr mal.
Não foi a melhor actuação mas pegámos os toiros e ninguém se magoou com gravidade, é sem dúvida o mais importante.
Nessa noite fechou-se um ciclo, virou uma página, irá haver mudanças como é normal mas a linha de conduta e a “escola” manter-se-á.
Não posso escrever como cabo pois uma noite não é suficiente para sentir o que é ser cabo de grupo de forcados. Como tenho vindo a dizer, espero merecer a confiança daqueles que me escolheram e estar à altura do Grupo de Évora, tenho muito orgulho em nós e muito prazer naquilo que trabalharei para que o Grupo de Forcados Amadores de Évora atinja o lugar dos eleitos, o estatuto de figura.

Bernardo Salgueiro Patinhas



Lisboa, 3 de Julho de 2008

segunda-feira, julho 07, 2008

Évora - 28 de Junho

Num dia especial na vida do Grupo, em que mais uma página se virou na sua história, aqui ficam as palavras dos "actores" principais da noite, João Pedro Murteira Rosado e Bernardo Salgueiro Patinhas.

"Deixo aqui a minha última crónica como Cabo do Grupo, será apenas isso, o relato da primeira parte da corrida de S Pedro, e não o testemunho de despedida, pois esse foi feito no jantar.
Noite de Grupo com muitos dos já retirados a juntarem-se à festa para por um dia voltarem a sentir o calor da trincheira.
Quanto aos toiros saíram com a apresentação que é timbre desta ganadaria a cumpriram no geral.
O público que preenchia ¾ de casa encontrava-se um pouco desligado do espetáculo e não tão emotivo como de costume.
Os cavaleiros andaram sem grandes problemas mas sem romperem em grande triunfo.
Quanto as pegas, penso que foi uma noite para recordar todos os dias se possível, de forma a não ser repetida em nenhuma circunstância, uma vez que estivemos regra geral sempre por baixo dos toiros e a passar ao lado do desejado triunfo.
Para o primeiro foi o Francisco, sem problema e com oficio fez uma pega limpa sem problemas.

O António esteve sempre muito valente no segundo, que precisava de Grupo cá atrás e não o teve. Assim foram quatro tentativas em que podíamos ter resolvido mas não aconteceu.



Para o terceiro fui eu e também estive mal, uma vez que o garraio não apresentava problemas, no entanto as condições são fracas e não consegui fazer melhor.





Um grato abraço ao Manel Silveira pela forma como sempre tem ajudado o Grupo e como tem gerido o nosso Blog.


João Pedro Murteira Rosado"















"Mais uma tradicional corrida nesta data tão simbólica para nós, o S. Pedro, em Évora.
Este ano, esta corrida teve duas particularidades, primeiro, não se realizou no dia 29, dia de S. Pedro, mas sim na noite de 28 de Junho, por imposições desportivas. Em segundo lugar por ser a corrida em que o cabo João Pedro Rosado entregava o comando do grupo.
Tendo sido incumbido da missão de comandar o Grupo após a emotiva pega do João, compete-me fazer a crónica da segunda parte da corrida.
Começo por uma breve referência ao “encierro” de Passanha, desigual de pesos, irrepreensível na apresentação e de comportamentos semelhantes, toiros com o “trapio” que Évora exige.
A corrida saiu a andar, com pouca “fijeza”, toiros que cumpriram nos cavalos, estando o Rui Fernandes, o João Moura Caetano e, em especial, a Isabel Ramos, em bom plano.
Para as pegas houve, na minha opinião, um denominador comum, todos os toiros se arrancaram de pronto, sem que permitissem que os forcados mandassem, proporcionando reuniões altas e tirando a cabeça quando agarrados, tendo havido um toiro agressivo e os restantes cinco suaves.
A segunda parte começou, como mandam os bons costumes e a tradição, com a pega do cabo que iniciava funções. Brindei aos três cabos anteriores como não poderia deixar de ser. O toiro saiu-me de largo não permitindo que o toureasse, não reuni bem e não me agarrei o suficiente, saí nas terceiras ajudas. Tenho obrigação, primeiro de esperar que os toiros me saiam assim e adaptar-me a esta investida, não o fiz, e segundo, tenho obrigação de me agarrar mais aos toiros para não sair, ainda por cima quando os toiros não batem e vão pelo seu caminho. Na segunda tentativa e após ter “acordado” perfilei-me novamente, mandei e julgo ter trazido o toiro mais toureado e humilhado para dentro do grupo, senti as ajudas a entrar, realçando o Rui Sequeira.


