sexta-feira, agosto 17, 2007

Reguengos de Monsaraz - 15 de Agosto

Esta é sempre uma data e um local com um lugar muito especial no calendário do nosso Grupo, pela carga emocional que nos traz e pelo que significa para todos nós no Grupo de Évora. Os anos passam e ao de cima vêm as grandes recordações de históricos 15 de Agosto, e diluem-se no tempo as mágoas e tardes menos boas. É sempre também muito importante pois é o aniversário do nosso Cabo Fundador, o sr. João Patinhas, a quem endereçamos sentidas felicitações.
Para o comentário desta corrida escolhemos um Homem que está directamente ligado ao ressurgimento em grande do nosso Grupo após um período difícil nos anos 80. O sr. Luís Miguel Sotero, popularmente conhecido por "Guéu", está intimamente ligado ao regresso do GFAÉ aos êxitos. Forcado de confiança do sr. João Pedro Oliveira, aqui começou com 15 anos em 1990 a pegar Toiros e fê-lo de forma muito dura e brilhante até 1999, sendo para todos nós forcados actuais uma referência, a sua abnegação e conduta. Este ano ele abriu de novo as portas de sua casa, desta vez na sua nova "mansão" em Reguengos, onde fomos extraordináriamente recebidos por ele e pela sua filha Carminho. Muito obrigado a ambos. Agradecemos também a sua colaboração na crónica, pois sabemos que não é muito dado a estas "modernices"...

"Reguengos de Monsaraz 15 de Agosto 2007-08-17


Vou começar esta crónica a agradecer o convite feito pelo meu amigo Manuel Silveira de comentar esta corrida realizada no dia 15 de Agosto na velhinha praça de Reguengos de Monsaraz, nesta corrida tive também o prazer de ter em minha casa o nosso grupo a fardar-se, aproveito esta ocasião para dizer que está sempre uma porta aberta em Reguengos de Monsaraz para o Grupo de Forcados Amadores de Évora.

Nesta tarde de 15 de Agosto, alem de haver sol e moscas, o calor não era aquele que estamos habituados a ter nesta altura do ano, pois estava uma temperatura bastante agradável para ver uma corrida de toiros, por esse motivo e mais alguns a praça encontrava-se quase esgotada, bom para o “Compadre Costa”.
O cartel era composto pelos cavaleiros:
- Luís Rouxinol
- Vitor Ribeiro
- Manuel Lupi
Os forcados eram Amadores de Évora e Amadores de S. Manços
Toiros de Murteira Grave.

Relativamente aos toiros, da famosa ganadaria Murteira Grave, estavam bem apresentados, andaram pouco para o cavalo e por vezes os cavaleiros tinham que entrar bastante dentro dos terrenos para realizar a sorte, recordo alguns momentos do cavaleiro Manuel Lupi que por duas ou três vezes foi tocado com alguma violência, julgo que a temperatura que estava foi benéfica para o espectáculo e para os toiros, pois se estivesse mais calor os toiros andariam ainda menos do que andaram, quando falo dos toiros andarem pouco estou a generalizar a coisa, pois costuma-se dizer na gíria tourina que não há quinto mau, mas neste caso foi o quarto da sorte que saiu com uma beleza extraordinária e uma bravura acima da média, foi lidado pelo cavaleiro de Pegões Luís Rouxinol, que mais uma vez esteve a altura do toiro, aproveito este momento para dizer que o Luís Rouxinol é dos melhores cavaleiros que nós temos, já anda nestas andanças há algum tempo e tenho visto sempre com a maior valentia, por vezes em praças desmontáveis e com toiros de arrepiar, mas sempre dando a volta as coisas, é pena que não lhe surjam mais oportunidades para ele mostrar o seu valor, por vezes penso que não lhas dão porque sabem bem o valor dele, é assim o mundo das toiradas!!!. O sexto toiro também saiu diferente dos outros, com mais poder e assim se viu tanto na lide como na pega, que para mim foi a pega da tarde executada pelo forcado experiente Pedro de Monte de Trigo, do Grupo de Forcados de São Mancos.
Pelo grupo de Évora o primeiro toiro foi pegado pelo forcado António Moura Dias “Tozinho”, saiu facilão, foi pegado a segunda tentativa pois na primeira passa ao lado do forcado, se este o tivesse alegrado com a voz na primeira tentativa, talvez o resultado tivesse sido outro, na segunda fechou-se sem dificuldades. No São Pedro em Évora vi este forcado fazer uma pega extraordinária e dura num toiro da mesma ganadaria (Grave).

O segundo toiro foi pegado pelo forcado Bernardo Patinhas, que brindou ao seu pai por mais um aniversário, fazendo este vir a praça receber o brinde, momento muito bonito nesta tarde de 15 de Agosto, pena das coisas não tenham corrido da maneira como o Bernardo nos tem habituado a vê-lo, o toiro não era pêra doce tinha uma reunião muito dura e violenta, o que fez que o Bernardo lá fosse 3 vezes, mas com a mesma cara da primeira, julgo que este toiro não vai afectar o Bernardo como forcado e que para a próxima vez vai estar como ele sabe.
A fechar o nosso lote pegou o forcado Gonçalo Pires, “Arabezinho”, tive o prazer de ser brindado com esta pega, muito obrigado mais uma vez, o toiro também era difícil, tanto na lide como na pega, desligado do cavalo e a dar arrancadas de manso, foi pegado a segunda tentativa pela valentia e moral do forcado e da magnifica ajuda do Forcado Rui Sequeira “Mata Lobos”, ao referir-me a este senhor escrevi forcado com letra grande pois este é o bom exemplo do que é forcado Amador.

Acabo esta crónica para dar os parabéns aos forcados actuais do grupo de Évora, pela magnifica temporada que estão a realizar, desejar a melhoras rápidas aos que estão aleijados, e desejar sorte para o resto da temporada.
Para o nosso grupo, venha vinho, venha vinho, venha vinho.
Bota abaixo.
Abraços Miguel Sotero"

quinta-feira, agosto 16, 2007

Castro Marim - 14 de Agosto

Para esta crónica foi escolhido um grande forcado que passou pelo nosso Grupo e que marcou quem com ele se fardou. Natural do Algarve, Fernando Luís Vasconcelos, forcado de pegas rijas e de toiros difíceis é recordado por todos pelo seu forte carácter e espírito de Grupo!

"Castro Marim, 14 de Agosto de 2007

Numa noite fria para a época do Ano em que estamos, assistimos a uma corrida agradável que inevitavelmente fica marcada pela trágica e aparatosa morte, em praça, de um dos cavalos da quadra de João Moura Caetano. No que respeita à corrida, o cartel era composto pelos Cavaleiros, Rui Fernandes, João Moura Caetano e a Cavaleira Praticante Isabel Ramos, os Toiros pertenciam à Ganadaria de D. Luis Passanha e o Novilho à Ganadaria de Herdeiros Brito Paes, de salientar a boa apresentação e bravura dos mesmos. Para as pegas tínhamos o Nosso Grupo e o Grupo de Forcados Amadores de Cascais.
O 1.º toiro da noite foi lidado pelo cavaleiro Rui Fernandes, cumpriu sempre na lide, mostrando muita disponibilidade mas alguma falta de força quando se empregava mais, para a cara deste foi o Nuno Lobo, esteve bonito no cite mas julgo que algo apressado, do local onde me encontrava não consigo ter total percepção do momento da reunião, fiquei com a ideia que aguentou pouco o toiro o que motivou que se encornalasse, no entanto fechou-se muito bem. Gostei muito de ver o grupo a fechar a pega com bastante entrega e sem precipitações, em especial a 1.ª ajuda, do Zé “Carraço” (José Maria Menéres). Fica-me também na memória a insatisfação do Nuno Lobo por a pega não ter corrido como ele queria, o que demonstra que quer melhorar, bom indicador!!!
A seguir calhou-nos o novilho lidado pela cavaleira praticante Isabel Ramos, sem nunca se parar e com bravura cumpriu sempre, mostrando melhores indicadores no capote que no cavalo. Para a cara foi o “Pulga” (Vasco Fernandes), muito bonito em praça, com muita calma, não conseguiu fazer melhor porque o novilho arrancou-se assim que o viu e mete-lhe mal a cara, tirando-lha de seguida, o que inviabilizou a pega nesta tentativa sem qualquer responsabilidade para o Vasco uma vez que sai fechado do novilho, principalmente por este ser ligeiramente cabano e ter pouco “pau”. Na 2.ª tentativa consegue receber bem o novilho e fechou muito bem tapando-lhe toda a cara, o grupo nesta pega já demonstrou alguma precipitação, sem que tenham estado mal. Duas notas, uma para o “Pente” (Miguel Cabral) não queiras rodar tanto porque corres o risco de não conseguir ajudar, outra para o “Pulga”, não se pode deixar o cavaleiro sozinho no meio da arena para ir apanhar o que quer que seja, ainda para mais sendo uma Senhorita (são pormenores a corrigir com o tempo mas que importa não esquecer).