No quinto toiro, cumpridor como os irmãos, saindo de largo praticamente de todos os terrenos, escolhi o António Moura Dias para pegar, um forcado que tem tido uma época boa, forcado tranquilo, perfeitamente capaz de cumprir a sua missão. Alertado para o facto de o toiro lhe poder sair de largo e com velocidade, assim aconteceu, o António fechou-se bem de braços, como é habitual, mas não se fechou, em nenhuma das quatro tentativas, de pernas. Como não o fez o toiro andou sempre destapado e os ajudas tinham muitas dificuldades em entrar. Em primeiro lugar, os ajudas tem de estar à espera de qualquer coisa, venha como vier o forcado da cara, se vier mal, já tem experiência suficiente para o compor e fechar sem mais. Em segundo lugar o forcado da cara deve fechar-se enchendo a cara dos toiros, especialmente estes que tem uma viagem com a cara alta, se o fizermos desgastamo-nos menos e “ajudamos” os ajudas a ajudar. Consumou-se ao quarto intento, sem brilho e com um toiro que, pela sua casta crescia de tentativa para tentativa.

Para fechar a corrida designei o José Pereira, forcado com muitos anos de grupo, tendo também pegado na anterior mudança de cabo. O toiro estava à medida, sem violência, investindo, com velocidade, capaz de proporcionar um bom final de festa. O Zé não estava nos seus dias e tornou uma coisa simples num Cabo das Tormentas, tendo sido resolvido o assunto ao quarto intento. O Zé tem capacidades e a obrigação de muito mais.
Resumindo, considero que a nossa actuação esteve longe de ser brilhante, num plano geral não soubemos adaptar-nos aos toiros, tanto os caras como os ajudas. Reconheço que a data e a ocasião tenham pesado e que a vontade de fazer tudo bem feito nos tenha levado ao desacerto e nervosismo que se espelhou na actuação. Espero que esta corrida tenha sido a nossa pior das que se seguem.
A última palavra desta crónica é incontornavelmente para o público da corrida, a todos eles o MEU OBRIGADO, em nome do nosso grupo. Estiveram sempre connosco, entenderam o significado da data, toleraram os desaires, vestiram a nossa jaqueta, sendo sobejamente reconhecida a exigência do público da praça de Évora, nessa noite foram para nos ver e aplaudir, passasse o que passasse, obrigado.
Espero que este começo do novo ciclo do GFA Évora tenha sido como os pais ciganos querem ver os seus filhos, como um mau começo para que depois tudo corra como Deus manda!

Bernardo Salgueiro Patinhas



Lisboa, 3 de Julho de 2008"
fotos: Francisco Romeiras - www.tauromania.com
Florindo Piteira - www.pitonapiton.blogspot.com

quarta-feira, julho 02, 2008

Alter do Chão

Com a mudança de Cabo, mudam-se também alguns hábitos. A partir de agora todos os elementos e demais interessados podem saber antecipadamente horários e locais de fardações e jantares do Grupo.
Assim em Alter do Chão no próximo sábado, será este o programa das festas:

Alter do Chão, Sábado, dia 5 de Julho

Fardação: Bombeiros Voluntários de Alter do Chão ( Hotel Mangueira ) – 19.30h

O Jantar será em conjunto com o Grupo Alter, seguido de uma festa, local: Álamo