O Nosso último toiro era o nosso toiro mais sério, foi lidado pelo cavaleiro João Moura Caetano, bastante emocionado pelo ocorrido com o seu cavalo na lide anterior, mas com grande entrega e vontade de triunfar. O toiro teve bons pormenores, no entanto achei que se foi modificando ao longo da lide, parando-se ligeiramente para depois ter algumas arrancadas pela certa, o João optou por não arriscar e escolheu para a cara o “Padinha” (António Alfacinha), andou bem em praça, bonito a citar e a mandar no toiro, faltando-lhe apenas ter consentido mais o toiro no momento da reunião, fiquei também com a ideia que pára de recuar a meio da viagem, não conseguindo evitar um violento derrote que impossibilitou que se fechasse. Na segunda tentativa já corrigiu e recebe melhor o toiro, muito bem todo o grupo a ajudar, sem agarrões e todos a funcionarem, eu vou salientar 2 elementos que me surpreenderam pela positiva, especialmente porque foi a vez que os vi melhor, é o caso da 1.ª ajuda do Guerra e a 2.ª o “Stefanel” (Manuel Sousa Dias).

Não aprofundo o resto da corrida porque não nos dizia directamente respeito, mas posso dizer que tanto cavaleiros como forcados estiveram à altura e resolveram todas as situações que tiveram pela frente.
Para terminar gostava de dar os parabéns ao Nosso Grupo pela temporada que tem vindo a fazer e desejar a maior sorte para o que ainda está para vir. Temos rapaziada nova com vontade, entrega e a interiorizarem o espírito do Grupo para que exista sempre continuidade.
Pelo Grupo de Évora, Venha vinho!
Fernando Luis Ornelas Vasconcelos"

segunda-feira, agosto 13, 2007

Góis - 12 de Agosto

Nesta digressão a terras Beirãs, fez o comentário o elemento mais velho do Grupo que não se fardou, visto estarmos "por nossa conta" sem acompanhantes nem convidados... O Bernardo é também um elemento preponderante na vida do nosso Grupo, e um forcado de Dinastia com muitas provas dadas, muito saber e autoridade para comentar tudo o que com Tauromaquia se relacione...

"Corrida de Góis 12/13 de Agosto
Estamos em Agosto, mês por excelência de festas e romarias e mais uma vez, à semelhança de anos anteriores tivemos a nossa pequena digressão pelos caminhos de Portugal. Desta vez o destino ditou-nos Góis, pequena localidade rodeada pela bonita Serra da Lousã, bem no centro do País. Vila bonita, recheada de história e paisagens de cortar a respiração, fazendo lembrar um pouco os Cantões Suíços em pleno Verão, podendo assim ser considerada uma digressão do GFAE à Suíça, lembrando outros tempos e citando Pedro Oliveira, o Rei. Fardámo-nos nos Bombeiros Voluntários de Góis, o que se revelou providencial, como mais adiante explicarei melhor. Tivemos o prazer de nos fazermos acompanhar pelo Armando Raimundo, forcado retirado, que nos acompanha sempre que pode nestas pequenas incurssões ao interior do nosso Portugal das Toiradas, tivemos também a companhia do Rui Sequeira, o grande Mata, que, apesar de evitar por completo as praças desmontáveis, acompanhou-nos neste passeio. Realço ainda a presença do nosso único acompanhante não forcado, o pai do Luís Engeitado, é de louvar uma pessoa que nos acompanha para "o sitío onde o Inverno passa o Verão", pois a temperatura era invernil e o pingo estava sempre presente na ponta dos narizes, muita humidade....
Para a corrida anunciavam-se os cavaleiros Vitor Gonçalves, Carlos Alves e Joana Andrade, grupos de forcados amadores de Évora e Portalegre, perante toiros de Higino Soveral.
Corrida fria, sem qualquer tipo de ambiente, sem qualquer aliciante e com apenas 200 pessoas a assistirem à mesma.Os cavaleiros, sentiram enormes dificuldades perante um curro desigual de pesos mais igual de comportamentos, perigosos, mansos, violentos, sem marrar, toiros a evitar!
Perante este panorama e dado o enquadramento do espectáculo a que se assistia, adivinhavam-se dificuldades para pegar os toiros. Para o primeiro, um toiro grande de mais para a praça, muito manso, sem investida, o João Pedro escolheu o Gonçalo Pires, forcado jovem mas com grande sentido de reponsabilidade e discernimento para este tipo de situações, não se deram vantagens ao toiro e o Gonçalo fez uma pega boa, superiormente ajudado pelo Rui Sequeira nas primeiras, realçando também a entrada do José Maria Meneres nas segundas. Primeiro problema resolvido.
O segundo toiro, mais pequeno foi cumpridor, para este foi escolhido o Vasco Fernandes, forcado muito jovem mas com muita raça e merecedor deste toiro por aquilo que demonstrou em Albufeira, pena não ter sido numa praça mais agradável, mas continuando assim, rapidamente aparecerão essas praças no seu horizonte. O Vasco citou com muita elegância, de largo, fazendo o toiro sair com prontidão, no momento da reunião o toiro procurou o Vasco e ele esteve perfeito em colocá-lo com a voz, reunindo muito bem, foi também muito bem ajudado pelo Zé Meneres nas primeiras e pelo Miguel Saturnino nas segundas. Todo o grupo esteve muito bem a ajudar.
Terceiro toiro, segundo problema, um toiro ainda mais manso que o primeiro, nem marrava, a solução foi um cernelha perigosa, sem cabrestos mas brilhantemente executada pelo Diogo Cabral e pelo rabejador do Grupo de Portalegre. Realço o sangue frio de ambos e o voluntarismo dos mesmos, toiros assim dão de facto um amargo de boca a qualquer forcado. Saliento a prestação do nosso Francisco Alves, bastante mais calmo e trabalhando mais com os braços do que com a cabeça, as coisas resultaram com vistosidade.
O Grupo de Portalegre realizou as suas duas pegas ao primeiro intento, também com o intuito de resolver os problemas que os toiros apresentavam, estiveram bem.
Voltámos rapidamente ao nosso Quartel de Bombeiros para a desfardação e, como referi mais acima, ainda bem que lá estávamos pois o carro do Armando avariou-se, não abria e tinha toda a bagagem dentro, a solução foi a experiência de uma jovem bombeira que com o auxílio de um desencarcerador partiu o vidro do carro para podermos ter acesso ao seu interior...quarto problema!..também resolvido!
Seguimos viagem para a Figueira da Foz, onde tinhamos uma mesa à nossa espera no restaurante Caçarola, restaurante oficial do Grupo quando andamos no centro de Portugal, grande jantar. Destes dois dias aquilo que de positivo destaco foi a coesão do grupo na resolução dos problemas dos toiros, o jantar e convívio na Figueira da Foz e a união que cada vez mais se sente no GFAE, assim a palavra amizade não é apenas mais uma palavra do dicionário, é uma palavra carregada de significado.
Um abraço, Bernardo Salgueiro Patinhas "

Pegar e ver pegar toiros tem grande diferença

Neste último 11 de Agosto o nosso Grupo fez 44 anos e está a decorrer a 45ª. época.
A tradição portuguesa dos grupos de forcados contarem a sua antiguidade está relacionada pelos anos consecutivos de actuações de cada grupo. Ou por outra: Tem estado, apesar de ultimamente se comemorarem idades de grupos que estiveram parados.
Contudo, não é exactamente igual um grupo pegar ou ver pegar toiros. Quando alguns grupos consideram no seu historial os anos que estiveram parados e anos de actuações de outros grupos da mesma terra, algo confunde e muito o público.
Em tempos houve em Évora outros grupos de forcados. Uns profissionais e outros amadores.
O actual Grupo de Forcados Amadores de Évora iniciou-se em 11 de Agosto de 1963, comandado por João Nunes Patinhas e nada tem a ver com outros com o mesmo nome, como por exemplo um de 1914 (cabo António Loupa); o de 1941 (cabo António Vaz Freire); o de 1947 (cabo Fernando Vilalva) ou o de 1948 (cabo Augusto Cabeça Ramos).
Todos os que passaram pelo actual Grupo de Forcados Amadores de Évora, começando pelos seus três cabos, João Nunes Patinhas, João Pedro Oliveira e João Pedro Rosado, têm esse conceito: o grupo tem 44 anos e está na 45ª. época.
Os grupos anteriores de Évora, que dignificaram também a cidade e a tauromaquia portuguesa, tiveram as suas épocas mas não conseguiram o mais difícil num grupo de forcados amador: a sua continuidade.
Com excepção dos Amadores de Santarém, Amadores de Montemor e Amadores de Lisboa, todos os restantes saem à esquerda doa Amadores de Évora, por muitas e elaboradas contas de antiguidades que andem a fazer.

Por todos os que envergaram a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Évora

VENHA VINHO !

Manuel Peralta Godinho e Cunha
Agosto de 2007

Beja - 10 de Agosto

Para comentar a esta corrida, escolhemos um filho do Baixo Alentejo. Ele é para nós uma referência no interior do Grupo como modelo de conduta, humildade e de "Espírito GFAE". Sendo também (para além de todas as suas qualidades Humanas), uma referência da Forcadagem actual, a quem o infortúnio bateu à porta...

"Nesta tradicional corrida do 10 de Agosto em Beja o Manuel Silveira pediu-me que fizesse a crónica da corrida e eu infelizmente aceitei.
Digo infelizmente porque normalmente quem faz as crónicas é quem está a assistir como espectador, situação a qual me custa bastante, ver todos lá em baixo divertindo-se a pegar toiros e eu não poder contribuir para esses momentos únicos que só nós que cá andamos sabemos dar valor.
Bem mas falando da corrida, calhou-nos neste concurso de ganadarias Alentejanas os toiros mais pesados da corrida, o nosso 1º da ganadaria Condessa de Sobral com 560kg, um toiro sério com apresentação, saiu bem mas com decorrer da lide denotou-se um pouco manso e com sentido mas nada que Ricardo Casas Novas ( Bimbo) forcado que atravessa momentos de muito boa forma não resolvesse com galhardia. O toiro saiu-se solto o Ricardo não conseguiu uma boa reunião mas agarrou-se com vontade e o grupo coeso a ajudar resolveram sem problemas.

O nosso 2º um toiro da ganadaria Luís Rocha com 520 kg um toiro que na lide foi a menos e não transmitia, toiro bastante acessível para José Pereira esse Forcado de grandes pegas que por vezes as coisas não resultam, e infelizmente aqui em Beja perto de sua casa e dos seus amigos não resultaram. O Zé não conseguiu fazer aquilo que fez em Lisboa que foi mandar no toiro e isso dificulta mais a execução perfeita da pega, tendo assim uma reunião de grande impacto a qual o deixou lesionado, mas o Zé com todo o seu valor não queria que o seu oponente levasse a melhor fazendo mais duas tentativas, já debilitado fisicamente mas de cabeça erguida e com vontade de lá ficar. Na sua ultima talvez não o tenha conseguido por falta de uma mãozinha dos ajudas e do rabejador.
Sendo assim dobrado por António Alfacinha a 1ª a resolver sem complicar com ajuda carregada de Vasco costa.
Foi mais um 10 de Agosto em Beja que fica marcado com a lesão do Zé Pereira, mas com certeza que quando recuperar vai vir com muito mais "ganas" de fazer grandes pegas como nos tem habituado.
Desejo-te rápidas melhoras.

pelo Grupo d'Évora.Venha Vinho.....

Saudações taurinas

Francisco Pulido Garcia"